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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Santa Maria da Graça: Padroeira da Diocese de Setúbal

Confirmação da escolha de Nossa Senhora como Padroeira da Diocese de Setúbal com o título de SANTA MARIA DA GRAÇA e aprovação da respetiva celebração litúrgica

(tradução)

JOÃO PAULO II
para perpétua memória

Considerando que o clero e os fiéis da diocese de Setúbal, em tempos mais recentes, têm honrado e continuam a honrar a Bem-aventurada Virgem Maria com o título de Santa Maria da Graça com um culto particular e constante; o Venerável Irmão Manuel da Silva Martins, Bispo de Setúbal, acolhendo os pedidos comuns do presbitério e do povo católico, aprovou de acordo com o seu poder a escolha da Bem-aventurada Virgem Maria com o título corrente de Santa Maria da Graça como Padroeira da diocese de Setúbal junto de Deus.
Visto, porém, que o mesmo Venerável Irmão pediu com todo o empenho que a escolha e a aprovação fossem confirmadas de acordo com a norma n. 30 (da Instrução acerca dos Calendários particulares e dos Ofícios e Missas Próprios que carecem de aprovação), Nós, com o parecer da Sagrada Congregação para o Culto Divino, de bom grado concordámos com o seu pedido e com a Nossa suprema Autoridade Apostólica confirmamos como Padroeira da diocese de Setúbal Santa Virgem Maria com o título que acima referimos, com todos os direitos e privilégios em conformidade com as rubricas.
Na verdade, firmemente esperamos que esta escolha faça crescer o culto à Bem-aventurada Virgem em toda a diocese de Setúbal e também em cada um dos fiéis e dele nasçam não poucos frutos de piedade cristã e de bons costumes. Além disso, determinamos que estas Nossas Letras sejam devotamente conservadas e alcancem no presente e no futuro o seu pleno cumprimento, não obstante qualquer coisa em contrário.
Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o Anel do Pescador, no dia 18 de Março de 1980, segundo do Nosso Pontificado.

                 Augustinus Card. Casaroli
                 a publicis Eccl. negotiis


(texto original)

JOANNES PAULUS PP. II
Ad perpetuam rei memoriam

Cum Beatam Mariam Virginem sub titulo - Santa Maria da Graça - clerus atque christifeles diocoesis Setubalensis recentioribus temporibus peculiari necnon assiduo cultu prosecuti sint e adhuc prosequantur, Venerabilis Frater Emmanuel da Silva Martins, Episcopus Setubalensis, presbyterii et populi catholici communia excipiens vota, electionem Beatae Mariae Virginis sub titulo vulgo dictu -Santa Maria da Graça - in Patronam apud Deum dioecesis Setubalensis poteste sua rite approbavit. Quoniam autem idem Venerabilis Frater enixe rogavit ut electio e approbatio huiusmodi ad normam - , Instructionis de Calendariis particularibus atque Officiorum et Missarum Propriis recognoscendis - n. 30, confirmaretur, Nos ex setentia Sacrae Congregationis pro Culto Divino eius precibus libenter annuimus et suprema Nostra Apostolica auctoritate Sanctam Virginem Mariam diocoesis Setubalensis Patronam apud Deum sub titulo, quem supra memoravimus, confirmamus, cum omnibus iuribus et privilegiis iuxta rubricas consequentibus. Profecto Nos confidimus fore ut hac electione et cultus Beatissimae Virginis in tota diocoesi Setubalensi et in singulis fidelibus augeatur, et inde non pauci pietatis christianae et bonorum morum fructus oriantur. Ceterum decernimus ut hae Litterae Nostrae religiose serventur suosque nunc et in posterum habeant effectus, contrariis quibuslibet non obstantibus.
Datum Romae, apud Sanctum Petrum , sub Anulo Pescatoris, dia XVIII mensis Martii, anno Domini millesimo nongentesimo octogesimo, Pontificatus Nostri secundo.

                 Augustinus, Card. Casaroli                 A publicis Eccl. negotiis

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Peregrinação Diocesana a Fátima - 25 de Outubro 2014

«Nesta peregrinação – que abre solenemente o ano pastoral preparatório da celebração dos 40 anos da diocese – peçamos para a Diocese a graça da oração contemplativa para sentirmos no peito a luz de Deus. Então, seremos capazes de fazer memória feliz e agradecida do amor de Deus e, de viver a paixão de dar Cristo aos homens e às mulheres, aos jovens e às crianças, como Maria o deu aqui em Fátima. Ele é a fonte da alegria profunda que nada nem ninguém nos poderá roubar.»



Homilia do Sr. Bispo D. Gilberto na peregrinação da Diocese de Setúbal a Fátima

Em Fátima, Nossa Senhora visitou-nos, como um dia visitou a prima Isabel, para nos dar Jesus, fonte inesgotável de alegria. Felicito-vos por terdes vindo até junto de Maria e convido-vos a abrir-lhe a alma com o encanto dos pastorinhos, sobretudo da Jacinta e Francisco, já beatificados.
Saúdo cada um de vós que pelo baptismo fostes incorporados em Cristo, revestidos do Espírito e reunidos na Igreja de Deus e que estais no coração do nosso Deus. Bem vindos. Caros diocesanos e peregrinos.
Os pastorinhos, a quem a Senhora mais brilhante que o sol apareceu, eram crianças normais, rezavam pouco, cuidavam o rebanho mas gostavam mais de brincar, tinham medo. Depois das aparições tudo muda: rezam longos tempos, sacrificam-se por amor a Deus, não têm medo de morrer mesmo no azeite a ferver, suportam a doença por amor a Jesus...
Que aconteceu para provocar esta mudança profunda na sua vida?
Não foi o susto das aparições nem quaisquer promessas mundanas. Foi a luz de Deus que Nossa Senhora colocou no seu peito, no decorrer das aparições. Foi essa luz que os impressionou.
Lúcia diz, acerca desta luz: Maria abriu... as mãos, comunicando uma luz tão intensa..que, penetrando-nos no peito e no...íntimo da alma, nos fazia ver Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor espelho. O Francisco diz: "o que mais gostei foi ver Nosso Senhor na luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus! Mas Ele está tão triste, por causa dos muitos pecados"(..) "estávamos a arder, na luz que é Deus e não nos queimávamos. Como é Deus!"
A luz que a Senhora pôs no seu coração, encantou-os e transformou-os. Mostrou-lhes Deus no Seu encanto, fez-lhes desejar o Céu, sentir a maldade do pecado, levou a Jacinta a rezar pelos pecadores e o Francisco a rezar muitos terços para ir para o Céu e para consolar Jesus!
A experiência do amor de Deus criou neles um amor tão grande a Deus que os abriu plenamente à Sua vontade. Assim, à pergunta de Nossa Senhora "quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos em reparação dos pecados com que é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?" responderam: 'sim queremos'.
Caros irmãos e irmãs,
A experiência do amor de Deus renova as pessoas. A conversão dos pastorinhos, a partir desta experiência, confirma o que a história ensina: quando Deus Se revela em todo o Seu amor, o homem renasce. Também o Papa – na carta que me enviou pela Secretaria de Estado com a bênção aos artistas Rão Kyao e Teresa Salgueiro em resposta à oferta ao Santo Padre, por estes artistas, de seus trabalhos discográficos, feitos em ligação com o nosso Seminário de Almada – diz assim: " A nossa alegria não vem (..) de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa -Jesus-que está no meio de nós (...) com Ele, nunca estamos sozinhos, até nos momentos difíceis..".
Caros irmãos na fé,
Na preparação dos 40 anos da Diocese, a nossa primeira atitude é de alegria e de acção de graças a Deus por nos ter “tocado o peito” com a luz do Seu amor neste tempo. Este amor imenso e belo tornou possível todo o bem e crescimento destes anos, reuniu-nos como Igreja feliz e fiel e tem gerado belos frutos de vida e de santidade a par de tantas realizações que conheceis bem.
Conscientes do amor de Jesus que nos precede e envolve, queremos no curso do ano descobri-lo melhor e descobrir pessoas, instituições e obras que dele brotaram, que O revelam e, diante das quais, queremos dizer com Maria: “a minha alma engrandece o Senhor...”.
Caros peregrinos,
O amor de Deus sempre precede e envolve o cristão. A experiência deste amor, na fé viva, é essencial na vida cristã. Se está forte tudo se alcança, se está débil tudo se complica. Por isso, para sermos Igreja da alegria e da evangelização, pedi comigo à Mãe do Céu que, como na visitação, acenda no coração de cada diocesano – fiel leigo, clérigo ou religioso – a luz do amor de Jesus.
Envolvidos neste amor, conseguiremos dar a Deus, com os pastorinhos, um “sim” decidido, mesmo que implique grandes sacrifícios: os sacrifícios necessários para abrirmos o coração ao amor de Jesus, para
nos tornarmos discípulos missionários, evangelizadores com Espírito, Igreja em saída e capaz de mudar o que for necessário para sermos fiéis ao Evangelho.
Por isso, pedimos à Mãe do Céu que ponha em nós a luz do amor de Jesus, como fez aos pastorinhos, para apostarmos corajosamente na catequese dos adultos, na formação dos catequistas, na iniciação cristã exigente e cativante, no acompanhamento dos jovens. Pedimos esta luz para que tenhamos sede da Palavra divina e para que a missa dominical nos una a Cristo que comungamos, ilumine a vida da semana e nos reúna como família de Deus. Pedimos esta luz para acolhermos com a atenção de Jesus os que nos contactam e para ir ao encontro de quem busca a esperança.
Pedimos à Mãe do Céu o amor de Cristo para que brilhe em nós e para melhorarmos os nossos muitos e belos serviços de caridade, através de maior aposta no envolvimento de toda a comunidade, no trabalho em rede, na escolha e formação dos vários agentes, na cultura da espiritualidade cristã e no bom acolhimento a cada pessoa. Tudo isto para crescermos na arte de escutar bem o pobre, de o integrar plenamente na comunidade e de sensibilizar o povo de Deus para a urgência de conhecer, pôr em prática e divulgar o rico e actual ensinamento social da igreja.
Pedimos à Mãe do Céu a luz divina necessária para viver a alegria nas crises; para superar as queixas lamurientas, a maledicência e a rotina pastoral; para ser um só coração e uma só alma; para sermos alma cristã da Península de Setúbal e ricos na vocação laical, religiosa e sacerdotal.
Pedimos à Mãe do Céu a luz divina para detestar e combater o pecado e para rezar pelos pecadores; para tornar as famílias lugar onde germina e cresce a vida e o amor, lugar e escola de comunhão, de alegria, de oração e de evangelização e para aprender a acolher os casais em rotura; para nos tornarmos comunidades onde cada um se sinta acolhido e acolha bem e para que nos sintamos enviados a participar na construção duma sociedade mais justa e fraterna.
Caros diocesanos,
Do que mais precisamos é desta luz que Nossa Senhora meteu no peito dos pastorinhos e que os santificou. E precisamos de a pedir sem cessar porque Deus, embora a queira dar a todos, raras vezes a dá de forma extraordinária como aos pastorinhos.
Como acolher, então, a luz divina que não queima mas que encanta e tudo renova?
Acolhe-se desejando-a, pedindo-a com insistência e pondo-se a jeito de a receber. O sol entra em casa se abrirmos as janelas. A luz de Deus entrará em nós se abrirmos as janelas do nosso coração; entrará, se orarmos com Maria e os pastorinhos no silêncio orante, diante de Jesus escondido. Quem reza assim, irá descobrir na vida, por vezes negra como a noite, que o Deus bom está a sorrir-lhe e dizer-lhe: estou aqui e amo-te, nada te roubará a alegria!
Rezemos bem. Rezemos o terço, como Nossa Senhora pediu. Passemos mais tempo com Jesus escondido no sacrário e na Sua Palavra e tocaremos Deus na escuridão da vida como é dito no testemunho enviado à mãe pelo jornalista James Foley, executado pelos jiadistas:"Rezo por vós, para que sejam fortes e acreditem. Sinto que, ao rezar, vos consigo tocar mesmo nesta escuridão".
Nesta peregrinação – que abre solenemente o ano pastoral preparatório da celebração dos 40 anos da diocese – peçamos para a Diocese a graça da oração contemplativa para sentirmos no peito a luz de Deus. Então, seremos capazes de fazer memória feliz e agradecida do amor de Deus e, de viver a paixão de dar Cristo aos homens e às mulheres, aos jovens e às crianças, como Maria o deu aqui em Fátima. Ele é a fonte da alegria profunda que nada nem ninguém nos poderá roubar.
 
Ó Maria, virgem e Mãe,
ao visitares a tua prima Isabel
– grávida da presença de Jesus –
fizeste exultar de alegria João Baptista, no seio de sua mãe,
ao pressentir o Salvador
e, cheia de alegria, cantaste as maravilhas do Senhor.
Ó Maria, que nos visitastes neste lugar,
que encheste de luz o peito dos pastorinhos,
e que sois nossa padroeira sob a invocação de Santa Maria da Graça,
fazei-nos sentir a presença e a alegria de Jesus Ressuscitado
já nesta celebração e ao longo do ano, tão intensamente,
para que sejamos capazes de viver este ano pastoral
preparatório dos 40 anos da Diocese
sob o lema “Setúbal, com Maria, alegra-te e evangeliza”.
Ámen.

+ Gilberto, Bispo de Setúbal

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Criacção da Diocese de Setúbal: Bula "Studentes Nos"

 
Paulo, Bispo, servo do servo de Deus. Para perpetuar a memoria. 
Em virtude da missão apostólica de que estamos incumbidos e procurando não descorar nada do que possa do que possa ser mais útil e de maior bem para os fieis de Cristo, julgamos dever anuir aos desejos dos nossos veneráveis dos irmãos António Ribeiro, Cardeal da Santa Igreja Romana, Patriarca de Lisboa, David de Sousa, Arcebispo de Évora, e Manuel do Santos Rocha, Bispo de Beja os quais, seguindo o parecer da Conferencia Episcopal Portuguesa. Rogaram a esta fé Apostólica a fundação de uma nova diocese a partir de alguns territórios pertencentes às sua Igrejas. Depois de ouvir o nosso venerado irmão José Maria Sensi, Bispo Titular de Sardes e  Núncio Apostólico em Portugal, assentamos em quando segue: Do Patriarcado de Lisboa separamos o território da região pastoral de Setúbal, excepto o Monumento a Cristo-Rei e o Seminário, ambos na cidade de Almada, os quais continuam a pertencer ao mesmo Patriarcado, enquanto outra coisa não, fôr determinada; da diocese de Évora separamos as paróquias de  Canha, Pegões e Santo Isidro, pertencentes ao concelho de  Montijo, e a paroquia de Comporta, no concelho de Alcácer do Sal, finalmente, da diocese de Beja separamos parte do território da Paroquia de Melides chamada Ponta de Tróia, pertencentes ao concelho de Grândola. Com estes territórios  assim  reunidos constituímos a nova Diocese, que se chamara DIOCESE DE SETÚBAL, e cuja a sede  será na cidade de Setúbal. A sede do magistério Episcopal estará no templo  da mesma cidade consagrado a Deus em honra de Santa Maria das Graças, que será tido como Sé Catedral, com os respectivos direitos. Ao seu bispo impomos as obrigações próprias do bispos residenciais. Tornamos a diocese de Setúbal e o seu bispo sufragâneos da Igreja de Lisboa e do seu Patriarcado. Constituirão a mesa episcopal os emolumentos da Cúria, os dinheiros espontaneamente oferecidos pelos fieis, os bens que lhe advenham conforme  a norma do cânon 1500 do Código de Direito Canónico. Enquanto, por meio de outra Bula, se não constituir um colégio de Cónegos, nomeiem-se Consultores Diocesanos. Quanto ao governo e administração da diocese, à eleição do Vigário Capitular e assuntos do mesmo género, observem-se igualmente as normas canónicas. No que se refere ao Seminário e à Educação sacerdotal dos alunos atenda-se aos sagrados Cânones, às normas do decreto do Concilio Vaticano II "Optatam Totius" e às regras peculiares da  Sagrada Congregação para a Educação Católica. Quanto ao clero estabelecemos que, uma vez entrada em vigor esta Carta Apostólica, os sacerdotes fiquem adescritos à Igreja em cujo território tenham ofício ou beneficio; os outros clérigos e os alunos do Seminário, àquele em que legitimamente residem.
Finalmente, todos os documentos relativos à nova diocese sejam transferidos das Cúrias de Lisboa, Évora e Beja para a de Setúbal, ara ai  sejam religiosamente arquivados. Tudo o que acabamos de prescrever seja executado pelo venerando  irmão José Maria Sensi, já referido, ou por um sacerdote seu delegado, o qual há-de exarar e enviar, como de costume, à Sagrada Congregação dos  Bispos os respectivos documentos. Queremos que esta Carta seja tida como autêntica, no presente e no futuro, sem que nada obste em contrario.

Dado em Roma, em São Pedro, no dia dezasseis do mês de Julho do ano do Senhor de mil novecentos e setenta e cinco, décimo terceiro do nosso Pontificado.
João, Cardeal Villot, Secretário de Estado

José Rossi, Bispo de Palmira Decano dos Protonotários Apostólicos

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Um pouco sobre a Diocese...

DIOCESE DE SETÚBAL
 
Fundação
A Diocese de Setúbal é uma das vinte divisões eclesiásticas da Igreja Portuguesa. Criada a 16 de Julho de 1975 pela Bula Studentes Nos do Papa Paulo VI, a Diocese de Setúbal teve como primeiro Bispo, o seu atual Bispo Emérito D. Manuel da Silva Martins. Na data da sua fundação a Diocese de Setúbal coincidia praticamente com a Região Pastoral de Setúbal, já formada no Patriarcado de Lisboa a 29 de Maio do ano de 1966.

População
A Diocese de Setúbal tem uma população de, aproximadamente, 720.000 habitantes. Segundo o censo do ano de 2001, 508.053 habitantes (70,8%) declararam-se católicos; 155 judeus; 1835 muçulmanos; 1249 praticantes de religiões não cristãs; 179.397 (25%) não responderam ou declararam não professar qualquer religião. Mais de um quarto desta população (28,32%) tem menos de 25 anos e apenas 19,28% tem mais de 65 anos. A franja etária maioritária é a dos 25 aos 64 anos (57,07%), sendo esta percentagem, ao contrário das outras duas, superior à média nacional. A taxa de natalidade é de 1,21% (ligeiramente superior à taxa nacional: 1,1%). A taxa de mortalidade é de 9,5%, sendo o índice de envelhecimento de 94,2% (inferior ao índice nacional: 105,5%).
 
 
Território
O território da Diocese de Setúbal tem uma superfície de aproximadamente 1.500 km2, abrangendo 9 dos 13 concelhos do distrito de Setúbal: Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e ainda três parcelas territoriais que integram a paróquia da Comporta (freguesia de Comporta, uma parcela da freguesia Santa Maria do Castelo, ambas pertencentes ao concelho de Alcácer do Sal; e Tróia, pertencente à freguesia de Carvalhal, concelho de Grândola).

Pastoral
Pastoralmente a Diocese de Setúbal, subdivide-se em sete vigarias forâneas: Almada, Barreiro-Moita, Caparica, Montijo, Palmela-Sesimbra, Seixal e Setúbal que envolvem um total de cinquenta e sete Paróquias ou comunidades equiparadas ("quasi-paróquias").
 
 
Bispo Diocesano

D. Gilberto Délio Gonçalves Canavarro dos Reis, nasceu a 27 de Maio de 1940 em Barbadães de Baixo, Freguesia de Vreia de Bornes, Concelho de Vila Pouca de Aguiar, Distrito e Diocese de Vila Real. Foi ordenado presbítero a 21 de Setembro de 1963 na Sé de Vila Real.
Nomeado Bispo Auxiliar do Porto a 16 de Novembro de 1988, por João Paulo II com o título de Elephantaria in Mauretania, foi ordenado a 12 de Fevereiro de 1989, na Igreja Matriz de Chaves. A 23 de Abril de 1998 foi nomeado Bispo de Setúbal, tomando possa a 21 de Julho de 1998.

Bispo Emérito
D. Manuel da Silva Martins, nasceu a 20 de Janeiro de 1927 em Leça do Balio, Freguesia de Leça do Balio, Concelho de Matosinhos, Distrito e Diocese do Porto. Foi ordenado presbítero a 12 de Agosto de 1951 na Igreja Matriz de Santo Tirso.
Nomeado para primeiro Bispo de Setúbal a 16 de Julho de 1975, por Paulo VI, foi ordenado a 26 de Outubro desse mesmo ano, na Igreja de Santa Maria da Graça, Sé de Setúbal. A 23 de Abril de 1998, João Paulo II aceitou a sua resignação como Bispo de Setúbal.
 
 

domingo, 28 de setembro de 2014

Foi há vinte anos...


Foi há vinte anos que se comemorava os Vinte Anos da Diocese. Na altura, o Dom Manuel Martins escreveu uma pequena mensagem de ação de graças a assinalar a data. Agora, recupera as suas palavras neste caminho de ação de graças dos Quarenta Anos.


Mensagem de Dom Manuel da Silva Martins Bispo de Setúbal
No XX aniversário da Sua Ordenação Episcopal

«Foi no dia 12 de Junho de 1975 que na Nunciatura Apostólica, em Lisboa, me foi comunicado, da parte da Santa Sé, que deveria ser o primeiro Bispo da Diocese de Setúbal a criar brevemente.
A nomeação tornou-se pública no dia 16 de Julho, dia em que também foi criada a Diocese, e fui ordenado em 26 de Outubro.
Há vinte anos que tudo isto se passou; há vinte anos que sou Bispo, não em Setúbal, mas de Setúbal.
Lembro-me de ter dito no dia da minha ordenação: «nasci Bispo em Setúbal, agora sou de Setúbal. Aqui anunciarei o Evangelho da libertação, na justiça e no amor. Aqui acompanharei, entusiasmado, todos os que trabalham e lutam para que o homem seja mais homem, numa sociedade justa».
Se fui fiel a este projecto importante ontem, importante sempre, só Deus o sabe. E sabe também que me esforcei por isso.
Quero também com especial carinho, evocar as últimas palavras do grande Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, na homilia da Missa:
«Setúbal, terra nova, em fértil actividade, cheia de esperanças e de promessas.
Porto, cristandade remontando episcopalmente ao século sexto, terra do trabalho, da família, da liberdade e independência pessoal!
Terras, uma e outra cheias de qualidade para que nelas a sementeira do Evangelho germine e prospere.
A Diocese do Porto tem muita honra e muito gosto em oferecer à Diocese de Setúbal o seu primeiro Bispo. Que, com ele e por ele, como promotor, guarda e moderador, em nome de Cristo, a nova Diocese vivat, crescat, floreat!»
É hora de agradecer a Deus todos os desafios que me lançou nos tempos difíceis em que me chamou a servir este povo, o bom clero, religiosos/as que me deu, os leigos empenhados e coerentes que pôs a fazer marcha comigo.
É hora de agradecer a Deus o apoio que me deu através de tantos estímulos vindos de todo o país e até do estrangeiro.
É hora de agradecer a Deus a amizade das gentes da minha terra que, tendo estado comigo no longínquo e inesquecível 26 de Outubro de 1975, quiseram também comungar dos meus sentimentos de alegria e de gratidão.
Que a todos o Senhor Jesus, por Maria, acompanhe e abençoe.

Setúbal, 26 de Outubro de 1995
XX Aniversário da minha Ordenação Episcopal

+ Manuel, Bispo de Setúbal»

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Igreja de Setúbal, com Maria, Alegra-te e Evangeliza


No dia em que a Diocese de Setúbal comemora o 39º aniversário da sua criação, D. Gilberto anuncia, em Mensagem, que o próximo ano pastoral vai ser dedicado a celebrar o 40º aniversário da Diocese (16 de Julho de 2015) e da ordenação e tomada de posse de D. Manuel Martins, seu primeiro bispo (26 de Outubro). D. Gilberto oferece também uma oração para ser rezada quotidianamente por todos os diocesanos, ao longo do ano. O ano abrirá com a nossa peregrinação a Fátima no próximo dia 25 de Outubro e encerrará com a vinda da Imagem da Virgem peregrina à nossa diocese entre 25 de 0utubro e 8 de Novembro de 2015, no contexto da preparação das dioceses de Portugal para o centenário das Aparições de Nossa Senhora em 1917.


Igreja de Setúbal, com Maria, Alegra-te e Evangeliza
 
Mensagem

Caros diocesanos,

No dia 16 de Julho de 2015 – de hoje a um ano – ocorre o quadragésimo ano da criação da nossa diocese e a 26 de Outubro o aniversário da ordenação e da tomada de posse do seu primeiro bispo, o senhor D. Manuel Martins.
Tendo em conta estes aniversários e tendo ouvido os vários Conselhos, pareceu-me oportuno dedicar o próximo ano pastoral à sua celebração.
O ano abrirá com a nossa peregrinação trienal a Fátima no próximo dia 25 de Outubro e encerrará com a vinda da Imagem da Virgem peregrina à nossa diocese entre 25 de 0utubro e 8 de Novembro de 2015, no contexto da preparação das dioceses de Portugal para o centenário das Aparições de Nossa Senhora em 1917.
Viveremos este ano pastoral sob a particular protecção de Nossa Senhora. Com Maria aprenderemos a deixar-nos envolver na luz do amor de Deus que, como dizia Francisco, não queima, mas enche o coração de luz. Com Maria vamos saborear e viver a alegria da experiência da presença de Deus na nossa vida nos primeiros 40 anos desta querida diocese, nomeadamente em tantas pessoas, instituições e realizações que o Espírito vem suscitando. Com Ela queremos, como pediu em Fátima, abrir-nos mais à conversão e deixar-nos conduzir-nos pelo Espírito Santo para testemunharmos ao bom povo desta Península a misericórdia infinita do Senhor.
Teremos, para nos mobilizar na celebração destes quarenta anos de peregrinação eclesial e diocesana, o seguinte lema:
 
Igreja de Setúbal, com Maria, alegra-te e evangeliza
 
O sr. Padre Carlos Rosmaninho, pároco do Montijo (Espírito Santo) coordenará as celebrações. Espero que com o seu talento envolva a todos – crianças, jovens, adultos, idosos – na oração, no anúncio deste projecto e na alegria desta celebração. Alegria que nasce da redescoberta da misericórdia de Deus e que contém o desejo ardente de sermos 'Igreja em saída' como o Papa Francisco nos tem pedido, sobretudo pela carta “A Alegria do Evangelho”, que desejamos meditar e assimilar.

Com Maria digamos todos um grande Sim!

Implorando a Bênção de Deus sobre cada um de vós, peço a vossa oração por mim e por toda a Diocese.

Setúbal, 16/07/2014

+ Gilberto, Bispo de Setúbal



Oração a recitar por todos, diariamente, ao longo do ano.
 

Pai Santo,
Somos a Igreja de Setúbal
que reúnes e animas
pelos braços do Teu Filho e do Espírito Santo,
e que está a celebrar quarenta anos de Diocese.
 

Pai Santo,
nesta hora feliz, damos-Te graças
por tantas pessoas, instituições e acontecimentos,
que são sinais do Teu Amor por nós.
 

E pedimos-Te
a paixão pela santidade,
a fé viva alimentada pela Palavra e a Eucaristia
e um coração acolhedor de todos, sobretudo dos pobres;
 

Pedimos-Te
a graça de crescer como comunidade
onde cada um se sinta amado
e se torne pedra viva e lugar de acolhimento;
 

Pedimos-Te
que, guiados pelo Espírito de Jesus,
sejamos 'Igreja em saída'
a anunciar a todos a alegria do Evangelho.
 

Pedimos-Te, com Maria,
um coração orante e tão cheio do Teu amor
que encha de alegria as pessoas que encontrarmos.
 

Ámen.