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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

«Três anos após a criação da Diocese de Setúbal, comecei a dar catequese!»


Catequistas do Curso Geral de Catequese, Vigararia de Almada

Em outubro de 1978, 4 anos depois do 25 de abril ter mudado Portugal e 3 anos após a criação da Diocese de Setúbal, comecei a dar catequese. Com medo, mas com entusiasmo, iniciei a missão que Jesus e a sua Igreja me confiavam. Fiquei com um grupo de meninos do 1º catecismo (meninos esses que hoje rondam os 40 anos de idade). Com o entusiasmo que caracteriza qualquer nova atividade, participava em todos os encontros e formações. Foi assim que fui ao meu primeiro Encontro Diocesano de Catequistas. Foi no Barreiro, no salão do Colégio Diocesano. Era então o Secretário Diocesano da Catequese o Padre Álvaro Teixeira. Eramos muitos e quase todos jovens. Fazer parte de um tão grande grupo de gente que, como eu, se comprometia a participar na formação religiosa e humana dos mais pequenos, era fantástico. Se juntarmos a este facto o sabor de estar a ajudar a construir uma Diocese, a fazer de Setúbal algo independente e único, era completamente arrebatador. Se a memória não me atraiçoa foi nesse encontro, ou noutro um pouco mais tarde, que conheci, ainda só a vendo ao longe, uma mulher que foi decisiva na minha história de Igreja. Falo da (então) Irmã Ilda Fontoura. Recordo-me que quando começou o ano catequético de 1983 soube que ia haver um estágio de catequese na minha paróquia. Não tendo feito o curso geral (começara a dar aulas no ano letivo anterior em Beja) não ia naturalmente frequentar o estágio. Mas Deus tem caminhos que não são os nossos. Alguém desistiu do estágio e a Irmã Ilda (a orientadora deste núcleo) perguntou a uma catequista estagiária da minha paróquia (a minha querida e saudosa Cilinha que já está no céu) se haveria alguém em Almada que, sem ter feito o Curso Geral, pudesse aproveitar esta oportunidade. A Cilinha terá respondido: “Só vejo a Isabel Rosendo”. E assim entrei no estágio. E depois do estágio (um ano lindo que nunca esqueci) a mesma Irmã Ilda convidou-me para dar a catequese dos Cursos de Preparação Básica (assim se chamavam os Cursos de Iniciação de então) que partia do profeta Jeremias e do “Seduziste-me, Senhor e eu deixei-me seduzir”. Assim comecei a participar na formação de catequistas da nossa Diocese. Não mais parei até hoje. Depois da Irmã Ilda tomou posse como responsável do secretariado diocesano de Setúbal a Irmã Matilde Morgado. Com ela e uma equipa fantástica de gente que guardo no meu coração e na minha memória, adaptámos uma formação para catequistas lecionada em França e criámos o “A Alegria de ser Catequista”, um curso que dividimos em três anos (nível 1, 2 e 3). Com eles percorremos toda a Diocese. Demos o curso em Igrejas, em escolas, em infantários. Houve fins-de-semana em que dávamos um tema de manhã numa Vigararia e à tarde noutra (na altura só havia 5 Vigararias – Almada, Barreiro, Montijo, Seixal e Setúbal). Quando foram lançados os “novos” catecismos (no início dos anos 90) encontrámo-nos todos em Fátima, desejosos e expectantes, radiantes de um percurso novo que se iniciava. Catequistas de todo o país aí estavam e lembro-me que senti a força da Igreja viva e ativa reunida no, ainda recente, Centro Pastoral Paulo VI. São momentos únicos na vida de uma pessoa e de uma Diocese.
Os anos foram passando. D. Gilberto dos Reis substituiu D. Manuel Martins, a Irmã Zélia Aires assumiu o cargo até então desempenhado pela Irmã Matilde Morgado, as vigararias reformularam-se, nasceram muitas e novas paróquias, mas a preocupação com a formação dos catequistas manteve-se e a minha colaboração nesse domínio também. Passei a lecionar uma das cadeiras do curso Geral de Catequistas (Pedagogia da Fé) e desde 2007/2008 que tenho orientado estágios de catequese, primeiro na paróquia de S. Francisco Xavier no Monte de Caparica e depois na Paróquia de Corroios.
Neste ano em que a nossa Diocese faz 40 anos sinto-me profundamente agradecida a Deus Nosso Pai por me ter chamado a colaborar na construção deste “pedaço” da sua Igreja, que amo e respeito. Para mim, continua a ser uma emoção quando, no auditório da Anunciada, me reúno com todos aqueles a quem a Igreja de Setúbal envia para evangelizar os irmãos mais novos. Porque 36 anos depois de ter começado a dar catequese continua viva em mim a imensa alegria de ser catequista.

Maria Isabel Rosendo

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Casal Dias: Paróquia de São José Operário Laranjeiro-Feijó



Maria Alice Canelas do Rio Dias
Nasceu a 9 de Maio de 1933 em Lisboa, na paróquia do Beato.
Morreu 26 de Novembro de 2008 em Setúbal, na paróquia de S. Sebastião- Setúbal.


Bernardo Figueiredo Dias
Nasceu a 20 de Novembro de 1927 em Lisboa, na paróquia de São Sebastião da Pedreira.
Morreu 15 de Agosto de 2008 em Setúbal, na paróquia de S. Sebastião - Setúbal.



Celebraram o seu matrimónio na Igreja Paroquial de São Bartolomeu do Beato em Lisboa no ano de 1951 e celebraram as suas Bodas de Ouro no ano de 2001, na igreja de São Sebastião, em Setúbal.

Vieram a viver para o Feijó ainda na década de 50 e aqui permaneceram cerca de 50 anos!
Durante mais de trinta, foram catequistas nesta paróquia onde deram um testemunho de autenticidade e, sempre na barbearia ou no salão de cabeleireira não perdiam a oportunidade de falar do Senhor Jesus.
Ambos de caráter afável dedicaram-se ao anúncio do Evangelho, como vocação e missão. A eles, durante muitos anos, se entregaram os adolescentes e jovens que, ainda hoje, guardam nos seus corações a imagem dum casal sereno, atento aos outros e sempre prontos na escuta e dedicação plena.
Não tendo filhos, conta a única irmã da Alice, a D. Maria João, que, dum modo muito discreto ajudavam os mais carenciados, “de mãos largas”, já que, em cada pobre, viam o rosto do Jesus que, na igreja anunciavam.
Na Comunidade paroquial, lembra o pároco de então, Pe. António de Sousa Oliveira que, na sua simplicidade e discrição criavam nos adolescentes e jovens a necessidade do Encontro com o Senhor Jesus, ajudando cada um deles (e foram muitos) no crescimento da Fé.
Ainda lembro a alegria com que os dois receberam, das mãos do senhor Bispo, D. Gilberto o Diploma dos 25 anos ao serviço da Catequese!
Só quem faz a experiência do amor de Deus dá catequese como um ato de amor.

Paróquia de São José Operário Laranjeiro- Feijó

sábado, 20 de junho de 2015

AS EQUIPAS DE NOSSA SENHORA na Diocese de Setúbal




1.       O nascimento do Movimento das Equipas de Nossa Senhora 

As Equipas de Nossa Senhora (ENS) são um movimento de espiritualidade conjugal que tem como objectivo ajudar os casais a viver o Matrimónio, dando testemunho da Graça do sacramento na sua vida. Trata-se de um movimento reconhecido pela Santa Sé como uma Associação Privada Internacional de Fiéis de Direito Pontifício. 

Nas palavras do Pe Henri Caffarel, sacerdote fundador das ENS, "As Equipas de Nossa Senhora têm por objectivo essencial ajudar os casais a caminhar para a santidade. Nem mais nem menos."
Cada uma das equipas forma-se de modo livre e é constituída por um número indicativo de 5 a 7 casais e um Sacerdote - Conselheiro Espiritual.
O ponto “alto” da vida da equipa em cada mês é o dia da reunião. Na reunião de Equipa, os casais rezam juntos, meditam a Palavra de Deus, partilham a vida e procuram conhecer e amar cada vez mais Jesus e a Sua Igreja.
O movimento nasceu de forma muito simples: em 1938, em Paris, um jovem padre na Paróquia de Notre Damme, Henri Caffarel, recebeu a visita de uma senhora que conversou com ele sobre a sua vida espiritual. Alguns dias depois, regressou acompanhada do marido. Posteriormente, este casal apresentou o Padre Caffarel a outros três casais.
Estes quatro jovens casais queriam viver o seu amor à luz da Fé. Pediram, então, ao Padre Henri Caffarel que os guiasse nesta procura.
"Façamos o caminho juntos" - respondeu-lhes o Padre Caffarel.
A semente estava lançada. A primeira reunião realizou-se em Paris, a 25 de Fevereiro de 1939 e foi seguida de muitas outras.
A criação de um movimento de casais, com o desejo de santidade no e pelo sacramento do Matrimónio foi um grande acontecimento, à época, na vida da Igreja. As Equipas de Nossa Senhora vieram propor a espiritualidade conjugal e um método para uma vida em Equipa, em "Comunidade Cristã de Casais", o que constituiu uma surpresa, sendo hoje entendido como um carisma, um dom dado por Deus à sua Igreja.

As equipas confiam-se à protecção de Nossa Senhora, Mãe e modelo na vida simples de Nazaré. Daí o nome escolhido para o Movimento.  
 No dia 26 de Julho de 2002, festa de Santa Ana e de S. Joaquim, pais da Virgem Maria, o Conselho Pontifício para os Leigos reconheceu definitivamente as Equipas de Nossa Senhora como Movimento de Fiéis Laicos (Decreto de Reconhecimento).


2.       O início das Equipas de Nossa Senhora em Portugal
De acordo com os últimos dados disponíveis:
As ENS estão implantadas em todos os continentes, num total de mais de 120.000 membros
A nível mundial, o português é a língua mais falada no movimento.
O espírito das ENS chegou a Portugal em 1955 com a criação da equipa Lisboa 1, que viria a ser reconhecida em 1959. O reconhecimento oficial do Movimento data de 1957, com o reconhecimento da equipa Porto 1.
 Uma ENS pode constituir-se de vários modos: através de um sacerdote que, conhecendo vários casais, os desafia para constituírem uma equipa, um ou alguns casais que, desejando pertencer às ENS, desafiam outros e contactam um sacerdote ou o Movimento, …
         
      
        Reunidos que estejam os casais com este desejo comum e encontrado um sacerdote que aceite integrar a equipa como Conselheiro Espiritual, inicia-se a fase denominada de pilotagem, que dura cerca de um ano e em que um casal já pertencente às ENS e com formação para o efeito, está presente nas reuniões mensais da nova equipa, ajudando-se mutuamente a melhor conhecerem e amarem o método das ENS.       Terminada esta fase, cada equipa, de uma forma simples, manifesta a sua vontade de integrar o movimento, realizando o seu Compromisso.
Actualmente, a nível nacional, as ENS contam mais de 13.000 membros, entre casais, viúvas e viúvos e sacerdotes conselheiros espirituais.


3.       As Equipas de Nossa Senhora na Diocese de Setúbal

3.1 O início do Movimento na diocese
Logo em 1956, por iniciativa de um grupo de casais de Almada, se constituiu uma equipa que foi pilotada por um casal da Lisboa 1 e marcou o início da expansão do Movimento na Margem Sul do Tejo.
Em Julho de 1959 realizaram o seu Compromisso na Igreja de Cacilhas.
Todos os casais da equipa Almada 1 tomaram parte activa na formação e consolidação do Sector de Setúbal, o qual iniciou actividade em 1964 e oficializou a sua constituição em 1967. Os primeiros responsáveis de Sector foram a Soledade e o Álvaro Rodrigues, da Almada 1. Existiam, na altura, seis equipas: Almada 1 e 2, Barreiro 1 e 2 e em formação Setúbal 1 e 2.
No Encontro Internacional de Lourdes, em 1965, participaram já os casais Soledade e Álvaro Rodrigues e Natércia e Manuel Valente, da Almada 1.



3.2   A presença do Movimento na diocese
Segundo consta da Carta Mensal de Novembro de 1972 – documento que surge em 1947 e que passa a ser publicado com periodicidade regular, resumindo a vida do Movimento no respectivo período e a metodologia -, nessa data eram responsáveis do Sector de Setúbal o casal Teresa e Horácio José Condesso, da Almada 2, o Conselheiro Espiritual da Equipa de Sector era o Padre Carlos Pessoa Pais – o qual tinha como equipa base a Lisboa 53 - e nessa data encontravam-se em actividade no Sector as seguintes equipas: Setúbal 2, 3, 4, 6 e 7, Almada 1 e 2, Barreiro 1 e 3, Montijo 1 e 2 e a primeira equipa que se denominou Seixal 1 – esta deixou de funcionar em 1980 e em 2000 constituiu-se uma outra equipa que adoptou esta mesma denominação.   
O Movimento foi-se expandido e ao longo dos anos foram surgindo equipas em Alcácer do Sal, em Alcochete, em Almada, na Amora, em Azeitão, no Barreiro, em Corroios, no Feijó, em Fernão Ferro, no Miratejo, na Moita, no Monte de Caparica, no Montijo, em Paio Pires, em Pinhal de Frades, no Pinhal Novo, na Quinta do Anjo, na Quinta do Conde, em Santiago do Cacém, em Santo André, em Sarilhos Grandes e no Seixal.
Algumas, entretanto, por razões várias, deixaram de funcionar.



3.4. As equipas na actualidade    
Actualmente o Sector de Setúbal pertence à Região Lisboa 1, Província Sul, existindo em funcionamento 19  Equipas, Almada09, Amora 03, Azeitão 01, Azeitão 02, Azeitão 03, Azeitão 04, Corroios 01, Fernão Ferro 01, Miratejo 01, Montijo 03, Montijo 04, Montijo 07, Santiago do Cacém 01, Seixal 01, Seixal 02, Seixal 03 , Seixal 04, Setúbal 08.
As raízes fecundas da Almada 1 e o amor dos seus membros ao Movimento permitiram que a mesma, não obstante a presença de alguns dos seus membros já junto do Pai, se mantivesse ainda na actualidade com reuniões, com a regularidade possível. 
Encontram-se em pilotagem 5 outras Equipas: Feijó 1, Montijo 8, Pinhal de Frades 1, Montijo 09 e Montijo 10.


4.       Ser Testemunhas do Amor de Deus no Mundo 

Damos Graças a Deus pela inspiração concedida ao Pe Henri Caffarel, pela sua atenção à realidade dos casais que desejavam viver com verdade o Matrimónio e pela sua fidelidade à Igreja.

Damos Graças igualmente por tantos padres que, reconhecendo a beleza das ENS, se têm disponibilizado para, apesar dos muitos afazeres, assumir a missão de Conselheiros Espiritais. A presença e a amizade de um sacerdote que a experiência de ENS permite é, na vida da família, um dos maiores dons que recebemos do Movimento.  

Agradecemos também pelos casais que, ao longo dos anos, de forma generosa, foram aceitando tarefas no Movimento e muito concretamente no Sector de Setúbal e aqui temos que salientar a enorme generosidade e disponibilidade para servir dos casais da Almada 1. Foram a Natércia e o Manuel Valente que, passados cerca de 40 anos de vida em equipa, em 2000 e num momento de dificuldade para o Sector, voltaram a aceitar a missão de ser pilotos da “nova” equipa Seixal 1 que então se constituiu. Temos igualmente que referir outra grande Graça das ENS – o sentido de missão -, que aqui em Setúbal se manifestou, de forma muito concreta, quando, em meados de 2000, o casal Paula e António Pimentel, que embora fazendo parte do Sector de Cascais, aceitou, durante algum tempo, assumir a responsabilidade do Sector de Setúbal para ajudar na reorganização do mesmo.


Pedimos a Graça da fidelidade ao carisma das ENS. quer na vida de casal, na família, na Igreja, para que possamos, conforme o pedido de São João Paulo II, no Discurso aos Responsáveis Regionais das Equipas de Nossa Senhora, proferido em 20 de Janeiro de 2003, “… testemunhar incessantemente de maneira explícita a grandeza e a bondade do amor humano, do matrimónio e da família”. 

Manuela e Paulo Lourenço
(equipa seixal01)