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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Um pouco sobre a Diocese...

DIOCESE DE SETÚBAL
 
Fundação
A Diocese de Setúbal é uma das vinte divisões eclesiásticas da Igreja Portuguesa. Criada a 16 de Julho de 1975 pela Bula Studentes Nos do Papa Paulo VI, a Diocese de Setúbal teve como primeiro Bispo, o seu atual Bispo Emérito D. Manuel da Silva Martins. Na data da sua fundação a Diocese de Setúbal coincidia praticamente com a Região Pastoral de Setúbal, já formada no Patriarcado de Lisboa a 29 de Maio do ano de 1966.

População
A Diocese de Setúbal tem uma população de, aproximadamente, 720.000 habitantes. Segundo o censo do ano de 2001, 508.053 habitantes (70,8%) declararam-se católicos; 155 judeus; 1835 muçulmanos; 1249 praticantes de religiões não cristãs; 179.397 (25%) não responderam ou declararam não professar qualquer religião. Mais de um quarto desta população (28,32%) tem menos de 25 anos e apenas 19,28% tem mais de 65 anos. A franja etária maioritária é a dos 25 aos 64 anos (57,07%), sendo esta percentagem, ao contrário das outras duas, superior à média nacional. A taxa de natalidade é de 1,21% (ligeiramente superior à taxa nacional: 1,1%). A taxa de mortalidade é de 9,5%, sendo o índice de envelhecimento de 94,2% (inferior ao índice nacional: 105,5%).
 
 
Território
O território da Diocese de Setúbal tem uma superfície de aproximadamente 1.500 km2, abrangendo 9 dos 13 concelhos do distrito de Setúbal: Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e ainda três parcelas territoriais que integram a paróquia da Comporta (freguesia de Comporta, uma parcela da freguesia Santa Maria do Castelo, ambas pertencentes ao concelho de Alcácer do Sal; e Tróia, pertencente à freguesia de Carvalhal, concelho de Grândola).

Pastoral
Pastoralmente a Diocese de Setúbal, subdivide-se em sete vigarias forâneas: Almada, Barreiro-Moita, Caparica, Montijo, Palmela-Sesimbra, Seixal e Setúbal que envolvem um total de cinquenta e sete Paróquias ou comunidades equiparadas ("quasi-paróquias").
 
 
Bispo Diocesano

D. Gilberto Délio Gonçalves Canavarro dos Reis, nasceu a 27 de Maio de 1940 em Barbadães de Baixo, Freguesia de Vreia de Bornes, Concelho de Vila Pouca de Aguiar, Distrito e Diocese de Vila Real. Foi ordenado presbítero a 21 de Setembro de 1963 na Sé de Vila Real.
Nomeado Bispo Auxiliar do Porto a 16 de Novembro de 1988, por João Paulo II com o título de Elephantaria in Mauretania, foi ordenado a 12 de Fevereiro de 1989, na Igreja Matriz de Chaves. A 23 de Abril de 1998 foi nomeado Bispo de Setúbal, tomando possa a 21 de Julho de 1998.

Bispo Emérito
D. Manuel da Silva Martins, nasceu a 20 de Janeiro de 1927 em Leça do Balio, Freguesia de Leça do Balio, Concelho de Matosinhos, Distrito e Diocese do Porto. Foi ordenado presbítero a 12 de Agosto de 1951 na Igreja Matriz de Santo Tirso.
Nomeado para primeiro Bispo de Setúbal a 16 de Julho de 1975, por Paulo VI, foi ordenado a 26 de Outubro desse mesmo ano, na Igreja de Santa Maria da Graça, Sé de Setúbal. A 23 de Abril de 1998, João Paulo II aceitou a sua resignação como Bispo de Setúbal.
 
 

domingo, 28 de setembro de 2014

Foi há vinte anos...


Foi há vinte anos que se comemorava os Vinte Anos da Diocese. Na altura, o Dom Manuel Martins escreveu uma pequena mensagem de ação de graças a assinalar a data. Agora, recupera as suas palavras neste caminho de ação de graças dos Quarenta Anos.


Mensagem de Dom Manuel da Silva Martins Bispo de Setúbal
No XX aniversário da Sua Ordenação Episcopal

«Foi no dia 12 de Junho de 1975 que na Nunciatura Apostólica, em Lisboa, me foi comunicado, da parte da Santa Sé, que deveria ser o primeiro Bispo da Diocese de Setúbal a criar brevemente.
A nomeação tornou-se pública no dia 16 de Julho, dia em que também foi criada a Diocese, e fui ordenado em 26 de Outubro.
Há vinte anos que tudo isto se passou; há vinte anos que sou Bispo, não em Setúbal, mas de Setúbal.
Lembro-me de ter dito no dia da minha ordenação: «nasci Bispo em Setúbal, agora sou de Setúbal. Aqui anunciarei o Evangelho da libertação, na justiça e no amor. Aqui acompanharei, entusiasmado, todos os que trabalham e lutam para que o homem seja mais homem, numa sociedade justa».
Se fui fiel a este projecto importante ontem, importante sempre, só Deus o sabe. E sabe também que me esforcei por isso.
Quero também com especial carinho, evocar as últimas palavras do grande Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, na homilia da Missa:
«Setúbal, terra nova, em fértil actividade, cheia de esperanças e de promessas.
Porto, cristandade remontando episcopalmente ao século sexto, terra do trabalho, da família, da liberdade e independência pessoal!
Terras, uma e outra cheias de qualidade para que nelas a sementeira do Evangelho germine e prospere.
A Diocese do Porto tem muita honra e muito gosto em oferecer à Diocese de Setúbal o seu primeiro Bispo. Que, com ele e por ele, como promotor, guarda e moderador, em nome de Cristo, a nova Diocese vivat, crescat, floreat!»
É hora de agradecer a Deus todos os desafios que me lançou nos tempos difíceis em que me chamou a servir este povo, o bom clero, religiosos/as que me deu, os leigos empenhados e coerentes que pôs a fazer marcha comigo.
É hora de agradecer a Deus o apoio que me deu através de tantos estímulos vindos de todo o país e até do estrangeiro.
É hora de agradecer a Deus a amizade das gentes da minha terra que, tendo estado comigo no longínquo e inesquecível 26 de Outubro de 1975, quiseram também comungar dos meus sentimentos de alegria e de gratidão.
Que a todos o Senhor Jesus, por Maria, acompanhe e abençoe.

Setúbal, 26 de Outubro de 1995
XX Aniversário da minha Ordenação Episcopal

+ Manuel, Bispo de Setúbal»