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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

D. Manuel Martins: um pontificado em algumas fotografias


Memória Agradecida fotográfica apresentada no jantar de reconhecimento dos 40 anos de Bispo do D. Manuel Martins, na Tenda Panorâmica do Cristo Rei, no passado dia 26 de Outubro de 2015.


Memória agradecida de uma catequista de Setúbal

Apresentamos o diploma relativo aos 50 anos de catequista de Maria Virgínia de Sousa Fialho. O diploma de ação de graças, de 1980, apresenta a assinatura do pároco, o Rev. Pe. Francisco Graça, o diretor do Secretariado Diocesano de Catequese da Infância e Adolescência, Rev. Pe. Álvaro Teixeira, e o Sr. D. Manuel Martins.
Clicar na imagem para ampliar.

sábado, 24 de outubro de 2015

Irmã Ester, ao serviço da Paróquia da Anunciada

 
Nasce em Cabanelas – Braga – a 23 de junho de 1926.

Entra no Instituto das Franciscanas Missionárias de Maria com 21 anos.

Tira o curso de Professora do Ensino Primário, porém dedica-se sobretudo à catequese, à música (organista) e aos bordados como mestra exímia!

Vive 15 anos em Lisboa, no Semi-internato de Nossa Senhora da Conceição, onde anima a Cruzada Eucarística.

Uma curta temporada em Beja (2 anos) precede a sua extensa e grande missão em Setúbal, na paróquia da Anunciada (quase 17 anos de empenho e entrega da própria vida).

Serve na Coordenação da catequese, na Educação Moral e Religiosa nas Escolas (1º ciclo), na Animação musical da liturgia.

Em 1982 é homenageada pelo Bispo D. Manuel Martins pelos seus 25 ANOS ao serviço da Catequese.

Os três últimos anos de vida experimenta o sofrimento de doença oncológica, primeiro com grande valentia na luta para o vencer
depois em aceitação e paz, unida a Jesus e desejando o Céu.



«Lembro a irmã Ester sobretudo pelo seu grande espírito de sacrifício e abnegação… pela caridade que manifestava às crianças e aos pais.
Avançava na Organização da Catequese mesmo face às contrariedades.»
Adelino Brandão


«Sempre participei no Coro da paróquia, mas a certa altura custava-me ir aos ensaios… comecei a faltar muito. Então, um dia que apareci para cantar na Missa veio ter comigo a irmã Ester e disse-me que não o podia fazer. Nunca mais esqueci e percebi: DEVEMOS FAZER TUDO BEM FEITO MESMO AS MAIS PEQUENAS COISAS.»
Fernanda Justo

«A Irmã Ester viveu toda a sua vida a anunciar e a testemunhar a Palavra de Deus. Viveu em pleno a Missão de todo o cristão: Anunciar e testemunhar com o exemplo da sua vida. Foi um modelo de cristão.»
Pe. Manuel Vieira

«A Irmã Ester exercia a sua autoridade com amor, doçura e sabedoria.»
Ana Filipa Melro

«A irmã Ester foi uma pessoa extraordinário que passou pela catequese desta paróquia: Durante alguns anos tive o privilégio de conviver e trabalhar com ela com quem muito aprendi. Era organizadora, metódica e amiga, um exemplo a seguir.»
Edite Vital

«Da irmã Ester recordo sobretudo a sua alegria, e aquela disponibilidade a todos. Tinha uma palavra sempre amiga: conversava muito comigo!»
Naciolinda


João Sacristão






“… João Afonso Lopes (o "João Sacristão"), homem bem informado e testemunha ocular, afirma que a última vez que a festa foi feita foi em 1928 – tinha ele 14 anos – e que não voltou a fazer-se até que, em 1945, os sacristães da cidade, liderados por ele, retomaram a festa, a 15 de Setembro, presidida pelo padre Nabais, dos Padres do Coração de Maria, organizando eles a festa até 1947. Em 1948 entregaram-na aos pescadores que a têm organizado até aos dias de hoje”.

“ … em 1945, os quatro sacristãos da cidade, dos quais se destacou o saudoso João "Sacristão", também ele de origem varina, retomam a organização da Festa da Tróia, retornando para sempre à Paróquia de São Sebastião. Já em 1948, a organização é entregue aos pescadores, os varinos de São Sebastião que ainda hoje a detêm, sendo eles os principais romeiros desta Festa.” (in http://igrejas-setubal.pt/capela-de-nossa-senhora-do-rosario-de-troia)



O “Ti João” se fosse vivo faria este ano 100 anos (http://troineiro.blogspot.pt/2014/08/o-ti-joao-se-fosse-vivo-faria-este-ano.html)

Se perguntarem aos habitantes de Setúbal quem foi João Maria Afonso Lopes, provavelmente a maior parte deles diziam não conhecer. Se se dissesse que até foi atribuído o seu nome a uma rua da nossa cidade, lá para os lados da Azeda, muitos deles encolheriam os ombros.

Mas se formos para as bandas das Fontainhas, Bairro Santos Nicolau e grande parte da zona nascente da cidade e perguntarmos se alguma vez ouviram falar do “João Sacristão” provavelmente ouviríamos como resposta: “ele é meu padrinho”. De facto, o “ti João” como eu e muitos dos escuteiros gostávamos de o tratar apadrinhou centenas, ou milhares de crianças que foram batizadas na Paróquia de São Sebastião.

Tratava-se de um homem dinâmico e empreendedor, de estrutura franzina, mas muito rijo, que dedicou grande parte da sua vida à paróquia de S. Sebastião, em Setúbal.

A quase todos os seus 8 filhos proporcionou a educação e formação adequada para que pudessem singrar na vida.

Residindo em Setúbal nas instalações anexas à Igreja de S. Sebastião, onde hoje funcionam os agrupamentos de escuteiros terrestres e marítimos a certa altura decidiu fazer a sua própria casa e foi ele que deitou mãos à obra e com toda a família edificaram uma casa junto à “barreira” posteriormente demolida para ser construída a avenida onde hoje assistimos à popular Festanima”.

Se hoje temos a Festa da Troia a ele se deve, tal como se deve a este dinâmico homem o nicho a Nossa Senhora do Cais, à beira-rio e a capela no bairro do Faralhão, de entre outras iniciativas.

Se o “ti João” fosse vivo faria este ano 100 anos e acreditem que são muitos os setubalenses que guardam uma grata recordação deste homem simples que soube ajudar os mais necessitados como ninguém e que foi um exemplo de um excelente chefe de família.

Rui Canas Gaspar



Textos autobiográficos



1.       História da Capela de Nossa Senhora de Fátima, Lugar de Santo Ovídio

Em mil novecentos e cinquenta no mês de Janeiro um pequeno grupo de moradores de Santo Ovídio, Faralhão, pediu ao Senhor Prior da Freguesia de São Sebastião Setúbal Padre José Maria Nunes. Esse Lugar estava a uma distância de nove quilómetros da Paróquia de São Sebastião, que lhes ajudasse a fazer uma pequena capela, porque já havia muitas crianças e pessoas de idade avançada, era muito longe para virem à missa ao domingo, não havia carreiras, só transportes das próprias e mais nada. É uma zona rural, nesta só viviam do trabalho do campo, são quase todas naturais de Proença-a-Nova. O prior com muitos afazeres do trabalho da Paróquia não podia, mas prometia. Em mil novecentos e cinquenta e um novamente esse grupo pede o mesmo sobre a capela no Santo Ovídio, Faralhão. Os trabalhos aumentavam na Paróquia e ele só único Padre não podia. Tinha muita vontade, mas dizia havia de se ver. Nessa altura andava muito doente. O sacristão foi sempre muito amigo do seu Prior e dos paroquianos. Ofereceu-se voluntário para essa obra. Pediu ao Senhor Prior Padre José Maria Nunes para agir e disse-lhe com a ajuda de Deus eu prometo-lhe a capela pronta se me der a liberdade. O Senhor Prior aceitou. No fim do ano de mil novecentos e cinquenta e um, o sacristão foi ao lugar de Santo Ovídio Faralhão pedir terreno. Foi oferecido terreno pelo morador mais pobre que lá vivia, seu nome João Farinhas. Não havia dinheiro, não havia nada. O sacristão foi ao sacrário onde está Jesus vivo. No sacrário disse-lhe tudo, ofereceu-se todo, a saúde, as forças, a coragem os sacrifícios, tudo o que viesse a acontecer e o resto tinha o Pai do Céu fazer. Em Janeiro de mil novecentos e cinquenta e dois deu princípio as despesas. A primeira oferta foi cinco escudos de uma pobre criada de servir moradora no mesmo lugar. Organizou a Comissão. Foram os seguintes: Aníbal Alves Farinha, José de Jesus Lourenço, Manuel de Jesus Lourenço, Manuel Martins Alves, Custódio Alves Martins, Alfredo Ribeiro, o sacristão João Maria Lopes. Mandou-se fazer blocos de cimento. Para a construção da capela trabalharam todas as pessoas, crianças, jovens, pessoas de idade já avançada. Os carros dos serviços deles carregavam areia, água. A pedra para os caboucos foi do mesmo lugar. Como os moradores nesse tempo eram muito pobres, a obra foi feita aos domingos. O dirigente da construção foi o pedreiro Manuel Paulino e José Paulino, moradores no mesmo lugar. Os homens que tinham feito de pedreiro faziam paredes. Ofertas. A Herdade da Mourisca ofereceu todas as madeiras em eucalipto para o telhado. As telhas foram oferecidas e também as portas em ferro pelo Senhor Olímpio Moreira dos Santos. Organizou-se no mesmo lugar no dia da festa um cortejo de oferendas que rendeu alguns mil escudos. Assim se foi arranjando o dinheiro para a obra. O Senhor António Gomes Gautier emprestou dez mil escudos. Foi o único dinheiro emprestado. Pediu-se esmolas em toda a freguesia. O Governo Civil deu sete mil escudos.

No dia 13 de Julho de 1952. Inauguração. Programa da festa o seguinte: às nove horas organizou-se a procissão com o andor de Nossa Senhora de Fátima. Oferecida a imagem por um grupo de Senhoras de Setúbal. Foram na procissão todo o povo cristão da freguesia, Irmãs da Casa de Santana, Irmãs Hospitaleiras, Irmãs da Apresentação de Maria, Escuteiros, Juventude rapazes e raparigas da Acção Católica da Paróquia, o Sr. Vigário Dr. Mário Raimundo de Carvalho que fez a bênção da Capela em representação do Senhor Cardeal Patriarca.

Chegou ao Lugar de Santo Ovídio Faralhão às onze e trinta horas. Deu-se princípio à celebração Eucarística. Foi celebrante o Prior Padre José Maria Nunes. No fim da festa houve almoço de confraternização com todos os que trabalharam para a construção da casa de Deus.

Assim terminou esta história e da capela dedicada a Nossa Senhora de Fátima em Santo Ovídio Faralhão. (“A História” e organizador das obras.)

Só tenho a dizer muito obrigado ao Pai do Céu por se ter servido deste seu servidor

João Maria Afonso Lopes





História da Capela de São José no Bairro Presidente Carmona, hoje Bairro Dr. Afonso Costa.

O Senhor Cardeal Patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira mandou uma circular a todos os Párocos do Patriarcado para no mês de Outubro de mil novecentos e cinquenta e seis fazerem a consagração de todas as crianças das freguesias ao Imaculado Coração de Maria. O Prior da freguesia de São Sebastião, falando com o seu sacristão, pediu-lhe que fosse ver o local onde podiam concentrar as crianças de toda a freguesia de São Sebastião para daí organizar uma procissão com a imagem de Nossa Senhora de Fátima até à Paróquia. Então o sacristão foi pedir esta casa emprestada ao Senhor Saturnino António Gameiro, proprietário desta propriedade, e muito amigo do sacristão. Foi emprestada a casa. O Senhor disse que até lhe vendia a casa e terreno. Isso ficou na memória do sacristão que, mais tarde, foi uma realidade. No dia marcado, isto no mês de Outubro de mil novecentos e cinquenta e seis, fez-se a concentração das crianças neste mesmo lugar. Juntaram-se umas centenas de crianças de todas as Escolas da freguesia, desde de sete anos de idade aos catorze anos de idade. Organizou-se a procissão até à Paróquia de São Sebastião, com o andor de Nossa Senhora de Fátima. Chegada à freguesia, o Senhor Prior da freguesia Padre José Maria Nunes fez a consagração das crianças ao Imaculado Coração de Maria, como tinha pedido o Senhor Cardeal Patriarca. Passada aquela festa, esse sacristão pediu licença ao seu Prior para agir na compra da casa e terreno para a capela, onde pudesse ensinar a doutrina Palavra de Deus às crianças daquele Bairro, porque não havia nada naquela zona onde se pudesse ensinar a Palavra de Deus. Esse servidor da Igreja foi ter com o proprietário, Senhor Saturnino António Gameiro para lhe vender a casa e o terreno, custou cinquenta e seis mil escudos, casa e terreno, sendo a quinze escudos o metro quadrado. Essa mesma pessoa sacristão foi ter com algumas pessoas seus amigos pedir-lhes emprestado dinheiro para esse fim tomando ele sacristão a responsabilidade do dinheiro emprestado. Uns emprestaram mil escudos, outros quinhentos escudos, outros duzentos escudos, outros cem escudos. Um pescador pobre emprestou também dez mil escudos, um padeiro pobre emprestou também dez mil escudos. Graças a Deus, arranjou-se todo o dinheiro.

Fez-se a escritura a Paróquia de São Sebastião com o Senhor Prior presente Padre José Maria Nunes. Creio que foi no mês de Fevereiro de mil novecentos e cinquenta e sete e em dezanove do mês de Março do mesmo ano deu-se início à capela com o nome de São José. Foi a primeira festa que deu princípio, foi às dezassete horas com a presença de muitas pessoas do Bairro e da cidade. Terminou esta história. Só tenho a dizer um muito obrigado ao Pai do Céu por se ter servido deste seu servidor.

João Maria Afonso Lopes

Querer servir



ARNALDA VIEGAS


Há cerca de 28 anos, quando cheguei à Paroquia da Quinta do Conde, Igreja de Nossa Senhora da Esperança, iniciei o meu percurso de catequista nesta paroquia. Foi o Sr. Padre Horácio que me convidou para dar catequese. Optei pela Catequese de Adultos e quis fazer uma preparação prévia porque o Curso Elementar de Catequese não me parecia suficiente.

Após dois anos de preparação juntamente com outros paroquianos e segundo o método “CAMINHO DE EMAÚS” fui catequista de adultos durante cerca de 5 anos. Tivemos retiros e encontros na Quinta do Álamo e um Encontro Nacional em Fátima. Ao mesmo tempo, ajudava os pais e padrinhos na preparação do Batismo das crianças. E tinha a circular pelas casas dois Oratórios da Sagrada Família, com autorização do Sr. Padre.

Quando o Sr. Pe. Sezinando tomou posse, em Outubro de 1999, convidou-me para ser Coordenadora da Catequese. Aceitei e deixei a Catequese de Adultos. Os Arautos do Evangelho pediram autorização ao Sr. Padre para fazer circular um Oratório do Imaculado Coração de Maria na Paróquia. Fui indicada para coordenar. Arranjei companhia e andámos pelas ruas da Quinta do Conde convidando as famílias para receberem o Oratório. Como houve grande adesão, arranjei mais cinco coordenadoras para circularem 6 Oratórios: a M. de Jesus Reis, a Elvira Silva, a Arlete Gonçalves, a M. José Magalhães e a Irene Mateus. Tive que parar no serviço aos Oratórios da Sagrada Família. Mais tarde, a M. José passou a Coordenação do Oratório para a Helena Coelho e a Elvira para a Lúcia Fernandes. Nessa altura comecei a servir como leitora na Eucaristia.

Tendo tido conhecimento que íamos todas as terças feiras às reuniões de oração carismática na Casa dos Padres do Espírito Santo em Lisboa, desde 1999, e que já um pequeno grupo tinha recebido a Efusão do Espírito Santo, o Sr. Padre incentivou-nos a iniciar essas reuniões na Paróquia. Assim começou o grupo «PEDRA VIVA» em 2001. Fiquei a coordenar o grupo como SERVIDORA por ter sido a primeira a ir a Lisboa, a receber a Efusão no ano 2000 e a entusiasmar as outras a irem comigo. Nessa altura passei a Coordenação do Oratório à M. Antónia.

Receosa, tinha recusado o convite do Sr Padre Horácio para ser Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão. Considerava-me indigna. Convidada pelo Sr. Padre Sezinando e, já no Renovamento Carismático, não tive coragem de me negar e, embora indigna, aceitei como mais uma missão na Igreja.

Entretanto chegou o Sr. Padre Miguel , em Agosto de 2002. Deixei a Coordenação da Catequese e, depois de aposentada por invalidez devido às sequelas deixadas pelo aneurisma cerebral após a cirurgia, comecei a visitar dois e depois três Lares de Idosos. Aí levo-lhes, ainda hoje, a Palavra de Deus e sobretudo a Sagrada Comunhão, além de algumas palavras de conforto. Também preparo-os para a confissão.

Antes da aposentação dei aulas de Religião e Moral na minha turma e tanto o Sr. Padre Sezinando como o Sr. Padre Miguel encarregaram-me de incentivar e apoiar as colegas que davam essa matéria nas Escolas da Quinta do Conde. A convite do respetivo Secretariado, na pessoa da Manuela Gouveia, tive uma Formação gratuita de 5 dias em Fátima, na Casa de Nossa Senhora do Carmo.

Antes e depois da minha aposentação fui encarregada de visitar as turmas da EB1 na Quinta do Conde 1 para convidar os alunos a inscreverem-se na Catequese. Quando chegou o Sr. Padre Júlio, ele mesmo se encarregou de fazer essas visitas.

Também iniciei e incentivei vários paroquianos a frequentar o Curso ALPHA no Montijo, entre outros, a Deolinda Pereira. A esse propósito, fui a um Encontro Nacional em Fátima.    

Com parecer favorável do Sr. Padre Miguel, por escrito, fui fazer o Noviciado em Lisboa, durante 14 meses, sempre nos primeiros Domingos do mês, sem deixar a minha vida normal na Família e na Paróquia. A seguir fiz a Profissão na Ordem Terceira do Carmo onde tomei o Hábito Religioso, de Carmelita, assumindo as obrigações a ela inerentes, incluindo a participação no “Dia da Comunidade” nos terceiros Domingos de cada mês, em Lisboa; no Retiro anual e no encontro também anual da Família Carmelita, sempre em Fátima, na Casa de São Nuno.

Todos os anos temos tido Encontros de Formação, algumas vezes ocupando dois dias seguidos. Umas vezes na Igreja nova da Cruz de Pau outras vezes no Santuário de Cristo Rei. Durante meses fomos semanalmente a esse Santuário receber Formação sobre a Lectio Divina dada pela Leidiane, da Comunidade Shalom.

Desde o ano 2001, todos os anos temos tido os Seminários de Vida Nova no Espírito com um Ensinamento, tipo palestra/partilha em cada semana, durante 8 semanas. É a preparação remota da Efusão do Espírito Santo. A preparação próxima é feita no Retiro de fim-de-semana, na Casa de Oração de Santa Rafaela Maria, Palmela, onde novos irmãos recebem a Efusão na Vigília de Pentecostes.

Este ano temos 7 encontros de formação, nos segundos Domingos do mês. Em cada encontro refletimos sobre uma das 7 petições do PAI NOSSO. Cada encontro é realizado numa das 7 Vigararias da Diocese e nele participam os irmãos dos cerca de 30 grupos de oração carismática da Diocese, seguindo-se sempre um pequeno lanche de confraternização.

No tempo do Sr. Padre Júlio participei na Peregrinação a Fátima. Como recebi o Sacramento da Confirmação demasiadamente nova e, querendo aprofundar, com autorização do Sr. Padre, frequentei, aos sábados, a preparação feita pelo então Seminarista Rui Simão aos adultos, futuros crismandos.

E o Sr. Padre Daniel Miguel, Vigário Paroquial na altura, a nosso pedido, deu ao grupo PEDRA VIVA uma formação quinzenal sobre «O ESPÍRITO SANTO E A IGREJA». Também participámos no Retiro Paroquial na Quinta do Álamo, orientado pelo mesmo sacerdote.

No Ano da Fé frequentei a Escola da Fé, juntamente com a Cristina Bagarrão, a Aida e a Elvira em Azeitão. O ano passado novamente, na Igreja da Boa Água e este ano também já iniciei.



Atualmente, um pouco mais fragilizada em parte devido às seis cirurgias sofridas e à idade, dos dois lares que passei a visitar até Junho passado, agora visito semanalmente apenas um. Mas, além de servir como Ministro Extraordinária, continuo a servir como leitora da Palavra, servidora no grupo de oração carismática, e como Carmelita consagrada, tendo levado seis paroquianas a receber o Escapulário em Lisboa, depois de uma pequena preparação. E estou presente na Formação de Leitores, uma vez por mês durante três meses.

Por ser uma pessoa muito activa, na vida passada e actual da comunidade, é uma grande referência para todos os catequistas desta paróquia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Fernanda Ataz: Modelo de Fé na Paróquia de Palmela


«Três anos após a criação da Diocese de Setúbal, comecei a dar catequese!»


Catequistas do Curso Geral de Catequese, Vigararia de Almada

Em outubro de 1978, 4 anos depois do 25 de abril ter mudado Portugal e 3 anos após a criação da Diocese de Setúbal, comecei a dar catequese. Com medo, mas com entusiasmo, iniciei a missão que Jesus e a sua Igreja me confiavam. Fiquei com um grupo de meninos do 1º catecismo (meninos esses que hoje rondam os 40 anos de idade). Com o entusiasmo que caracteriza qualquer nova atividade, participava em todos os encontros e formações. Foi assim que fui ao meu primeiro Encontro Diocesano de Catequistas. Foi no Barreiro, no salão do Colégio Diocesano. Era então o Secretário Diocesano da Catequese o Padre Álvaro Teixeira. Eramos muitos e quase todos jovens. Fazer parte de um tão grande grupo de gente que, como eu, se comprometia a participar na formação religiosa e humana dos mais pequenos, era fantástico. Se juntarmos a este facto o sabor de estar a ajudar a construir uma Diocese, a fazer de Setúbal algo independente e único, era completamente arrebatador. Se a memória não me atraiçoa foi nesse encontro, ou noutro um pouco mais tarde, que conheci, ainda só a vendo ao longe, uma mulher que foi decisiva na minha história de Igreja. Falo da (então) Irmã Ilda Fontoura. Recordo-me que quando começou o ano catequético de 1983 soube que ia haver um estágio de catequese na minha paróquia. Não tendo feito o curso geral (começara a dar aulas no ano letivo anterior em Beja) não ia naturalmente frequentar o estágio. Mas Deus tem caminhos que não são os nossos. Alguém desistiu do estágio e a Irmã Ilda (a orientadora deste núcleo) perguntou a uma catequista estagiária da minha paróquia (a minha querida e saudosa Cilinha que já está no céu) se haveria alguém em Almada que, sem ter feito o Curso Geral, pudesse aproveitar esta oportunidade. A Cilinha terá respondido: “Só vejo a Isabel Rosendo”. E assim entrei no estágio. E depois do estágio (um ano lindo que nunca esqueci) a mesma Irmã Ilda convidou-me para dar a catequese dos Cursos de Preparação Básica (assim se chamavam os Cursos de Iniciação de então) que partia do profeta Jeremias e do “Seduziste-me, Senhor e eu deixei-me seduzir”. Assim comecei a participar na formação de catequistas da nossa Diocese. Não mais parei até hoje. Depois da Irmã Ilda tomou posse como responsável do secretariado diocesano de Setúbal a Irmã Matilde Morgado. Com ela e uma equipa fantástica de gente que guardo no meu coração e na minha memória, adaptámos uma formação para catequistas lecionada em França e criámos o “A Alegria de ser Catequista”, um curso que dividimos em três anos (nível 1, 2 e 3). Com eles percorremos toda a Diocese. Demos o curso em Igrejas, em escolas, em infantários. Houve fins-de-semana em que dávamos um tema de manhã numa Vigararia e à tarde noutra (na altura só havia 5 Vigararias – Almada, Barreiro, Montijo, Seixal e Setúbal). Quando foram lançados os “novos” catecismos (no início dos anos 90) encontrámo-nos todos em Fátima, desejosos e expectantes, radiantes de um percurso novo que se iniciava. Catequistas de todo o país aí estavam e lembro-me que senti a força da Igreja viva e ativa reunida no, ainda recente, Centro Pastoral Paulo VI. São momentos únicos na vida de uma pessoa e de uma Diocese.
Os anos foram passando. D. Gilberto dos Reis substituiu D. Manuel Martins, a Irmã Zélia Aires assumiu o cargo até então desempenhado pela Irmã Matilde Morgado, as vigararias reformularam-se, nasceram muitas e novas paróquias, mas a preocupação com a formação dos catequistas manteve-se e a minha colaboração nesse domínio também. Passei a lecionar uma das cadeiras do curso Geral de Catequistas (Pedagogia da Fé) e desde 2007/2008 que tenho orientado estágios de catequese, primeiro na paróquia de S. Francisco Xavier no Monte de Caparica e depois na Paróquia de Corroios.
Neste ano em que a nossa Diocese faz 40 anos sinto-me profundamente agradecida a Deus Nosso Pai por me ter chamado a colaborar na construção deste “pedaço” da sua Igreja, que amo e respeito. Para mim, continua a ser uma emoção quando, no auditório da Anunciada, me reúno com todos aqueles a quem a Igreja de Setúbal envia para evangelizar os irmãos mais novos. Porque 36 anos depois de ter começado a dar catequese continua viva em mim a imensa alegria de ser catequista.

Maria Isabel Rosendo