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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
sábado, 24 de outubro de 2015
Irmã Ester, ao serviço da Paróquia da Anunciada
Nasce em Cabanelas – Braga – a 23 de junho de 1926.
Entra no Instituto das Franciscanas Missionárias de Maria com 21 anos.
Tira o curso de Professora do Ensino Primário, porém dedica-se sobretudo à catequese, à música (organista) e aos bordados como mestra exímia!
Vive 15 anos em Lisboa, no Semi-internato de Nossa Senhora da Conceição, onde anima a Cruzada Eucarística.
Uma curta temporada em Beja (2 anos) precede a sua extensa e grande missão em Setúbal, na paróquia da Anunciada (quase 17 anos de empenho e entrega da própria vida).
Serve na Coordenação da catequese, na Educação Moral e Religiosa nas Escolas (1º ciclo), na Animação musical da liturgia.
Em 1982 é homenageada pelo Bispo D. Manuel Martins pelos seus 25 ANOS ao serviço da Catequese.
Os três últimos anos de vida experimenta o sofrimento de doença oncológica, primeiro com grande valentia na luta para o vencer
depois em aceitação e paz, unida a Jesus e desejando o Céu.
Entra no Instituto das Franciscanas Missionárias de Maria com 21 anos.
Tira o curso de Professora do Ensino Primário, porém dedica-se sobretudo à catequese, à música (organista) e aos bordados como mestra exímia!
Vive 15 anos em Lisboa, no Semi-internato de Nossa Senhora da Conceição, onde anima a Cruzada Eucarística.
Uma curta temporada em Beja (2 anos) precede a sua extensa e grande missão em Setúbal, na paróquia da Anunciada (quase 17 anos de empenho e entrega da própria vida).
Serve na Coordenação da catequese, na Educação Moral e Religiosa nas Escolas (1º ciclo), na Animação musical da liturgia.
Em 1982 é homenageada pelo Bispo D. Manuel Martins pelos seus 25 ANOS ao serviço da Catequese.
Os três últimos anos de vida experimenta o sofrimento de doença oncológica, primeiro com grande valentia na luta para o vencer
depois em aceitação e paz, unida a Jesus e desejando o Céu.
«Lembro a irmã Ester sobretudo pelo seu grande espírito de sacrifício e abnegação… pela caridade que manifestava às crianças e aos pais.
Avançava na Organização da Catequese mesmo face às contrariedades.»Adelino Brandão
Avançava na Organização da Catequese mesmo face às contrariedades.»Adelino Brandão
«Sempre participei no Coro da paróquia, mas a certa altura custava-me ir aos ensaios… comecei a faltar muito. Então, um dia que apareci para cantar na Missa veio ter comigo a irmã Ester e disse-me que não o podia fazer. Nunca mais esqueci e percebi: DEVEMOS FAZER TUDO BEM FEITO MESMO AS MAIS PEQUENAS COISAS.»
Fernanda Justo
Fernanda Justo
«A Irmã Ester viveu toda a sua vida a anunciar e a testemunhar a Palavra de Deus. Viveu em pleno a Missão de todo o cristão: Anunciar e testemunhar com o exemplo da sua vida. Foi um modelo de cristão.»
Pe. Manuel Vieira
«A Irmã Ester exercia a sua autoridade com amor, doçura e sabedoria.»
Ana Filipa Melro
«A irmã Ester foi uma pessoa extraordinário que passou pela catequese desta paróquia: Durante alguns anos tive o privilégio de conviver e trabalhar com ela com quem muito aprendi. Era organizadora, metódica e amiga, um exemplo a seguir.»
Edite Vital
«Da irmã Ester recordo sobretudo a sua alegria, e aquela disponibilidade a todos. Tinha uma palavra sempre amiga: conversava muito comigo!»
Naciolinda
Pe. Manuel Vieira
«A Irmã Ester exercia a sua autoridade com amor, doçura e sabedoria.»
Ana Filipa Melro
«A irmã Ester foi uma pessoa extraordinário que passou pela catequese desta paróquia: Durante alguns anos tive o privilégio de conviver e trabalhar com ela com quem muito aprendi. Era organizadora, metódica e amiga, um exemplo a seguir.»
Edite Vital
«Da irmã Ester recordo sobretudo a sua alegria, e aquela disponibilidade a todos. Tinha uma palavra sempre amiga: conversava muito comigo!»
Naciolinda
João Sacristão
Festa de Nossa
Senhora de Tróia (in http://www.alentejolitoral.pt/PortalRegional/Turismo/Patrimonio/Paginas/CapeladeNossaSenhoradeTroia.aspx)
“… João Afonso Lopes (o
"João Sacristão"), homem bem informado e testemunha ocular, afirma
que a última vez que a festa foi feita foi em 1928 – tinha ele 14 anos – e que
não voltou a fazer-se até que, em 1945, os sacristães da cidade, liderados por
ele, retomaram a festa, a 15 de Setembro, presidida pelo padre Nabais, dos
Padres do Coração de Maria, organizando eles a festa até 1947. Em 1948
entregaram-na aos pescadores que a têm organizado até aos dias de hoje”.
“ … em 1945, os quatro sacristãos
da cidade, dos quais se destacou o saudoso João "Sacristão", também
ele de origem varina, retomam a organização da Festa da Tróia, retornando para
sempre à Paróquia de São Sebastião. Já em 1948, a organização é entregue aos
pescadores, os varinos de São Sebastião que ainda hoje a detêm, sendo eles os
principais romeiros desta Festa.” (in http://igrejas-setubal.pt/capela-de-nossa-senhora-do-rosario-de-troia)
O “Ti João” se fosse
vivo faria este ano 100 anos (http://troineiro.blogspot.pt/2014/08/o-ti-joao-se-fosse-vivo-faria-este-ano.html)
Se perguntarem aos habitantes de
Setúbal quem foi João Maria Afonso Lopes, provavelmente a maior parte deles
diziam não conhecer. Se se dissesse que até foi atribuído o seu nome a uma rua
da nossa cidade, lá para os lados da Azeda, muitos deles encolheriam os ombros.
Mas se formos para as bandas das
Fontainhas, Bairro Santos Nicolau e grande parte da zona nascente da cidade e
perguntarmos se alguma vez ouviram falar do “João Sacristão” provavelmente
ouviríamos como resposta: “ele é meu padrinho”. De facto, o “ti João” como eu e
muitos dos escuteiros gostávamos de o tratar apadrinhou centenas, ou milhares
de crianças que foram batizadas na Paróquia de São Sebastião.
Tratava-se de um homem dinâmico e
empreendedor, de estrutura franzina, mas muito rijo, que dedicou grande parte
da sua vida à paróquia de S. Sebastião, em Setúbal.
A quase todos os seus 8 filhos
proporcionou a educação e formação adequada para que pudessem singrar na vida.
Residindo em Setúbal nas
instalações anexas à Igreja de S. Sebastião, onde hoje funcionam os
agrupamentos de escuteiros terrestres e marítimos a certa altura decidiu fazer
a sua própria casa e foi ele que deitou mãos à obra e com toda a família
edificaram uma casa junto à “barreira” posteriormente demolida para ser
construída a avenida onde hoje assistimos à popular Festanima”.
Se hoje temos a Festa da Troia a
ele se deve, tal como se deve a este dinâmico homem o nicho a Nossa Senhora do
Cais, à beira-rio e a capela no bairro do Faralhão, de entre outras
iniciativas.
Se o “ti João” fosse vivo faria
este ano 100 anos e acreditem que são muitos os setubalenses que guardam uma
grata recordação deste homem simples que soube ajudar os mais necessitados como
ninguém e que foi um exemplo de um excelente chefe de família.
Rui Canas Gaspar
Textos autobiográficos
1. História da Capela de Nossa Senhora de
Fátima, Lugar de Santo Ovídio
Em mil
novecentos e cinquenta no mês de Janeiro um pequeno grupo de moradores de Santo
Ovídio, Faralhão, pediu ao Senhor Prior da Freguesia de São Sebastião Setúbal
Padre José Maria Nunes. Esse Lugar estava a uma distância de nove quilómetros
da Paróquia de São Sebastião, que lhes ajudasse a fazer uma pequena capela,
porque já havia muitas crianças e pessoas de idade avançada, era muito longe
para virem à missa ao domingo, não havia carreiras, só transportes das próprias
e mais nada. É uma zona rural, nesta só viviam do trabalho do campo, são quase
todas naturais de Proença-a-Nova. O prior com muitos afazeres do trabalho da
Paróquia não podia, mas prometia. Em mil novecentos e cinquenta e um novamente
esse grupo pede o mesmo sobre a capela no Santo Ovídio, Faralhão. Os trabalhos
aumentavam na Paróquia e ele só único Padre não podia. Tinha muita vontade, mas
dizia havia de se ver. Nessa altura andava muito doente. O sacristão foi sempre
muito amigo do seu Prior e dos paroquianos. Ofereceu-se voluntário para essa
obra. Pediu ao Senhor Prior Padre José Maria Nunes para agir e disse-lhe com a
ajuda de Deus eu prometo-lhe a capela pronta se me der a liberdade. O Senhor
Prior aceitou. No fim do ano de mil novecentos e cinquenta e um, o sacristão
foi ao lugar de Santo Ovídio Faralhão pedir terreno. Foi oferecido terreno pelo
morador mais pobre que lá vivia, seu nome João Farinhas. Não havia dinheiro,
não havia nada. O sacristão foi ao sacrário onde está Jesus vivo. No sacrário
disse-lhe tudo, ofereceu-se todo, a saúde, as forças, a coragem os sacrifícios,
tudo o que viesse a acontecer e o resto tinha o Pai do Céu fazer. Em Janeiro de
mil novecentos e cinquenta e dois deu princípio as despesas. A primeira oferta
foi cinco escudos de uma pobre criada de servir moradora no mesmo lugar.
Organizou a Comissão. Foram os seguintes: Aníbal Alves Farinha, José de Jesus
Lourenço, Manuel de Jesus Lourenço, Manuel Martins Alves, Custódio Alves
Martins, Alfredo Ribeiro, o sacristão João Maria Lopes. Mandou-se fazer blocos
de cimento. Para a construção da capela trabalharam todas as pessoas, crianças,
jovens, pessoas de idade já avançada. Os carros dos serviços deles carregavam
areia, água. A pedra para os caboucos foi do mesmo lugar. Como os moradores
nesse tempo eram muito pobres, a obra foi feita aos domingos. O dirigente da
construção foi o pedreiro Manuel Paulino e José Paulino, moradores no mesmo
lugar. Os homens que tinham feito de pedreiro faziam paredes. Ofertas. A Herdade
da Mourisca ofereceu todas as madeiras em eucalipto para o telhado. As telhas
foram oferecidas e também as portas em ferro pelo Senhor Olímpio Moreira dos
Santos. Organizou-se no mesmo lugar no dia da festa um cortejo de oferendas que
rendeu alguns mil escudos. Assim se foi arranjando o dinheiro para a obra. O
Senhor António Gomes Gautier emprestou dez mil escudos. Foi o único dinheiro
emprestado. Pediu-se esmolas em toda a freguesia. O Governo Civil deu sete mil
escudos.
No dia 13 de Julho de 1952. Inauguração.
Programa da festa o seguinte: às nove horas organizou-se a procissão com o
andor de Nossa Senhora de Fátima. Oferecida a imagem por um grupo de Senhoras
de Setúbal. Foram na procissão todo o povo cristão da freguesia, Irmãs da Casa
de Santana, Irmãs Hospitaleiras, Irmãs da Apresentação de Maria, Escuteiros,
Juventude rapazes e raparigas da Acção Católica da Paróquia, o Sr. Vigário Dr.
Mário Raimundo de Carvalho que fez a bênção da Capela em representação do
Senhor Cardeal Patriarca.
Chegou ao Lugar de Santo Ovídio
Faralhão às onze e trinta horas. Deu-se princípio à celebração Eucarística. Foi
celebrante o Prior Padre José Maria Nunes. No fim da festa houve almoço de
confraternização com todos os que trabalharam para a construção da casa de
Deus.
Assim terminou esta história e da
capela dedicada a Nossa Senhora de Fátima em Santo Ovídio Faralhão. (“A
História” e organizador das obras.)
Só tenho a dizer muito obrigado
ao Pai do Céu por se ter servido deste seu servidor
João Maria Afonso
Lopes
História da Capela de São José no
Bairro Presidente Carmona, hoje Bairro Dr. Afonso Costa.
O Senhor
Cardeal Patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira mandou uma circular a todos os
Párocos do Patriarcado para no mês de Outubro de mil novecentos e cinquenta e
seis fazerem a consagração de todas as crianças das freguesias ao Imaculado
Coração de Maria. O Prior da freguesia de São Sebastião, falando com o seu
sacristão, pediu-lhe que fosse ver o local onde podiam concentrar as crianças
de toda a freguesia de São Sebastião para daí organizar uma procissão com a
imagem de Nossa Senhora de Fátima até à Paróquia. Então o sacristão foi pedir
esta casa emprestada ao Senhor Saturnino António Gameiro, proprietário desta
propriedade, e muito amigo do sacristão. Foi emprestada a casa. O Senhor disse
que até lhe vendia a casa e terreno. Isso ficou na memória do sacristão que,
mais tarde, foi uma realidade. No dia marcado, isto no mês de Outubro de mil
novecentos e cinquenta e seis, fez-se a concentração das crianças neste mesmo
lugar. Juntaram-se umas centenas de crianças de todas as Escolas da freguesia,
desde de sete anos de idade aos catorze anos de idade. Organizou-se a procissão
até à Paróquia de São Sebastião, com o andor de Nossa Senhora de Fátima.
Chegada à freguesia, o Senhor Prior da freguesia Padre José Maria Nunes fez a
consagração das crianças ao Imaculado Coração de Maria, como tinha pedido o
Senhor Cardeal Patriarca. Passada aquela festa, esse sacristão pediu licença ao
seu Prior para agir na compra da casa e terreno para a capela, onde pudesse
ensinar a doutrina Palavra de Deus às crianças daquele Bairro, porque não havia
nada naquela zona onde se pudesse ensinar a Palavra de Deus. Esse servidor da
Igreja foi ter com o proprietário, Senhor Saturnino António Gameiro para lhe
vender a casa e o terreno, custou cinquenta e seis mil escudos, casa e terreno,
sendo a quinze escudos o metro quadrado. Essa mesma pessoa sacristão foi ter
com algumas pessoas seus amigos pedir-lhes emprestado dinheiro para esse fim
tomando ele sacristão a responsabilidade do dinheiro emprestado. Uns
emprestaram mil escudos, outros quinhentos escudos, outros duzentos escudos,
outros cem escudos. Um pescador pobre emprestou também dez mil escudos, um
padeiro pobre emprestou também dez mil escudos. Graças a Deus, arranjou-se todo
o dinheiro.
Fez-se a
escritura a Paróquia de São Sebastião com o Senhor Prior presente Padre José
Maria Nunes. Creio que foi no mês de Fevereiro de mil novecentos e cinquenta e
sete e em dezanove do mês de Março do mesmo ano deu-se início à capela com o
nome de São José. Foi a primeira festa que deu princípio, foi às dezassete
horas com a presença de muitas pessoas do Bairro e da cidade. Terminou esta
história. Só tenho a dizer um muito obrigado ao Pai do Céu por se ter servido
deste seu servidor.
João Maria
Afonso Lopes
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sábado, 18 de julho de 2015
FAZEMOS HOJE MEMÓRIA AGRADECIDA: 40 ANOS DE VIDA! E QUE VIDA!
16
de Julho de 2015
Sé,
18h00
Introdução
à celebração
Celebramos, neste 16 de Julho de
2015, os 40 anos daquele dia em que muitos de nós recebemos jubilosos a notícia
da criação da Diocese de Setúbal. Sua Santidade, o Papa Paulo VI, com a Bula
“Studentes nos”, criava neste dia, em 1975, a nossa Diocese.
O nosso júbilo não nascia de
qualquer desejo de independência em relação ao Patriarcado de Lisboa, em que
tínhamos nascido e vivido na fé e no exercício das várias vocações e
ministérios com que servíamos a nossa querida diocese de Lisboa. Por isso a
saudamos hoje, como diocese mãe, na pessoa do seu Pastor aqui presente, o
Senhor Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente.
Nem subsistia em nós a velha
expectativa surgida no recuado ano de 1926, quando a República criou o distrito
de Setúbal, desmembrando o seu território do distrito de Lisboa, de fazer
corresponder à divisão administrativa a divisão eclesiástica.
A Diocese de Setúbal, como a de
Santarém e, pouco mais tarde a de Viana do Castelo, é fruto da eclesiologia do
Concílio Vaticano II.
“Para se conseguir a finalidade própria da diocese, é preciso que a
natureza da Igreja se manifeste claramente no Povo de Deus que pertence à
diocese (…) Isto exige, quer a conveniente delimitação territorial das dioceses,
quer uma distribuição dos clérigos e dos recursos racional e correspondente às
exigências do apostolado. (…) Portanto,
em matéria de limites das dioceses, o sagrado Concílio dispõe que, na medida em
que o bem das almas o exigir, se realize quanto antes, com prudência, a
conveniente revisão, dividindo ou desmembrando ou unindo dioceses, alterando
limites…” (Christus Dominus, 22,
publicado em Outubro de 1965). Logo em Maio de 1966, o Cardeal Patriarca de
Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, decide criar no Patriarcado três regiões
pastorais – Lisboa, Santarém e Setúbal – e em Julho seguinte – curiosamente no
dia 16 – nomeia os encarregados destas regiões, sendo confiada a Região
Pastoral de Setúbal ao, então, Cónego João Alves, com o ofício de “Vigário
Episcopal”. Em 1967, o Patriarca de Lisboa institui o seu Conselho Presbiteral
e com ele estabelece como prioridade, no contexto da renovação pastoral do
Patriarcado inspirada pelo Concílio, a criação das novas dioceses de Setúbal e
Santarém.
Neste mesmo dia, há quarenta
anos, soubemos quem era o nosso primeiro Bispo. O então Vigário Geral da
Diocese do Porto fora eleito por Paulo VI para primeiro bispo da nova diocese
de Setúbal: D. Manuel da Silva Martins. Também hoje de parabéns.
De parabéns está também esta
magnífica igreja de Santa Maria da Graça que neste mesmo dia, há 40 anos, pela
já mencionada Bula, foi elevada a catedral.
É nesta igreja que estamos
reunidos, comunidade católica, irmãos cristãos de outras Igrejas,
representantes de vários sectores da sociedade. Quisemos convidar-vos para
partilhar convosco este nosso júbilo e agradecer a Deus o dom desta Diocese e
da sua vida de 40 nanos, desde os tenros e agitados anos da sua infância ao seu
crescimento e maturidade, com as alegrias e os sofrimentos, as esperanças e as
angústias, não só dos cristãos, mas de todos os homens e mulheres deste
território em que somos Igreja, em que procuramos ser para todos rosto e luz de
Cristo.
40 anos de vida! E que vida!
Tem sido uma vida de grandes
aprendizagens. Os primeiros tempos foram marcados por muitas dificuldades de ordem
política, ideológica, social e também religiosa. Graves problemas na vida
económica e laboral atingiram particularmente a região na década de 80. Como
sempre acontece nestas situações, porque a Igreja é conduzida e animada pelo
Espírito Santo, os tempos difíceis constituíram grandes desafios para a jovem
diocese. D. Manuel Martins apontou, com o seu ministério atento e corajoso, o
caminho a esta Igreja que lhe fora confiada. Uma Igreja em minoria social, mas
consciente da grandeza da sua missão precisamente numa sociedade conturbada,
para lhe levar, como ninguém o poderia fazer melhor, o Evangelho da justiça, do
respeito pela vida e pelo trabalho, da paz, na solidariedade com os que mais
sofrem, fazendo suas “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias
dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem…” (Cf.
Gaudium et Spes, 1).
Hoje contamos por milhares os
cristãos leigos na nossa Diocese, homens e mulheres, jovens e adultos que
fizeram esta aprendizagem e descobriram a beleza e os desafios do sacerdócio
baptismal, a sua vocações e a missão específicas no mundo e na Igreja.
Muitos destes cristãos leigos
ousaram partilhar a fé e o compromisso na sociedade associando-se em movimentos
e obras que levam para o mundo a alegria e a esperança do Evangelho. É o CNE
com milhares de jovens e crianças. São os Cursilhos de Cristandade com 225
cursos realizados. É o Renovamento Carismático espalhado por toda a parte. São
os Convívios Fraternos ao serviço dos jovens. É o Caminho Catecumenal, o
Movimento da Mensagem de Fátima e tantos outros...
A Igreja diocesana cresceu
particularmente nos serviços de caridade que reúnem mais de cinco mil pessoas
ao serviço dos pobres nos Centros Sociais Paroquiais, na Caritas, nas
Conferências Vicentinas, nos grupos informais por toda a Diocese, nas
Misericórdias e ainda no Vale de Acor, no Centro Jovem Tabor, nos Visitadores
dos Reclusos, nos Visitadores de Doentes, na Casa do Gaiato.
Lembro as novas vigararias (em
1975 eram 4; hoje são sete) e as novas paróquias (em 1975 eram 40; hoje são
57). Lembro a comunicação social: o “Notícias de Setúbal” nas duas etapas da
sua publicação; “A Seara”; e alguns dos meios que infelizmente se extinguiram:
“O Jornal de Almada”; a “Rádio Voz de Almada”; “A Tribuna do Povo”.
Lembro todo o esforço da formação da fé, desde a
iniciação cristã à Escola da Fé, presente em várias vigararias.
Lembro, finalmente, o nascimento
e crescimento da Cúria, do Seminário e dos Conselhos que assessoram o
ministério do Bispo; as peregrinações a Fátima, as Assembleias Diocesanas, as
45 ordenações sacerdotais (em 16 de Julho éramos 40 padres; hoje somos mais de
80), as 15 ordenações de Diáconos Permanentes, as 40 igrejas e locais de culto,
construídas com tanto amor e fé; a entrega do Seminário de Almada e do Cristo
Rei; e tantas outras coisas que Deus conhece e que estão a florescer sem darmos
conta.
Por tudo isto, fazemos hoje
memória agradecida de tudo o que nestes 40 anos Deus fez em nós e por nós.
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