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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Memória agradecida de uma catequista de Setúbal

Apresentamos o diploma relativo aos 50 anos de catequista de Maria Virgínia de Sousa Fialho. O diploma de ação de graças, de 1980, apresenta a assinatura do pároco, o Rev. Pe. Francisco Graça, o diretor do Secretariado Diocesano de Catequese da Infância e Adolescência, Rev. Pe. Álvaro Teixeira, e o Sr. D. Manuel Martins.
Clicar na imagem para ampliar.

sábado, 24 de outubro de 2015

Irmã Ester, ao serviço da Paróquia da Anunciada

 
Nasce em Cabanelas – Braga – a 23 de junho de 1926.

Entra no Instituto das Franciscanas Missionárias de Maria com 21 anos.

Tira o curso de Professora do Ensino Primário, porém dedica-se sobretudo à catequese, à música (organista) e aos bordados como mestra exímia!

Vive 15 anos em Lisboa, no Semi-internato de Nossa Senhora da Conceição, onde anima a Cruzada Eucarística.

Uma curta temporada em Beja (2 anos) precede a sua extensa e grande missão em Setúbal, na paróquia da Anunciada (quase 17 anos de empenho e entrega da própria vida).

Serve na Coordenação da catequese, na Educação Moral e Religiosa nas Escolas (1º ciclo), na Animação musical da liturgia.

Em 1982 é homenageada pelo Bispo D. Manuel Martins pelos seus 25 ANOS ao serviço da Catequese.

Os três últimos anos de vida experimenta o sofrimento de doença oncológica, primeiro com grande valentia na luta para o vencer
depois em aceitação e paz, unida a Jesus e desejando o Céu.



«Lembro a irmã Ester sobretudo pelo seu grande espírito de sacrifício e abnegação… pela caridade que manifestava às crianças e aos pais.
Avançava na Organização da Catequese mesmo face às contrariedades.»
Adelino Brandão


«Sempre participei no Coro da paróquia, mas a certa altura custava-me ir aos ensaios… comecei a faltar muito. Então, um dia que apareci para cantar na Missa veio ter comigo a irmã Ester e disse-me que não o podia fazer. Nunca mais esqueci e percebi: DEVEMOS FAZER TUDO BEM FEITO MESMO AS MAIS PEQUENAS COISAS.»
Fernanda Justo

«A Irmã Ester viveu toda a sua vida a anunciar e a testemunhar a Palavra de Deus. Viveu em pleno a Missão de todo o cristão: Anunciar e testemunhar com o exemplo da sua vida. Foi um modelo de cristão.»
Pe. Manuel Vieira

«A Irmã Ester exercia a sua autoridade com amor, doçura e sabedoria.»
Ana Filipa Melro

«A irmã Ester foi uma pessoa extraordinário que passou pela catequese desta paróquia: Durante alguns anos tive o privilégio de conviver e trabalhar com ela com quem muito aprendi. Era organizadora, metódica e amiga, um exemplo a seguir.»
Edite Vital

«Da irmã Ester recordo sobretudo a sua alegria, e aquela disponibilidade a todos. Tinha uma palavra sempre amiga: conversava muito comigo!»
Naciolinda


MEMÓRIAS DOS QUARENTA ANOS DA DIOCESE DE SETÚBAL

Celebração de Crismas presidida pelo D. Manuel Martins na Paróquia da Amora, a 21 de Junho de 1986.

A pedido do P. Rui Gouveia vou tentar fazer a retrospectiva destes 40 anos que vivi na Diocese de Setúbal, mais precisamente na Paróquia de Amora.

Quando aqui cheguei, fez há pouco 39 anos, encontrei uma realidade bem diferente daquela que vivia em Lisboa, pois estava numa paróquia grande, bem organizada e bem definida.
Aqui, em Amora, encontrei uma Paróquia pequena com poucos paroquianos e poucas dinâmicas e uma Diocese a dar os primeiros passos.

O que recordo e o que fui acompanhando:


CATEQUESE

Lembro-me de, com a Ir. Ilda Fontoura, se ter formado o Secretariado Diocesano da Catequese, talvez por volta dos anos 80.
Com a sua formação deu-se o início dos Cursos para a Formação dos Catequistas. Primeiro os Cursos de Formação Básica e depois os Cursos Elementares.
Em vários deles participei, primeiro como formanda e mais tarde como participante / formadora.
Também, anualmente foram iniciadas, creio que por volta dos anos 90 as Acções e Formação para Animadores de Adolescentes, mas agora já com a Ir. Matilde Morgado, que veio dirigir o Secretariado, substituindo a Ir. Ilda.

Tudo isto tem vindo a ter um crescendo sempre com a bênção do Sr. Bispo e sob a coordenação da Ir. Zélia, que substituiu a Ir. Matilde e agora com o P. Rui Gouveia, que é quem presentemente colabora.

Qual tem foi até hoje mais dedicado, é difícil dizê-lo, porque cada um imprimiu a sua realidade numa dinâmica muito pessoal, mas sempre com a preocupação de fazer da Catequese Diocesana algo que dignifique a Igreja de Setúbal.

Testemunhei, ao longo destes anos, o aumento quantitativo assim como qualitativo da nossa Catequese e dos nossos Catequistas, tanto a nível Diocesano como Paroquial.
Tem vindo a ser um crescente pois com qualquer dos nossos Bispos, quer com D. Manuel Martins quer com D. Gilberto, a catequese tem sido acarinhada e privilegiada na sua caminhada.
Creio que ambos têm, com a graça de Deus, a mesma intuição sobre a catequese que tinha já há mais de 100 anos atrás o Bispo Beato João Baptista Scalabrini, que foi nomeado pelo Papa Pio X, em 1877, Apóstolo da Catequese, com as seguintes palavras:
«Hoje, tem-se bastante cuidado com o segundo andar dos edifícios, mas bem pouco se olha para o primeiro andar, que é o mais importante. A catequese é justamente o fundamento onde se deve apoiar toda a pregação e toda a acção pastoral. Salva-se a sociedade com uma boa catequese! Por isso, como prova de nossa identidade de pontos de vista, oferecemos a cruz peitoral a Dom Scalabrini, e apresentamo-lo como o Apóstolo da Catequese!»

Também o Senhor nos concedeu, na pessoa dos nossos Bispos, essa preocupação, que é simultaneamente um dom e uma graça: o constante e crescente cuidado com a Catequese, com a formação de catequistas, com o seu acompanhamento.
E, não sendo tarefa fácil é, no entanto, tarefa de que se tem visto os bons frutos.
Tem sido um crescer em qualidade e um despertar para que a missão da Catequese seja algo cada vez mais exigente.
Os catequistas têm percebido, que embora vivam uma missão em resposta a um chamamento pessoal, não a podem viver individualmente nem de modo displicente, mas num empenhamento de testemunho cada vez mais firme e fiel a Jesus e ao seu Evangelho.

Na Paróquia de Amora de uma Missa ao fim de semana, quando aqui cheguei temos hoje nove celebrações da Santa Missa.
Na Catequese havia um número muito reduzido quer de catequizandos quer de catequistas. Hoje, estando embora num período mais reduzido em número, devido à muita migração provocada por esta última crise, temos ainda na nossa catequese um pouco mais de 800 catequizandos e quase 80 catequistas.
O ano em que tivemos um número mais elevado foi no ano catequético de 2001/2002 com 1215 catequizandos e 110 catequistas, tendo-se assim quase mantido até 2012.

Na Paróquia de Amora, pelo número crescente de catequistas, sentiu-se a necessidade de um Curso de Iniciação anual, pois apercebemo-nos que quando os cursos eram noutras paróquias era muito difícil a deslocação dos catequistas. E, algo que muito preocupante era ver catequistas, cheios de boa vontade, mas sem a mínima preparação a dar catequese. O importante não é dar catequese mas ser catequista. E, para ser catequista é necessário ter formação.
Assim, em 1987, com autorização da Diocese, iniciámos em Amora um trabalho nesse sentido: formámos uma Equipa de três pessoas e avançámos para levar a cabo o Curso de Iniciação, que desde essa altura tem sido anualmente feito. Este ano foi o 27º ano consecutivo.
A participação é sempre bastante numerosa, com uma média de 30/40 participantes cada ano.
Nos últimos anos o Curso tem estado aberto às outras paróquias que queiram participar. É feito em horário pós-laboral de 2ª a sábado, 3h em cada noite.


PASTORAL  JUVENIL

Era uma realidade quase incipiente, aqui na Paróquia de Amora, de modo que, com um certo sentir egoísta, pensei: “após a celebração da Confirmação para onde encaminhar os meus filhos?”.
E, foi a partir desse pensamento, um pouco egoísta, que surgiu algo de belo e duradouro na Paróquia: o Grupo de Jovens Exodus, que iniciou em 1978 a sua caminhada e a terminou apenas em 2011.
Outros grupos paroquiais surgiram, como o “Nós e Tu”; o “Fénix”; o “Quo Vadis”; o “Jovens a Caminho”, mas foi na verdade o Exodus aquele que marcou mais fortemente a Paróquia de Amora e sem dúvida durante mais tempo.

Nas outras Paróquias havia grupos próprios de cada uma delas, o que levou a formar-se uma Equipa Vicarial Juvenil.
Essa formação teve como autor o Padre Ezio Ragnoli, Scalabriniano, sacerdote da Congregação dos Missionários de S. Carlos ou Scalabrinianos, que estava em Amora para a Pastoral Vocacional da sua Congregação.
Assim, no Seminário Scalabrini de Amora, foram feitos ao longo de vários anos, encontros dos vários grupos de Jovens da Vigararia do Seixal, com a denominação de “Noite de Espiritualidade”.
Eram escolhidos momentos importantes e significativos da caminhada celebrativa em Igreja, como Advento, Natal, Quaresma, Páscoa, Pentecostes...


INÍCIO  DO  FESTIVAL  DA  CANÇÃO  JOVEM  DO  SEIXAL

O Festival da Canção Jovem Cristã iniciou-se na Vigararia do Seixal também por proposta e iniciativa do Padre Ezio Ragnoli, que na altura era o sacerdote que estava encarregado e responsável pela Pastoral Juvenil Paroquial de Amora e pela Pastoral Vicarial do Seixal.

Acompanhava os Jovens nas suas actividades e nos seus Encontros de Oração.
Aconteceu, que por contactos que esse sacerdote teve a nível do Patriarcado de Lisboa, soube do Festival da Canção Jovem Cristã, que se ia realizar no Estoril, na Paróquia de S. João do Estoril e inscreveu nesse Festival, o Grupo de Jovens Exodus, da Paróquia de Amora. Neste Festival o Grupo Exodus participou por 3 vezes (1982 + 1985 + 1987).

Assim, surgiu-lhe a ideia: “porque não fazer o mesmo aqui na nossa Vigararia?”
Colocou a sugestão na reunião Vicarial, a qual foi aceite por todos os jovens que faziam parte da Equipa Vicarial da Pastoral Juvenil e assim em Maio de 1989 o 1º Festival da Canção Jovem Cristã da Vigararia do Seixal, teve lugar.

Os primeiros festivais foram muito renhidos, mas era uma expressão muito bonita do potencial juvenil que existia nas paróquias. O objectivo foi alargá-lo a todas as paróquias para que fosse um instrumento eficaz ao serviço de uma pastoral juvenil dinâmica e “inculturada” na cultura juvenil, tal como a Diocese solicitava às Vigararias.
O Festival descobriu novos talentos e através dele alguns jovens iniciaram carreira a solo e outros integraram companhias de teatro musical. O Festival contribuiu para uma maior aproximação das paróquias e maior comunhão e amizade entre os jovens das paróquias e outros jovens: amigos e colegas de escola. Era uma festa entre jovens e entre os jovens e seus familiares que faziam questão de participar naquele serão de evangelização. O Festival criou as condições naturais para que a nossa Diocese pudesse estar, pela primeira vez, representava no Festival Nacional da Canção Cristã por ocasião do Fátima Jovem. Fui um grupo da Vigararia do Seixal que representou a Diocese.

Querer servir



ARNALDA VIEGAS


Há cerca de 28 anos, quando cheguei à Paroquia da Quinta do Conde, Igreja de Nossa Senhora da Esperança, iniciei o meu percurso de catequista nesta paroquia. Foi o Sr. Padre Horácio que me convidou para dar catequese. Optei pela Catequese de Adultos e quis fazer uma preparação prévia porque o Curso Elementar de Catequese não me parecia suficiente.

Após dois anos de preparação juntamente com outros paroquianos e segundo o método “CAMINHO DE EMAÚS” fui catequista de adultos durante cerca de 5 anos. Tivemos retiros e encontros na Quinta do Álamo e um Encontro Nacional em Fátima. Ao mesmo tempo, ajudava os pais e padrinhos na preparação do Batismo das crianças. E tinha a circular pelas casas dois Oratórios da Sagrada Família, com autorização do Sr. Padre.

Quando o Sr. Pe. Sezinando tomou posse, em Outubro de 1999, convidou-me para ser Coordenadora da Catequese. Aceitei e deixei a Catequese de Adultos. Os Arautos do Evangelho pediram autorização ao Sr. Padre para fazer circular um Oratório do Imaculado Coração de Maria na Paróquia. Fui indicada para coordenar. Arranjei companhia e andámos pelas ruas da Quinta do Conde convidando as famílias para receberem o Oratório. Como houve grande adesão, arranjei mais cinco coordenadoras para circularem 6 Oratórios: a M. de Jesus Reis, a Elvira Silva, a Arlete Gonçalves, a M. José Magalhães e a Irene Mateus. Tive que parar no serviço aos Oratórios da Sagrada Família. Mais tarde, a M. José passou a Coordenação do Oratório para a Helena Coelho e a Elvira para a Lúcia Fernandes. Nessa altura comecei a servir como leitora na Eucaristia.

Tendo tido conhecimento que íamos todas as terças feiras às reuniões de oração carismática na Casa dos Padres do Espírito Santo em Lisboa, desde 1999, e que já um pequeno grupo tinha recebido a Efusão do Espírito Santo, o Sr. Padre incentivou-nos a iniciar essas reuniões na Paróquia. Assim começou o grupo «PEDRA VIVA» em 2001. Fiquei a coordenar o grupo como SERVIDORA por ter sido a primeira a ir a Lisboa, a receber a Efusão no ano 2000 e a entusiasmar as outras a irem comigo. Nessa altura passei a Coordenação do Oratório à M. Antónia.

Receosa, tinha recusado o convite do Sr Padre Horácio para ser Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão. Considerava-me indigna. Convidada pelo Sr. Padre Sezinando e, já no Renovamento Carismático, não tive coragem de me negar e, embora indigna, aceitei como mais uma missão na Igreja.

Entretanto chegou o Sr. Padre Miguel , em Agosto de 2002. Deixei a Coordenação da Catequese e, depois de aposentada por invalidez devido às sequelas deixadas pelo aneurisma cerebral após a cirurgia, comecei a visitar dois e depois três Lares de Idosos. Aí levo-lhes, ainda hoje, a Palavra de Deus e sobretudo a Sagrada Comunhão, além de algumas palavras de conforto. Também preparo-os para a confissão.

Antes da aposentação dei aulas de Religião e Moral na minha turma e tanto o Sr. Padre Sezinando como o Sr. Padre Miguel encarregaram-me de incentivar e apoiar as colegas que davam essa matéria nas Escolas da Quinta do Conde. A convite do respetivo Secretariado, na pessoa da Manuela Gouveia, tive uma Formação gratuita de 5 dias em Fátima, na Casa de Nossa Senhora do Carmo.

Antes e depois da minha aposentação fui encarregada de visitar as turmas da EB1 na Quinta do Conde 1 para convidar os alunos a inscreverem-se na Catequese. Quando chegou o Sr. Padre Júlio, ele mesmo se encarregou de fazer essas visitas.

Também iniciei e incentivei vários paroquianos a frequentar o Curso ALPHA no Montijo, entre outros, a Deolinda Pereira. A esse propósito, fui a um Encontro Nacional em Fátima.    

Com parecer favorável do Sr. Padre Miguel, por escrito, fui fazer o Noviciado em Lisboa, durante 14 meses, sempre nos primeiros Domingos do mês, sem deixar a minha vida normal na Família e na Paróquia. A seguir fiz a Profissão na Ordem Terceira do Carmo onde tomei o Hábito Religioso, de Carmelita, assumindo as obrigações a ela inerentes, incluindo a participação no “Dia da Comunidade” nos terceiros Domingos de cada mês, em Lisboa; no Retiro anual e no encontro também anual da Família Carmelita, sempre em Fátima, na Casa de São Nuno.

Todos os anos temos tido Encontros de Formação, algumas vezes ocupando dois dias seguidos. Umas vezes na Igreja nova da Cruz de Pau outras vezes no Santuário de Cristo Rei. Durante meses fomos semanalmente a esse Santuário receber Formação sobre a Lectio Divina dada pela Leidiane, da Comunidade Shalom.

Desde o ano 2001, todos os anos temos tido os Seminários de Vida Nova no Espírito com um Ensinamento, tipo palestra/partilha em cada semana, durante 8 semanas. É a preparação remota da Efusão do Espírito Santo. A preparação próxima é feita no Retiro de fim-de-semana, na Casa de Oração de Santa Rafaela Maria, Palmela, onde novos irmãos recebem a Efusão na Vigília de Pentecostes.

Este ano temos 7 encontros de formação, nos segundos Domingos do mês. Em cada encontro refletimos sobre uma das 7 petições do PAI NOSSO. Cada encontro é realizado numa das 7 Vigararias da Diocese e nele participam os irmãos dos cerca de 30 grupos de oração carismática da Diocese, seguindo-se sempre um pequeno lanche de confraternização.

No tempo do Sr. Padre Júlio participei na Peregrinação a Fátima. Como recebi o Sacramento da Confirmação demasiadamente nova e, querendo aprofundar, com autorização do Sr. Padre, frequentei, aos sábados, a preparação feita pelo então Seminarista Rui Simão aos adultos, futuros crismandos.

E o Sr. Padre Daniel Miguel, Vigário Paroquial na altura, a nosso pedido, deu ao grupo PEDRA VIVA uma formação quinzenal sobre «O ESPÍRITO SANTO E A IGREJA». Também participámos no Retiro Paroquial na Quinta do Álamo, orientado pelo mesmo sacerdote.

No Ano da Fé frequentei a Escola da Fé, juntamente com a Cristina Bagarrão, a Aida e a Elvira em Azeitão. O ano passado novamente, na Igreja da Boa Água e este ano também já iniciei.



Atualmente, um pouco mais fragilizada em parte devido às seis cirurgias sofridas e à idade, dos dois lares que passei a visitar até Junho passado, agora visito semanalmente apenas um. Mas, além de servir como Ministro Extraordinária, continuo a servir como leitora da Palavra, servidora no grupo de oração carismática, e como Carmelita consagrada, tendo levado seis paroquianas a receber o Escapulário em Lisboa, depois de uma pequena preparação. E estou presente na Formação de Leitores, uma vez por mês durante três meses.

Por ser uma pessoa muito activa, na vida passada e actual da comunidade, é uma grande referência para todos os catequistas desta paróquia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Fernanda Ataz: Modelo de Fé na Paróquia de Palmela


«Três anos após a criação da Diocese de Setúbal, comecei a dar catequese!»


Catequistas do Curso Geral de Catequese, Vigararia de Almada

Em outubro de 1978, 4 anos depois do 25 de abril ter mudado Portugal e 3 anos após a criação da Diocese de Setúbal, comecei a dar catequese. Com medo, mas com entusiasmo, iniciei a missão que Jesus e a sua Igreja me confiavam. Fiquei com um grupo de meninos do 1º catecismo (meninos esses que hoje rondam os 40 anos de idade). Com o entusiasmo que caracteriza qualquer nova atividade, participava em todos os encontros e formações. Foi assim que fui ao meu primeiro Encontro Diocesano de Catequistas. Foi no Barreiro, no salão do Colégio Diocesano. Era então o Secretário Diocesano da Catequese o Padre Álvaro Teixeira. Eramos muitos e quase todos jovens. Fazer parte de um tão grande grupo de gente que, como eu, se comprometia a participar na formação religiosa e humana dos mais pequenos, era fantástico. Se juntarmos a este facto o sabor de estar a ajudar a construir uma Diocese, a fazer de Setúbal algo independente e único, era completamente arrebatador. Se a memória não me atraiçoa foi nesse encontro, ou noutro um pouco mais tarde, que conheci, ainda só a vendo ao longe, uma mulher que foi decisiva na minha história de Igreja. Falo da (então) Irmã Ilda Fontoura. Recordo-me que quando começou o ano catequético de 1983 soube que ia haver um estágio de catequese na minha paróquia. Não tendo feito o curso geral (começara a dar aulas no ano letivo anterior em Beja) não ia naturalmente frequentar o estágio. Mas Deus tem caminhos que não são os nossos. Alguém desistiu do estágio e a Irmã Ilda (a orientadora deste núcleo) perguntou a uma catequista estagiária da minha paróquia (a minha querida e saudosa Cilinha que já está no céu) se haveria alguém em Almada que, sem ter feito o Curso Geral, pudesse aproveitar esta oportunidade. A Cilinha terá respondido: “Só vejo a Isabel Rosendo”. E assim entrei no estágio. E depois do estágio (um ano lindo que nunca esqueci) a mesma Irmã Ilda convidou-me para dar a catequese dos Cursos de Preparação Básica (assim se chamavam os Cursos de Iniciação de então) que partia do profeta Jeremias e do “Seduziste-me, Senhor e eu deixei-me seduzir”. Assim comecei a participar na formação de catequistas da nossa Diocese. Não mais parei até hoje. Depois da Irmã Ilda tomou posse como responsável do secretariado diocesano de Setúbal a Irmã Matilde Morgado. Com ela e uma equipa fantástica de gente que guardo no meu coração e na minha memória, adaptámos uma formação para catequistas lecionada em França e criámos o “A Alegria de ser Catequista”, um curso que dividimos em três anos (nível 1, 2 e 3). Com eles percorremos toda a Diocese. Demos o curso em Igrejas, em escolas, em infantários. Houve fins-de-semana em que dávamos um tema de manhã numa Vigararia e à tarde noutra (na altura só havia 5 Vigararias – Almada, Barreiro, Montijo, Seixal e Setúbal). Quando foram lançados os “novos” catecismos (no início dos anos 90) encontrámo-nos todos em Fátima, desejosos e expectantes, radiantes de um percurso novo que se iniciava. Catequistas de todo o país aí estavam e lembro-me que senti a força da Igreja viva e ativa reunida no, ainda recente, Centro Pastoral Paulo VI. São momentos únicos na vida de uma pessoa e de uma Diocese.
Os anos foram passando. D. Gilberto dos Reis substituiu D. Manuel Martins, a Irmã Zélia Aires assumiu o cargo até então desempenhado pela Irmã Matilde Morgado, as vigararias reformularam-se, nasceram muitas e novas paróquias, mas a preocupação com a formação dos catequistas manteve-se e a minha colaboração nesse domínio também. Passei a lecionar uma das cadeiras do curso Geral de Catequistas (Pedagogia da Fé) e desde 2007/2008 que tenho orientado estágios de catequese, primeiro na paróquia de S. Francisco Xavier no Monte de Caparica e depois na Paróquia de Corroios.
Neste ano em que a nossa Diocese faz 40 anos sinto-me profundamente agradecida a Deus Nosso Pai por me ter chamado a colaborar na construção deste “pedaço” da sua Igreja, que amo e respeito. Para mim, continua a ser uma emoção quando, no auditório da Anunciada, me reúno com todos aqueles a quem a Igreja de Setúbal envia para evangelizar os irmãos mais novos. Porque 36 anos depois de ter começado a dar catequese continua viva em mim a imensa alegria de ser catequista.

Maria Isabel Rosendo