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sexta-feira, 17 de julho de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Vamos celebrar o dia dos 40 anos!
No próximo dia 16 de
Julho, a Diocese de Setúbal está em festa: completam-se 40 anos da
criação da nova diocese, juntamente com a de Santarém.
Foi o Papa Paulo VI, já
declarado Beato pelo Papa Francisco, que neste dia, em 1975, assinou o
documento oficial (Bula) da criação da nossa Diocese, cujas primeiras
palavras, em latim, lhe dão o nome: "Studentes Nos".
Às
18h00, D. Gilberto presidirá, na Sé, a uma solene celebração
eucarística, em agradecimento por este acontecimento e pelos 40 anos já
vividos no serviço do Evangelho neste território que coincide
praticamente com a denominada Península de Setúbal. Participarão os
Bispos das Dioceses da Província Eclesiástica de Lisboa, na qual a nossa
Diocese se integra. Participará o Senhor D. Manuel da Silva Martins,
que neste mesmo dia foi nomeado pelo Papa para 1º Bispo de Setúbal.
No
Centro Paroquial da Anunciada, após um jantar volante, haverá às 2lh30
uma sessão comemorativa dos 40 anos da Diocese, com testemunhos de: D
Manuel Clemente Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Martins, Dra.
Maria das Dores Meira, Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Ir
Maria de Lourdes, das Irmãs da Apresentação de Maria, Dr. João Costa,
Chefe Regional do Corpo Nacional de Escutas de Setúbal e D. Gilberto dos
Reis, Bispo de Setúbal.
A entrada é livre.
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sábado, 27 de junho de 2015
Lurdes Pires Rato: uma memória agradecida de uma catequista da Paróquia da Quinta do Conde, comunidade da Boa Água
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quarta-feira, 24 de junho de 2015
Casal Dias: Paróquia de São José Operário Laranjeiro-Feijó
Nasceu a 9 de Maio de 1933 em Lisboa, na paróquia do Beato.
Morreu 26 de Novembro de 2008 em Setúbal, na paróquia de S. Sebastião-
Setúbal.
Nasceu a 20 de Novembro de 1927 em Lisboa, na paróquia de São
Sebastião da Pedreira.
Morreu 15 de Agosto de 2008 em Setúbal, na paróquia de S. Sebastião -
Setúbal.
Celebraram o seu matrimónio na Igreja Paroquial de
São Bartolomeu do Beato em Lisboa no ano de 1951 e celebraram as suas Bodas de
Ouro no ano de 2001, na igreja de São Sebastião, em Setúbal.
Vieram a viver para o Feijó ainda na década de 50 e
aqui permaneceram cerca de 50 anos!
Durante mais de trinta, foram catequistas nesta paróquia onde deram
um testemunho de autenticidade e, sempre na barbearia ou no salão de
cabeleireira não perdiam a oportunidade de falar do Senhor Jesus.
Ambos de caráter afável dedicaram-se ao anúncio do Evangelho,
como vocação e missão. A eles, durante muitos anos, se entregaram os
adolescentes e jovens que, ainda hoje, guardam nos seus corações a imagem dum
casal sereno, atento aos outros e sempre prontos na escuta e dedicação plena.
Não tendo filhos, conta a única irmã da Alice, a D. Maria João,
que, dum modo muito discreto ajudavam os mais carenciados, “de mãos largas”, já
que, em cada pobre, viam o rosto do Jesus que, na igreja anunciavam.
Na Comunidade paroquial, lembra o pároco de então, Pe. António de Sousa
Oliveira que, na sua simplicidade e discrição criavam nos adolescentes e jovens
a necessidade do Encontro com o Senhor Jesus, ajudando cada um deles (e foram
muitos) no crescimento da Fé.
Ainda lembro a alegria com que os dois receberam, das mãos do
senhor Bispo, D. Gilberto o Diploma dos 25 anos ao serviço da Catequese!
Só quem faz
a experiência do amor de Deus dá catequese como um ato de amor.
Paróquia de São José
Operário Laranjeiro- Feijó
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quarta-feira, 17 de junho de 2015
Paróquia de Cristo Rei: Testemunho do P. José Vicente Martins, S.J.
Quando a 10.01.1993 tomei posse do
cargo de Pároco do Pragal, vindo da Paróquia de S. João Evangelista, onde
estivera desde 03.03.1974, não entrava em terreno completamente desconhecido,
por conhecer bem o P.Norberto Martins S.J. que fora meu Companheiro de
Noviciado da Companhia de Jesus durante algum tempo.
Como “Comunidade de Fiéis”, a
Paróquia de Cristo Rei partia de uma realidade já bastante trabalhada e
prometedora, acompanhada por diversos Sacerdotes, que por passaram e por ordem recordamos:
- Pe. José do Carmo Vicente, que
foi o pioneiro da reconstrução da “Ermida” totalmente degradada depois de 1910
e finalmente devolvida ao Culto em 1957.
- Pe. Camilo Neves Martins, que
alugou na Rua Fernão Lourenço um armazém, para funcionar como “Salas das
Torcatas”.
- Pe. Norberto Martins S.J nomeado
1º Pároco em 1976 e que já em 1973 começara a fazer diligências para conseguir
um lugar de Culto na Qtª de S. Francisco de Borja, anexa à Igreja Matriz, a
Igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens.
- Pe. José Afonso Marques Pinto
S.J.- 2º Pároco do Pragal, nomeado a 23.10.1983 que deu início ao Centro Social
Paroquial, instalado na R. da Bela Vista, em lojas cedidas pelo IGAPHE em
regime de comodato.
- P.José Vicente Martins S.J. nomeado
como o 3º Pároco a 22.11. 1982.
A Paróquia de Cristo Rei do
Pragal, com a Igreja Matriz da “Ermida”, começou extraordinariamente pobre em
estruturas e equipamentos, com 3 lugares de Culto muito escassos e distantes,
embora a cedência da Qtª de S. Francisco de Borja pelo IGAPHE em 1989, tivesse
melhorado significativamente a situação quanto aos espaços disponíveis. No
entanto, na minha maneira de ver, havia muito que trabalhar, e convencer
pessoas responsáveis quanto a tornar possível a acelerar o projecto da divisão
da Paróquia, logo que estivessem reunidas condições para isso, assunto que foi
apresentado ao Bispo com a força que tinha quando a Paróquia cumpria já os seus
25 anos de existência. Cinco anos depois, quando se completava o 30º
aniversário da Paróquia de Cristo Rei - Pragal, estava finalmente criada a
Paróquia de S. Francisco Xavier da Caparica, por decreto de D. Gilberto Bispo
de Setúbal, datado de 29 de Julho de 2006 na Solenidade dos Apóstolos S. Pedro
e S. Paulo, tomando posse da nova Paróquia o seu 1º Pároco a 15 de Outubro
desse mesmo ano o P. José Pires S.J.
Podia
respirar-se um pouco melhor na Paróquia do Pragal. A dignificação e recuperação
da pequena Igreja Matriz impunham-se como primeiríssima preocupação, mas tudo o
que nessa altura de concreto se conseguiu após mais de dois anos de diligências
para se obter o terreno e a execução da obra, foi o Largo Fronteiro à fachada
da Ermida a que se deu o nome de “Largo Armindo dos Santos”, Excelente Autarca
Presidente da Junta Pragal e inesquecível amigo que a morte levou cedo.
Com a aprovação da Câmara, estava
assim aberto finalmente e em definitivo o caminho para podermos concorrer a um
subsídio de apoio à construção. Com o custo orçamentado em 335.000€ + Iva;
pedia-se o subsídio de 225.000€, ficando a importância de 110.000€ que a boa
vontade de todos ajudaria a conseguir.
Não deixava de pairar uma forte
suspeita de a Paróquia estar a ser empurrada para um ciclo infindável de
agravamento sucessivo de custos. Foi assim que em desespero de causa, cansados
de esperar agarrados a falsas expectativas, desenganados de quem tudo adiava
sem ao menos inquirir sobre as reais necessidades vendo os custos a aumentar
exageradamente, a Paróquia resolveu enfrentar a obra endividando-se com um
empréstimo bancário, prescindindo de subsídios governamentais que melhor fora
tivessem sido negados logo à partida.
Mas... que se pretendia fazer (ou melhorar) no Pragal?
1. Ampliação do interior da Igreja: não em profundidade mas em largura a duplicar o espaço, com um
arranjo da Capela - Mor a condizer com o Sacrário e com a Cruz, de maneira que
o Sacrário ficasse à vista de toda a Assembleia, atraindo a sua atenção.
2. Criação de duas Capelas Mortuárias: dispondo de todos os
requisitos de higiene, salubridade, iluminação, ventilação e funcionalidade
requeridos para o bom desempenho da sua finalidade.
3. Criação de uma Residência Paroquial: Com hall de entrada, quarto,
sala de estar, cozinha e instalações sanitárias.
4. Criação de uma sala de estar; ao nível do piso da Igreja e outra
em nível superior, ambas com superfície bastante desafogada e com sentido de
aproveitamento funcional.
5. Sala-Cave: Aproveitamento do desnível exterior como
sala-multiusos para convívio. Festas, etc. com acesso exterior.
6. Gabinete e Secretaria: ao nível de entrada na Igreja e com casa de
banho para acesso público, com acesso exterior.
7. Escada de acesso ao coro: Escada em caracol a partir do interior da
Igreja sem lhe diminuir a capacidade, e ampliado o côro a capacidade da Igreja.
Não foi obra simples. Não foi
também a grande solução para o Pragal de hoje, porque não houve a capacidade
(30 anos antes) com a preocupação de futuro, quando tudo era possível. Mas foi
a obra possível e inadiável nas condições já descritas, tendo-se conseguido um
ganho bastante significativo relativamente ao aspecto funcional e ao
aproveitamento dos espaços que se criaram.
Não foi também obra barata, para
as fracas posses da Paróquia, porque a transformação a fazer era muito grande e
necessariamente cara. Mas foi uma obra feita com amor e sacrifício que muitos
julgavam impossível,
Concluída a obra no tempo
previsto, fez-se a inauguração solene no dia 18 de Outubro de 2005 em cerimónia
presidida pelo Sr. Bispo de Setúbal acompanhado por oito Padres Concelebrantes
e uma grande assistência que o espaço não conseguiu conter na totalidade, e a
presença da Ex.ma Presidente da Câmara de Almada, Presidentes das Juntas de
Freguesias de Almada, pessoal da Empresa Construtora (Alves Ribeiro) e muitas
outras pessoas gradas do meio.
Nem só o dinheiro era necessário.
Quantos anónimos depositaram as suas economias para que tudo ficasse pago como
ficou. Valeu a pena? O Coração diz-me que sim! E os amigos que tanto ajudaram
com o seu testemunho e o seu dinheiro, dizem-me o mesmo. Ficou tudo feito?
Claro que não, porque nada é perfeito. Mas valeu a pena o esforço e até a saúde
que por lá foi ficando. O que nesta altura me dá imensa alegria é o Pragal ter
sido entregue a quem foi. O Padre Horácio Noronha que na minha invalidez me
substituiu, é a pessoa certa para estimular a população do Pragal, a viver em
sintonia com o Amor que Deus espera de cada um, aquele Amor que S. Paulo nos
diz que não acaba nunca e que está acima de tudo.
Obrigado P, Horácio e que a
população do Pragal acompanhe sempre o seu trabalho como acompanhou o meu, de
maneira que hoje eu sinta uma Saudade que não sei descrever!
P. José Vicente Martins S.J.
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