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sábado, 20 de junho de 2015

AS EQUIPAS DE NOSSA SENHORA na Diocese de Setúbal




1.       O nascimento do Movimento das Equipas de Nossa Senhora 

As Equipas de Nossa Senhora (ENS) são um movimento de espiritualidade conjugal que tem como objectivo ajudar os casais a viver o Matrimónio, dando testemunho da Graça do sacramento na sua vida. Trata-se de um movimento reconhecido pela Santa Sé como uma Associação Privada Internacional de Fiéis de Direito Pontifício. 

Nas palavras do Pe Henri Caffarel, sacerdote fundador das ENS, "As Equipas de Nossa Senhora têm por objectivo essencial ajudar os casais a caminhar para a santidade. Nem mais nem menos."
Cada uma das equipas forma-se de modo livre e é constituída por um número indicativo de 5 a 7 casais e um Sacerdote - Conselheiro Espiritual.
O ponto “alto” da vida da equipa em cada mês é o dia da reunião. Na reunião de Equipa, os casais rezam juntos, meditam a Palavra de Deus, partilham a vida e procuram conhecer e amar cada vez mais Jesus e a Sua Igreja.
O movimento nasceu de forma muito simples: em 1938, em Paris, um jovem padre na Paróquia de Notre Damme, Henri Caffarel, recebeu a visita de uma senhora que conversou com ele sobre a sua vida espiritual. Alguns dias depois, regressou acompanhada do marido. Posteriormente, este casal apresentou o Padre Caffarel a outros três casais.
Estes quatro jovens casais queriam viver o seu amor à luz da Fé. Pediram, então, ao Padre Henri Caffarel que os guiasse nesta procura.
"Façamos o caminho juntos" - respondeu-lhes o Padre Caffarel.
A semente estava lançada. A primeira reunião realizou-se em Paris, a 25 de Fevereiro de 1939 e foi seguida de muitas outras.
A criação de um movimento de casais, com o desejo de santidade no e pelo sacramento do Matrimónio foi um grande acontecimento, à época, na vida da Igreja. As Equipas de Nossa Senhora vieram propor a espiritualidade conjugal e um método para uma vida em Equipa, em "Comunidade Cristã de Casais", o que constituiu uma surpresa, sendo hoje entendido como um carisma, um dom dado por Deus à sua Igreja.

As equipas confiam-se à protecção de Nossa Senhora, Mãe e modelo na vida simples de Nazaré. Daí o nome escolhido para o Movimento.  
 No dia 26 de Julho de 2002, festa de Santa Ana e de S. Joaquim, pais da Virgem Maria, o Conselho Pontifício para os Leigos reconheceu definitivamente as Equipas de Nossa Senhora como Movimento de Fiéis Laicos (Decreto de Reconhecimento).


2.       O início das Equipas de Nossa Senhora em Portugal
De acordo com os últimos dados disponíveis:
As ENS estão implantadas em todos os continentes, num total de mais de 120.000 membros
A nível mundial, o português é a língua mais falada no movimento.
O espírito das ENS chegou a Portugal em 1955 com a criação da equipa Lisboa 1, que viria a ser reconhecida em 1959. O reconhecimento oficial do Movimento data de 1957, com o reconhecimento da equipa Porto 1.
 Uma ENS pode constituir-se de vários modos: através de um sacerdote que, conhecendo vários casais, os desafia para constituírem uma equipa, um ou alguns casais que, desejando pertencer às ENS, desafiam outros e contactam um sacerdote ou o Movimento, …
         
      
        Reunidos que estejam os casais com este desejo comum e encontrado um sacerdote que aceite integrar a equipa como Conselheiro Espiritual, inicia-se a fase denominada de pilotagem, que dura cerca de um ano e em que um casal já pertencente às ENS e com formação para o efeito, está presente nas reuniões mensais da nova equipa, ajudando-se mutuamente a melhor conhecerem e amarem o método das ENS.       Terminada esta fase, cada equipa, de uma forma simples, manifesta a sua vontade de integrar o movimento, realizando o seu Compromisso.
Actualmente, a nível nacional, as ENS contam mais de 13.000 membros, entre casais, viúvas e viúvos e sacerdotes conselheiros espirituais.


3.       As Equipas de Nossa Senhora na Diocese de Setúbal

3.1 O início do Movimento na diocese
Logo em 1956, por iniciativa de um grupo de casais de Almada, se constituiu uma equipa que foi pilotada por um casal da Lisboa 1 e marcou o início da expansão do Movimento na Margem Sul do Tejo.
Em Julho de 1959 realizaram o seu Compromisso na Igreja de Cacilhas.
Todos os casais da equipa Almada 1 tomaram parte activa na formação e consolidação do Sector de Setúbal, o qual iniciou actividade em 1964 e oficializou a sua constituição em 1967. Os primeiros responsáveis de Sector foram a Soledade e o Álvaro Rodrigues, da Almada 1. Existiam, na altura, seis equipas: Almada 1 e 2, Barreiro 1 e 2 e em formação Setúbal 1 e 2.
No Encontro Internacional de Lourdes, em 1965, participaram já os casais Soledade e Álvaro Rodrigues e Natércia e Manuel Valente, da Almada 1.



3.2   A presença do Movimento na diocese
Segundo consta da Carta Mensal de Novembro de 1972 – documento que surge em 1947 e que passa a ser publicado com periodicidade regular, resumindo a vida do Movimento no respectivo período e a metodologia -, nessa data eram responsáveis do Sector de Setúbal o casal Teresa e Horácio José Condesso, da Almada 2, o Conselheiro Espiritual da Equipa de Sector era o Padre Carlos Pessoa Pais – o qual tinha como equipa base a Lisboa 53 - e nessa data encontravam-se em actividade no Sector as seguintes equipas: Setúbal 2, 3, 4, 6 e 7, Almada 1 e 2, Barreiro 1 e 3, Montijo 1 e 2 e a primeira equipa que se denominou Seixal 1 – esta deixou de funcionar em 1980 e em 2000 constituiu-se uma outra equipa que adoptou esta mesma denominação.   
O Movimento foi-se expandido e ao longo dos anos foram surgindo equipas em Alcácer do Sal, em Alcochete, em Almada, na Amora, em Azeitão, no Barreiro, em Corroios, no Feijó, em Fernão Ferro, no Miratejo, na Moita, no Monte de Caparica, no Montijo, em Paio Pires, em Pinhal de Frades, no Pinhal Novo, na Quinta do Anjo, na Quinta do Conde, em Santiago do Cacém, em Santo André, em Sarilhos Grandes e no Seixal.
Algumas, entretanto, por razões várias, deixaram de funcionar.



3.4. As equipas na actualidade    
Actualmente o Sector de Setúbal pertence à Região Lisboa 1, Província Sul, existindo em funcionamento 19  Equipas, Almada09, Amora 03, Azeitão 01, Azeitão 02, Azeitão 03, Azeitão 04, Corroios 01, Fernão Ferro 01, Miratejo 01, Montijo 03, Montijo 04, Montijo 07, Santiago do Cacém 01, Seixal 01, Seixal 02, Seixal 03 , Seixal 04, Setúbal 08.
As raízes fecundas da Almada 1 e o amor dos seus membros ao Movimento permitiram que a mesma, não obstante a presença de alguns dos seus membros já junto do Pai, se mantivesse ainda na actualidade com reuniões, com a regularidade possível. 
Encontram-se em pilotagem 5 outras Equipas: Feijó 1, Montijo 8, Pinhal de Frades 1, Montijo 09 e Montijo 10.


4.       Ser Testemunhas do Amor de Deus no Mundo 

Damos Graças a Deus pela inspiração concedida ao Pe Henri Caffarel, pela sua atenção à realidade dos casais que desejavam viver com verdade o Matrimónio e pela sua fidelidade à Igreja.

Damos Graças igualmente por tantos padres que, reconhecendo a beleza das ENS, se têm disponibilizado para, apesar dos muitos afazeres, assumir a missão de Conselheiros Espiritais. A presença e a amizade de um sacerdote que a experiência de ENS permite é, na vida da família, um dos maiores dons que recebemos do Movimento.  

Agradecemos também pelos casais que, ao longo dos anos, de forma generosa, foram aceitando tarefas no Movimento e muito concretamente no Sector de Setúbal e aqui temos que salientar a enorme generosidade e disponibilidade para servir dos casais da Almada 1. Foram a Natércia e o Manuel Valente que, passados cerca de 40 anos de vida em equipa, em 2000 e num momento de dificuldade para o Sector, voltaram a aceitar a missão de ser pilotos da “nova” equipa Seixal 1 que então se constituiu. Temos igualmente que referir outra grande Graça das ENS – o sentido de missão -, que aqui em Setúbal se manifestou, de forma muito concreta, quando, em meados de 2000, o casal Paula e António Pimentel, que embora fazendo parte do Sector de Cascais, aceitou, durante algum tempo, assumir a responsabilidade do Sector de Setúbal para ajudar na reorganização do mesmo.


Pedimos a Graça da fidelidade ao carisma das ENS. quer na vida de casal, na família, na Igreja, para que possamos, conforme o pedido de São João Paulo II, no Discurso aos Responsáveis Regionais das Equipas de Nossa Senhora, proferido em 20 de Janeiro de 2003, “… testemunhar incessantemente de maneira explícita a grandeza e a bondade do amor humano, do matrimónio e da família”. 

Manuela e Paulo Lourenço
(equipa seixal01)

quinta-feira, 11 de junho de 2015

João Francisco Pires: Um grande apóstolo da Paróquia de Cristo Rei!



CARAVAGGIO, "As sete obras de Misericórdia".
João Francisco Pires nasceu a 15 de agosto de 1923 em Vale de Lamas, freguesia de Baçal, Diocese de Bragança e faleceu a 4 de junho de 1999 na Paróquia de Cristo Rei da Diocese de Setúbal.

Viveu discretamente uma vida de santidade na família, no emprego, na paróquia.

Casado, pai de 3 filhos, avô de 3 netos, a todos deu uma boa educação. Amigo da esposa Maria José Lopes, dos filhos, dos netos, das crianças, dos pobres, dos doentes…

Rezava muito com a esposa desde o casamento, pedindo a Deus um filho padre e Deus concedeu-lhes essa graça. Foi a primeira Ordenação Sacerdotal da Diocese, Padre António de Luís Pires, na Solenidade da Imaculada Conceição em 8 de Dezembro de 1982. Atualmente é pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição na Costa de Caparica.

Foi catequista na Paróquia de Cristo Rei desde 1975, deu catequese na antiga Capela das Torcatas e quando a Paróquia se estendeu para os bairros, nas primitivas instalações na Rua do Lago e depois na Quinta de S. Francisco de Borja, atualmente sede da Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica. Quando alguma criança faltava, ia às casas saber ou telefonava. Levou um dos seus catequisados a ser catequista.

Trabalhava em Lisboa nos Correios e no intervalo do almoço evangelizava, dava catequese, às crianças da rua, que juntava à sua volta, ficando muitas vezes sem almoçar porque lhes dava a merenda que levava de casa, muitas vezes já acrescida para distribuir.

A todos cumprimentava e dizia” Deus esteja consigo” ou “ A paz esteja consigo”.

Era o amigo dos pobres, visitava-os, às vezes levava-os a sua casa para lhes dar uma refeição. Colaborava no apoio fraterno da Paróquia, chamava as famílias carenciadas e dava-lhes o aviado, outras vezes ia levar-lhes a casa. Uma vez tinha comprado um fato, porque precisava, mas na rua encontrou um homem pobre, levou-o a sua casa, deu-lhe almoço e depois entregou-lhe o seu fato novo e disse à esposa, também muito boa ” Deixa lá, porque aquele senhor está a precisar mais do que eu… “ Era pobre em tudo em favor dos outros, chegou mesmo a vender a sua aliança para ajudar…

Dava sempre uma palavra de esperança aos pobres e uma ajuda a quem necessitava. Conhecia os problemas das famílias, e não falava deles a outros, mas quando nos grupos ouvia alguém criticar dizia que se averiguassem o que as pessoas estão a passar não falariam assim…Outras vezes ajudava a fazer as pazes, dizendo que quando nos confessamos também temos de pedir perdão.

Tinha uma grande devoção a Nossa Senhora, muitas vezes chegava-se lá a casa e estava a rezar o terço com a esposa. Todas as noites ia depois do jantar à Capela das Torcatas rezar o terço e fazer adoração diante do Santíssimo ou sozinho ou com alguém que convidava, sobretudo com o Sr. Luís, para quem foi um marco espiritual, assim como para muita gente. Falava do amor de Deus e do amor aos outros, era grande o seu amor à Igreja. Os dois encarregaram-se da limpeza da capela. Depois de reformado ia também todas as manhãs rezar diante de Jesus no Sacrário.

Aos domingos depois da missa de manhã na Paróquia, ia à tarde ao Santuário de Cristo Rei, preparava o altar para a Eucaristia e ajudava como leitor e acólito.

Preocupava-se com os doentes, visitava-os várias vezes, informava outras pessoas para que os visitassem. Em 1983 foi o primeiro a ser instituído ministro extraordinário da comunhão na paróquia, cargo que exerceu sempre com muito zelo, levando a comunhão a muitos doentes e a alguns mais que uma vez por semana. Um dia a pedido do pároco Padre Norberto Martins batizou um doente em casa e deu-lhe Jesus como viático.

No final quando por causa da doença, já não podia sair, recebia diariamente a comunhão em casa com muita gratidão a Jesus. Nunca se queixava que estava mal, dizia” Estamos como Deus quer”. No dia do Corpo de Deus fez um esforço por ir à Igreja, foi a sua última comunhão na Missa. Agora no céu continua a interceder por nós, ele que aqui na terra por todos rezava.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

EM MEMÓRIA: Padre Ricardo Gameiro

A paróquia da Cova da Piedade, respondendo à solicitação do Sr. D. Gilberto para que, no quadragésimo aniversário da criação da nossa Diocese de Setúbal, se celebrasse a MEMÓRIA de alguém que a tenha marcado, decidiu lembrar o senhor Padre Ricardo Gameiro no dia 19 de Fevereiro, dia em que faria 86 anos de idade, se o Senhor o não tivesse chamado.

O senhor P. Ricardo nasceu em 19 de Fevereiro de 1929 na aldeia de Carvalhal da Aroeira, Torres Novas, então Patriarcado de Lisboa. Nasceu no seio de uma família profundamente cristã e, desde muito cedo, sentiu que Deus o chamava para o sacerdócio. Aos 14 anos ingressou no Seminário patriarcal de Almada, e aos 17, no Seminário Maior dos Olivais, tendo sido ordenado sacerdote em 29 de Junho de 1954. Em 1 de Janeiro de 1955 iniciou a sua vida pastoral na paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, como Vigário Paroquial. Em 29 de Novembro de 1959 tomou posse como pároco de Olaia, Torres Novas, onde passou 7 anos. Em Outubro de 1966 tomou posse da paróquia da Baixa de Banheira, um meio operário, onde viveu intensamente o seu sacerdócio semeando a “boa nova” do Evangelho. Neste meio operário foi-se aproximando e dando a conhecer a todos os que com ele se cruzavam e a mensagem do Evangelho foi tocando aquela boa gente que o Senhor lhe tinha confiado e da qual ele nunca se esqueceu. Já na Cova da Piedade, certo dia disse: “foram uma simpatia para comigo, de facto extraordinária, que me fez ver como o convívio, como a experiência humana na Baixa da Banheira, foi do melhor que eu tive na minha vida neste aspecto”.

Em 1 de Junho de 1975 tomou posse desta paróquia da Cova da Piedade e celebrou, a seguir, a 1ª missa.

No ano seguinte, a Santa Sé criou a diocese de Setúbal, para gáudio do clero que nestas terras anunciava o Evangelho e destas gentes.

O senhor Padre Ricardo abraçou, com muita alegria, esta graça que Deus concedeu às gentes desta nova diocese, sendo um arauto do Evangelho, não só na sua paróquia, mas estando sempre disponível, junto do seu Bispo, para as tarefas que este lhe solicitasse.

Nas Bodas de Prata de pároco na Cova da Piedade o Senhor D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal, deu-nos este testemunho: “Fomos companheiros de viagem e de aventuras, durante 23 anos. Eu sei, mas Deus sabe melhor, como este Homem me ajudou a ser, a estar e actuar. Deus sabe também como lhe estou obrigado pela disponibilidade generosa e indiscutida que nele sempre encontrei.

O senhor D. Gilberto, nesta mesma data, escreveu: “Este ser servo de todos, está bem presente nas construções materiais; nas instituições pastorais; nas iniciativas no sector da Palavra, da Liturgia e da Caridade; na vivência das alegrias, sofrimentos e esperanças do seu povo, no amor da diocese; na atenção aos problemas de hoje; no dinamismo pastoral que se mantém vivo (ou cresce), passados 25 anos…”.

O senhor Padre Ricardo dedicou-se, de alma e coração, à evangelização destas gentes através da palavra, cimentando-a com a oração e o exemplo. As gentes da Cova da Piedade assimilaram a boa nova do seu pastor, que pedia incessantemente que o Senhor mandasse operários para a Sua Messe. O Senhor da Messe ouviu estas preces, de tal maneira que, na paróquia da Cova da Piedade, desabrocharam e desenvolveram-se três vocações sacerdotais e outras vocações religiosas. O senhor Padre Ricardo pela oração, pelo exemplo e pela palavra amiga foi-as amparando e hoje Setúbal tem três padres oriundos da Cova da Piedade.

O senhor Padre Ricardo faleceu no dia 19 de Dezembro de 2011. Foi um pastor solícito e incansável que viveu plenamente para as gentes da Cova da Piedade, em especial, para os mais desfavorecidos. O Bom Semeador, na pessoa do senhor padre Sobral, tinha semeado um pequeno “grão de mostarda” nesta paróquia, o Jardim Infantil do Bairro. O senhor Padre Ricardo, como bom agricultor, foi-o regando, acarinhando e sonhando de tal maneira que essa pequena planta foi crescendo, crescendo até se tornar na árvore frondosa de que fala o Evangelho, que hoje é o Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro, uma das maiores IPSS do país.

Hoje, o Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro acolhe, acompanha e educa centenas de crianças e jovens e dá carinho e amor a dezenas de idosos, dando trabalho a centenas de trabalhadores.

Tudo isto é fruto do amor de Deus que concedeu à nossa Diocese na grande alma sacerdotal com um coração imenso, repleto de amor a Deus e aos homens, em especial aos mais desprotegidos, que foi o senhor Padre Ricardo. Bendigamos ao Senhor.


Cova da Piedade, 19 de Fevereiro de 2015.


Ramiro Rodrigues

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Paróquia do Lavradio: A Catequese na Igreja Paroquial Santa Margarida e Capela Pastorinhos de Fátima (Fidalguinhos)



  • Crianças Inscritas na Catequese  -  200
  • Jovens Catequese (CRISMA)  -  50 Jovens
  • Catequistas 2014/2015  -  18 Catequistas
Pontos Marcantes na Catequese:
  • 1974 – Construção da Igreja do Lavradio e integração na Diocese de Setúbal
  • 1997 – Envangelização no Bairro das Palmeiras com grupos da Catequese no Bairro 
  • 2013 – Inauguração da Capela dos 3 Pastorinhos Fidalguinhos


Nestes 41 anos de existência da Catequese têm participado em diversas atividades que fortalecem o crescimento na fé Cristã dos mais novos: 
- Ações de Solidariedade (Banco Alimentar, Recolha de Alimentos / Cáritas / Visita a Lares Idosos, Jantar Solidário)
- Participação / Organização do encontro de Taizé (2004)
- Dinamização de Orações / Reflexões / Virgílias / Procissões / terço Humano
 


ORAÇÃO
Somos como um simples tijolo, humilde, mas tão necessário na construção da vida, do mundo e do Teu reino celeste, um reino de paz e de amor.
É tão bom ser chamado por Ti para colaborar e ajudar os meninos a crescerem na Fé, a serem adultos responsáveis e a fazerem de Ti o pilar das suas vidas.
Ilumina-me, fortalece a minha Fé e faz com que eu consiga difundir e transmitir os Teus ensinamentos, e fazê-los entender que só Tu és exemplo de vida.
Tu chamaste-me a ser Catequista na Tua Igreja, na Tua comunidade que afinal é também a minha. Confiaste a missão de anunciar a Tua palavra e de testemunhar com o meu exemplo, os Teus valores.
Às vezes, tenho medo de não saber corresponder e de não estar à altura do que esperas de mim. Mas, se me escolheste lá sabes porquê e eu só terei de olhar para o lado, ver que caminhas comigo e apoiar-me em Ti.
Não me deixes sozinho. Confio em Ti.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

40 ANOS A ANUNCIAR JESUS NA ALEGRIA DO EVANGELHO - SECRETARIADO DIOCESANO DA CATEQUESE DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA DE SETÚBAL


AS ORIGENS

O então chamado Secretariado Regional da Catequese da Península de Setúbal, foi inaugurado no dia 28 de Dezembro de 1966. Ficou com sede numa sala da Capela de Nossa Senhora da Conceição na Avenida 5 de Outubro em Setúbal. Presidiu à primeira reunião o que era então Vigário Episcopal, o Rev.do Cónego Dr. João Alves. Nesta altura, era Responsável Regional da Península Maria Virgínia de Sousa Fialho, sendo as Irmãs Susana do Menino Jesus e Maria Cristina Amélia Responsáveis Vicariais de Setúbal. A Responsável Vicarial de Almada era Maria Teresa Rodrigues Piteira e a da Moita-Montijo Alcina de Jesus Oliveira.
De início, as reuniões trimestrais destes catequistas eram feitas em conjunto com os Responsáveis da Obra das Vocações Sacerdotais. Por sugestão do senhor Vigário Episcopal, elas passaram a realizar-se só com a participação dos Coordenadores das Catequeses Paroquiais, ficando a Obra das Vocações Sacerdotais de promover uma reunião com os Dirigentes de todas as Obras Paroquiais nas três Vigararias desta Região. O visitador da Vigararia de Setúbal era o Rev.do Padre José do Carmo Vicente e o de Almada o Rev.do Pe. Rodrigo Gouveia de Paiva. A Vigararia da Moita-Montijo ainda não tinha visitador nomeado.
Com o tempo, cada Vigararia foi dividida em zonas, ficando à frente de cada zona um Coordenador que colaborava com o Responsável Vicarial. Tentava-se implementar uma orgânica Vicarial para dar resposta aos problemas concretos locais. Assim, a Vigararia de Almada ficou dividida em três zonas, a saber, Almada, Seixal e Costa, cada qual com um Coordenador local. As Vigararias de Moita e Montijo também ficariam divididas em três áreas. Uma centrada no Barreiro, outra na Moita e outra no Montijo. O mesmo aconteceu à Vigararia de Setúbal, segmentada na Anunciada, S. Julião e Santa Maria.
No mês de Julho de 1967 o Vigário Episcopal, Rev.do Cónego Dr. João Alves, comunicou a criação, para breve, de uma equipa missionária, formada por casais, que poderia atuar também no apostolado da Catequese.
Os Responsáveis de Catequese participavam nas reuniões Diocesanas em Lisboa. Já então se estudava a possibilidade da realização de Cursos de Iniciação, do Curso Elementar e do Estágio.
Em Outubro do mesmo ano o Secretariado Regional da Catequese desta Região tem como assistente o Rev.do Padre Adriano Nunes.
Também no ano seguinte teria início o Catecumenado como resposta à necessidade da organização da Catequese e Batismo de adultos.
Em Janeiro do ano 1970 foi nomeado Assistente Regional o Rev.do Pe. José Cordeiro a quem se seguiu o Pe. Manuel Pinheiro da Silva Ramalho (atual pároco da Paróquia do Pinhal Novo). Serviço importante para a organização da catequese na região devido ao trabalho de coordenação promovido entre os Assistentes Vicariais e, destes, por sua vez, com as Paróquias. Nas reuniões do Secretariado Regional da Catequese participavam o Assistente Regional e todos os Responsáveis Vicariais. Dava-se conta de como se ia trabalhando nos vários locais, quais as dificuldades a resolver, sugestões e planificação de ações de Formação e de Encontros, de Reuniões, de Cursos e de Retiros...

Pe. Manuel Ramalho

NASCE A DIOCESE E O SECRETARIADO DE CATEQUESE

Em 16 de Julho de 1975 com a criação da Diocese, o secretariado regional da Região Pastoral de Setúbal passou a ser Secretariado Diocesano de Catequese da Infância e Adolescência da Diocese de Setúbal.
Em substituição do Pe. Ramalho, em 1977 toma posse como novo Assistente Regional o Pe. Álvaro de Magalhães Teixeira, (CMF, padre Claretiano, atual pároco da Paróquia de São Sebastião de Setúbal). Foram constituídas Equipas de trabalho e Responsáveis de Zona a trabalhar sempre de acordo com os párocos e em contacto com o Secretariado.
Pe. Álvaro Teixeira CMF
Foi, assim, sentida a necessidade de descentralização do Secretariado Diocesano da Catequese para facilitar mais o trabalho e a corresponsabilidade dos dirigentes nas diversas Zonas.
Segundo as informações encontradas, no período entre 1983 e 1992 esteve como Responsável do Secretariado da Catequese a Irmã Ilda Fontoura (FMNS, Franciscana Missionária de Nossa Senhora) que tinha como auxiliar a Irmã Maria Arminda Pimenta de Castro (FMM. Franciscana Missionária de Maria). No ano 1992 foi substituída nesse trabalho pela Irmã Matilde Morgado (FMM) que durante doze anos, juntamente com uma equipa de colaboradores, levou para a frente com entusiasmo, sabedoria, criatividade, dedicação e amor à Igreja esta missão, como Diretora deste Secretariado. 
Irmã Matilde Morgado
Em Julho de 2004 foi nomeada para este serviço a Irmã Maria Zélia da Cunha Aires FMA (Salesiana, FMA). Iniciou funções no dia 7 de Setembro do mesmo ano e exerceu-as durante sete anos, até ao verão de 2011. Durante este tempo a Irmã Zélia sentiu o ardor missionário da Diocese e tentou dar continuidade ao trabalho anterior. A Formação dos Catequistas foi prioridade. Apostou-se no Curso de Iniciação, no Curso Geral e na realização de Estágios de Catequese. Continuou e empenhou-se no trabalho conjunto do Interdiocesano, do qual fazem parte as cinco Dioceses da Zona Centro do País: Dioceses de Leiria/Fátima, Lisboa, Portalegre/Castelo Branco, Santarém e Setúbal. Foi atenta aos problemas do Secretariado Nacional de Educação Cristã e tudo fez para dar resposta aos seus apelos e orientações. A Irmã Zélia foi ainda uma das dinamizadoras do A3 Jovem, onde parte dos seus participantes era jovens do 10º ano de catequese.
No Ano Pastoral 2011-2012, foi dada ao Secretariado como nova tarefa a dinamizar o Despertar da Fé das crianças dos 0 aos 6 anos. Desde então tem assumido a formação diocesana dos educadores e auxiliares de infância das Instituições Diocesanas de Solidariedade Social com Jardim de Infância.


Irmã Zélia Aires

Desde Setembro de 2011, o diretor do Secretariado é o Pe. Rui Augusto Jardim Gouveia.

MEMÓRIA DE DEUS
Nestes quase 40 anos da Diocese, o Secretariado recorda, pelo coração de Jesus, tantos catequistas que esta terra viu nascerem na fé e descobrirem a sua vocação missionária, que guiou e alimentou pela formação e sacramentos, que cresceu em santidade e graça pelo seu anúncio fervoroso.
Os catequistas são uma porção considerável do Povo de Deus de Setúbal que, generosamente, cada um ao serviço desta Igreja, sabe, nas palavras do nosso Papa Francisco, que «é pessoa da memória de Deus, se tem uma relação constante, vital com Ele e com o próximo; se é pessoa de fé, que confia verdadeiramente em Deus e põe n’Ele a sua segurança; se é pessoa de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se é “hypomoné”, pessoa de paciência e perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provas, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é pessoa gentil, capaz de compreensão e de misericórdia» (homilia aos catequistas, 29 de Setembro 2013).
Há uma «nuvem de testemunhas» de catequistas que fazem parte da nossa história de Salvação, porque cada um «guarda e alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-lo nos outros. É belo isto»! Ao fazer esta «memória do coração», que é hino de vida e de ação de graças, pedimos a Jesus que toda a nossa vida seja «memória de Deus».