Mensagem e Bênção Apostólica de Sua Santidade o Papa Francisco para casais aniversariantes dos 25, 40 e 50 anos de Matrimónio, no Dia Diocesano da Família, decorrido no Seminário de São Paulo de Almada, no ano em que a Diocese comemora os seus 40 anos.
domingo, 18 de janeiro de 2015
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Carmita Fortuna:
«Senhor, que eu não gaste inutilmente o tempo que me dás. Que saiba viver uma Vida cheia de Amor. Que eu saiba cumprir a Vontade do Pai e serei feliz, feliz!»
Cármen Antunes de Matos Fortuna, Carmita,
nasceu em Quinta do Anjo, (Portugal), no dia 14 de Julho de 1937, no
seio de uma família católica com poucos recursos económicos. Foi a
décima primeira de 12 irmãos.
Aos 19 anos Carmita decidiu seguir o seu sonho, de se tornar uma "'mãe de família" para crianças que tinham sido abandonadas.
Em Maio de 1959, com apenas 21 anos, adotou o primeiro "filho", tinha apenas 20 dias e estava condenado a morrer de fome devido a falta de cuidados por parte da mãe, que era deficiente mental. Esta decisão da Carmita não for muito bem vista pelos que com ela conviviam, pois consideravam-na muito nova para assumir tamanha responsabilidade. Aquando da adoção da segunda "filha" com 7 anos, a Francelina, a reação geral já foi mais moderada, todavia, muitos não compreendiam como é que alguém era capaz de dedicar toda a sua vida a crianças que ninguém desejava. A adoção da terceira criança, a Gracinha, com apenas 15 meses, ainda não andava devido à fome qua sempre passara, foi um escândalo. Viu-se obrigada a abandonar o curso do Magistério e o seu emprego, no Sanatório do Outão, onde era secretaria. Algum tempo mais tarde, recebeu mais três irmãos (dois rapazes e urna rapariga) tinham 1, 6 e 10 anos respetivamente. No total, Carmita acolheu 6 crianças.
Foi internada no Instituto Português de Oncologia (IPO), pela primeira vês aos 22 anos, sendo-lhe diagnosticado cancro da mama. Era considerada um "Anjo Bom" para muitos que como ela se encontravam internados no IPO e graças ao seu singular poder de comunicabilidade e de estabelecer amizades, foi um verdadeiro exemplo de fé e perseverança, para muitos que estavam confinados a vaguear pelos corredores do IPO sem qualquer réstia de esperança. Soube transformar a sua vida num exercício constante de apostolado na escola, no emprego, junto dos amigos, na vizinhança, no hospital, em toda a parte; pela palavra, pela amizade, pelo amor...
Também se comprometeu em vários movimentos apostólicos organizados, como, a J.A.C.F (Juventude Agrária Católica Feminina) a nos Cursilhos de Cristandade; a todos marcou profundamente, não só pela sua fé, mas sobretudo pela sua coragem e audácia. Nunca se "entregou" à doença e manteve toda a sua vivacidade e entusiasmo contagiantes até aos últimos dias que permaneceu na terra.
A 14 de Maio de 1980, voltou para junto do Pai, deixando em todos os que com ela conviveram uma lição e um exemplo inestimável do valor do Amor e do viver para os outros.
Testemunho de Mário da Silva Moura
Aos 19 anos Carmita decidiu seguir o seu sonho, de se tornar uma "'mãe de família" para crianças que tinham sido abandonadas.
Em Maio de 1959, com apenas 21 anos, adotou o primeiro "filho", tinha apenas 20 dias e estava condenado a morrer de fome devido a falta de cuidados por parte da mãe, que era deficiente mental. Esta decisão da Carmita não for muito bem vista pelos que com ela conviviam, pois consideravam-na muito nova para assumir tamanha responsabilidade. Aquando da adoção da segunda "filha" com 7 anos, a Francelina, a reação geral já foi mais moderada, todavia, muitos não compreendiam como é que alguém era capaz de dedicar toda a sua vida a crianças que ninguém desejava. A adoção da terceira criança, a Gracinha, com apenas 15 meses, ainda não andava devido à fome qua sempre passara, foi um escândalo. Viu-se obrigada a abandonar o curso do Magistério e o seu emprego, no Sanatório do Outão, onde era secretaria. Algum tempo mais tarde, recebeu mais três irmãos (dois rapazes e urna rapariga) tinham 1, 6 e 10 anos respetivamente. No total, Carmita acolheu 6 crianças.
Foi internada no Instituto Português de Oncologia (IPO), pela primeira vês aos 22 anos, sendo-lhe diagnosticado cancro da mama. Era considerada um "Anjo Bom" para muitos que como ela se encontravam internados no IPO e graças ao seu singular poder de comunicabilidade e de estabelecer amizades, foi um verdadeiro exemplo de fé e perseverança, para muitos que estavam confinados a vaguear pelos corredores do IPO sem qualquer réstia de esperança. Soube transformar a sua vida num exercício constante de apostolado na escola, no emprego, junto dos amigos, na vizinhança, no hospital, em toda a parte; pela palavra, pela amizade, pelo amor...
Também se comprometeu em vários movimentos apostólicos organizados, como, a J.A.C.F (Juventude Agrária Católica Feminina) a nos Cursilhos de Cristandade; a todos marcou profundamente, não só pela sua fé, mas sobretudo pela sua coragem e audácia. Nunca se "entregou" à doença e manteve toda a sua vivacidade e entusiasmo contagiantes até aos últimos dias que permaneceu na terra.
A 14 de Maio de 1980, voltou para junto do Pai, deixando em todos os que com ela conviveram uma lição e um exemplo inestimável do valor do Amor e do viver para os outros.
Testemunho de Mário da Silva Moura
Comecei a trabalhar no serviço de urgência do Hospital do Espírito Santo em 1953.
Atendia a qualquer hora as muitas pessoas que necessitavam de assistência para si ou para familiares, de noite ou de dia.
Uma
ou duas vezes atendi uma jovem mãe com um qualquer problema num filho
que trazia ao colo, mas despertou-me a atenção que das duas vezes a
criança não era a mesma.
Muito atento aos problemas de
relacionamento com os pacientes e a sua maneira de actuar, verifiquei
que aquela mãe era duma ternura extrema para com os seus filhos apesar
da sua franzina juventude.
O
tempo ia passando e esta presença repetiu-se mais algumas vezes pelo
que resolvi indagar de quem se tratava. Disseram-me então, para meu
espanto, que era uma menina da Quinta do Anjo que deixara a sua própria
profissão para acolher crianças abandonadas ou filhas de pais sem
condições para as criar (prostitutas, alcoólicos, etc.).
Eu
era ateu nessa altura e estava muito atento a actos de caridade que me
apareciam no meu dia-a-dia - a bondade e o amor eram para mim algo de
muito importante e tocavam-me no coração de maneira especial.
Estas
presenças da Cármen Fortuna no banco do hospital foram alguns dos
factos que mais contribuíram para vencer os meus problemas com Deus.
Assim
comecei a ouvir falar e a conhecer a Carmita, como era conhecida,
impressionado com a sua capacidade de entrega aos outros e mais
impressionado ainda com toda a sua história de vida e a amorosidade que
irradiava.
Fui
também sabendo que pertencia a uma família de excepcionais
características de preocupação com os outros e de vida cristã
irrepreensível.
**
Ao
fim de alguns anos com o acumular de testemunhos com este e após um
Curso de Cristandade, acabei mesmo por aceitar que Deus residia nos
nossos corações e que Jesus Cristo fora a Sua incarnação e continuava
connosco.
E eram exemplos como o da Cármen Fortuna que davam corpo a esta verdade.
E
de novo vim a contactar, agora com mais assiduidade e com outros olhos,
com a Carmita que também acabou por frequentar um Cursilho na sua ânsia
de entrega aos outros vindo a ser Reitora de cursos. Relembro como se
apresentava nas reuniões como “mãe solteira, com seis filhos, um de cada
pai!”, deixando toda a gente atónita até entender o que esta
apresentação continha de substancia caritativa e de presença do Deus
vivo!
Recordo
também com encarou uma doença grave que a atingiu, como impressionava
as pessoas com a sua aceitação do sofrimento (a sua Cruz!) e como
animava as pessoas com quem convivia, até nos tempos do seu internamento
hospitalar onde a sua acção apostólica ficou notabilizada – um
testemunho exemplar, digno duma verdadeira santa!
A
todos os que com ela conviviam era contagiante esta ternura, este
espírito de entrega, esta alegria de viver, esta aceitação do sofrimento
em oblação de si própria pelo bem dos outros, neste mundo tão cheio de
miséria e de egoísmo.
Até
aos seus últimos momentos, com sofrimento, se manteve fiel à sua Fé e à
sua doação – o velório do seu corpo e o seu funeral foram verdadeiras
homenagens a ela e ao Deus que a animava e sempre lhe orientou os seus
passos. Foi uma manifestação de Fé extraordinária que impressionou e
comoveu todos os que participaram em tal cerimónia fúnebre, cheia de
cânticos, de alegria, ao som da leitura de versos escritos pela Carmita.
Um ambiente daqueles só foi possível porque o Espírito Santo pairava sobre aquela verdadeira santa.
**
Tomei
depois conhecimento mais pormenorizado sobre a sua forma de vida e
sobre a sua maneira de ser através dum livro escrito por um dos seus
irmãos.
Mas o que escrevi acima é que é o meu verdadeiro testemunho, saído do meu coração, sobre a Carmita.
Entendo
que já se devia ter tomado a iniciativa de abrir um processo de
beatificação de Cármen de Matos Fortuna – a nossa Igreja necessita de
santos verdadeiros que deram sempre testemunho do Amor aos outros em
todas as circunstâncias da vida, indo como Cristo até a entrega da
própria vida.
Fonte: carmita.org
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Aliança de Misericórdia, numa diocese da Misericórdia
O movimento Aliança de Misericórdia caracteriza-se
por uma vivência e um anúncio ardoroso da Misericórdia de Deus, para com todos
os pobres, sejam eles material ou espiritualmente, tendo sua origem no Brasil e
presente em mais 6 países (Portugal, Itália, Bélgica, Polónia, Venezuela e
Republica Dominicana).
Atendendo ao
convite de fazermos memória da nossa história e relaciona-la com a historia da
nossa Diocese, vejo que apesar de pouco tempo, poderíamos escrever alguns
livros e ainda seriam poucos para relatar o milagre que testemunhamos
diariamente nesta Terra de Santa Maria.
Por muito
tempo caminhávamos à procura de um espaço em que pudéssemos desenvolver a Evangelização
de acordo com que o nosso carisma exige e, portanto, chegando a esta igreja
local, encontramos mais que um espaço físico…. Encontramos uma Igreja em saída…uma Igreja da
Misericórdia.
Fizemos uma
proposta de Evangelização para nosso Bispo Dom Gilberto que, após um tempo de
discernimento, aprovou e acolheu a comunidade, iniciando assim uma nova fase da
missão em solo lusitano. Logo nos foi apresentada a Quinta-do-Álamo, um espaço
muito amplo e próximo daquilo que Nosso Senhor nos inspirava para a Missão
nesta Igreja. Começamos um período de conversações a fim de chegarmos a um
acordo sobre como seria a nossa permanência neste local.
Chegando a
bom termo, viemos habitar na Quinta-do-Álamo e de maneira impressionante, Deus
nos surpreendia com a sua providência divina. Em menos de um ano, dia após dia,
assistimos o milagre acontecer, pois antes de morarmos no Álamo, residíamos em
casas arrendadas em Lisboa e quando partimos para o Seixal não tínhamos muita
coisa para trazer. Basicamente tínhamos as nossas roupas e um carro, pois os móveis
e demais objetos pertenciam aos proprietários das devidas casas.
Mas na
certeza que a vida de despojamento atrai, porque é uma vida à maneira da Vida
De Cristo, aquele que não tinha onde reclinar a cabeça, em pouco tempo muitas
pessoas foram se aproximando da comunidade, fosse para estar connosco algum
momento do dia, fosse para rezar ou ir à capelinha de oração… bem como pessoas
que chegaram e foram sinais da Providencia Divina. Pouco a pouco fomos
melhorando a estrutura da casa, de modo a criar melhores ambientes para o bom
desenvolvimento da comunidade e para a Evangelização. Se no início morávamos um
tanto apertados e até mesmo improvisando cómodos, um ano depois temos a graça
de estar melhor instalados e com a possibilidade de acolher quem bate à nossa
porta. Como dizia certa vez um jovem que encontramos nos bares do Seixal, numa
noite de Missão, estando ele naquela realidade das drogas, que não sabia que a
Igreja Católica saía às ruas para falar com os jovens e que estava realmente
surpreso e agradecido por o terem escutado sem o terem julgado por aquilo que
fazia ou o modo como vivia.
“Acreditamos que
ninguém é tão pobre que não tenha algo para dar e nem tão rico que não tenha
algo para receber.”
Esta é nossa breve história mas em tudo damos Graças, e por esta Diocese
de Setúbal que ao longo desses 40 anos gerou muitas vidas para a Igreja,
contribuindo para a construção de um Mundo Novo, a que chamamos de “
Civilização do Amor”.
Portanto
como família diocesana digamos juntos:
“ Igreja de Setúbal,
com Maria Alegra-te e Evangeliza”
Deus nos abençoe,
Missionário Luiz
Comunidade Aliança de Misericórdia
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Oração de D. Gilberto para os 40 anos da Diocese: leitura e interpretação teológico-pastoral
Pai Santo,
Somos a Igreja de Setúbal
que reúnes e animas
pelos braços do Teu Filho e do
Espírito Santo
e que quer celebrar quarenta anos
de Diocese.
= Somos a Igreja de Setúbal
À boa
maneira paulina, se
refere que a Igreja está, vive e faz-se num contexto
sócio/geográfico muito
concreto. Aqui se refere a realidade diocesana, onde cada um se
sente parte dos
outros que consigo caminham, sofrem, alegram-se, vivendo a graça
do perdão e da
comunidade.
As paróquias
só têm
sentido se estiverem em comunhão com a Diocese.
= Que reúnes e animas...
A ‘Igreja’ é
a reunião
dos irmãos, cuja expressão máxima se exprime na eucaristia.
Reunião e animação
que não dependem só dos fatores humanos nem dos ingredientes
sociais.
= Pelos braços do Teu Filho e do
Espírito Santo
Na linguagem
dos padres
da Igreja, nós somos ‘um povo unido pela unidade do Pai e do
Filho no Espírito
Santo’ (cfr. LG 4). Deste modo a Igreja é o ícone da Santíssima
Trindade, onde
o Pai e o Filho e o Espírito santo constroem e animam a vida dos
cristãos e a
comunhão das instituições.
= Que quer celebrar 40 anos de
Diocese
Somos uma
Igreja no
espaço e no tempo, com história e com memória...no passado e com
presente!
Pai santo,
nesta hora feliz, damos-te graças
por tantas pessoas, instituições
e acontecimentos,
que são sinais do Teu amor por
nós.
= Pai santo, nesta hora feliz,
damos-te graças
A celebração
dos 40 anos
da Diocese de Setúbal é um momento de felicidade de índole
espiritual e motivo
de ação de graças… sendo a eucaristia uma dos expoentes máximos
dessa vivência
de gratuidade e de agradecimento pela ação da graça de Deus
nesta porção do
povo de Deus.
= Por tantas pessoas,
instituições e acontecimentos
Eis uma
pequena (mas
significativa) lista de motivos para esta ação de graças, como
diocese: as
pessoas que habitam entre o Tejo e o Sado que se esforçam por
fazerem parte
desta Igreja; as instituições tanto de natureza civil como
eclesial ou mesmo
associativas e imensos acontecimentos que decorreram nestes 40
anos, tantos
agradáveis como difíceis… tudo faz parte da vida e fez caminho
de vida nesta e
para esta Igreja.
= Que são sinais do teu amor por
nós
Eis uma
leitura urgente a
fazer: ver tudo como sinal de Deus, nada é desperdiçado nem
ninguém é excluído
da nossa história pessoal e familiar, social e eclesial. Se
tivéssemos, assim,
uma visão de fé, pela esperança e na caridade tudo seria bem
interpretado em
Deus… para louvor d’Aquele para Quem tudo concorre para o bem
daqueles que O
amam!
E pedimos-te
a paixão pela santidade,
a fé viva alimentada pela Palavra
e pela
Eucaristia
e um coração acolhedor de todos,
sobretudo dos
pobres.
= Pedimos-te a paixão pela
santidade
Iniciamos
uma série de
‘pedidos’ (intercessões e petições) para todos como Igreja e não
meramente para
cada um de forma isolada. Somos um corpo de Cristo santificado
pelo poder do
Espírito Santo. É, por isso, que solicitamos ao Pai que derrame
o seu Espírito
de santidade em nós, como diz o concílio Vaticano II, ‘santa
Igreja dos
pecadores’ (LG 48), isto é santa na sua natureza embora pecadora
nos seus
membros.
Mais do que
uma qualidade
da Igreja, a santidade que suplicamos é uma condição de
afirmação dos cristãos
no mundo: santos embora sujeitos à condição terrena de tentados
e de pecadores.
Temos de
assumir a
‘paixão pela santidade’ e isso fará de cada um de nós e de todos
nós um povo
marcado pela unção da santidade na vida de cada dia.
= A fé viva alimentada pela
Palavra…
O cristão
alimenta-se do
‘pão da vida’ seja na Palavra de Deus, revelada na Sagrada
Escritura, seja pelo
anúncio evangelizador da mesma Palavra na Igreja. Precisamos de
ultrapassar o
défice de conhecimentos da Bíblia, lendo, escutando, meditando e
rezando a
Mensagem da salvação que nos é comunicada na Palavra de Deus
escrita e na
Tradição. Não podemos continuar a ser ignorantes daquilo que
Deus nos diz na
Sua Palavra.
Em cada
idade temos de
acertar com o ritmo da nossa consciencialização humana e a
aferição do nosso viver
com a Palavra de Deus viva e eficaz… Certamente já crescemos
muito, mas ainda
nos falta muito mais.
= … e pela Eucaristia
À boa
maneira dos
primeiros cristãos precisamos, hoje, de dizer e viver: não
podemos viver sem a
eucaristia, sobretudo dominical. Os dados de afastamento da
prática da
eucaristia de domingo são preocupantes: seremos cerca de 4% em
relação à
população residente na área da diocese – 31.413 praticantes em
779.373
habitantes…
A chama do
encontro com
Cristo está muito fragilizada e, por isso, com muita facilidade
se deixa ou
abandona a missa de domingo… De fato, há mais igrejas, nestes 40
anos de
diocese, mas os praticantes não cresceram tanto quanto era
suposto… Há muita
coisa a corrigir com verdade e humildade, dando testemunho da
celebração da
missa dominical, que dá sabor e alegria à nossa vida.
= Um coração acolhedor de todos…
Numa igreja
minoritária
há que mudar de estratégias, pois quem chega precisa de ser
acolhido.
Falta-nos. Normalmente, um serviço de acolhimento – desde a sua
expressão mais
simplista até à mais delicada – de quem nos procura, inserido
numa visão de
saber receber, aprender a escutar, ter tempo para explicar,
incluir e enquadrar
quem chega… Mais do que um cliente, esse/a que nos procura é um
irmão ou uma
irmã em quem Cristo está presente… seja conhecido ou
desconhecido!
= … sobretudo dos pobres
Estes são os
mais
frágeis, os vulneráveis, os desempregados, as vítimas dos
vícios, do desprezo…
sem comida, sem casa (ou com a renda em atraso), sem água nem
eletricidade…
Esse pobre tem de ser acolhido com coração compassivo e
misericordioso, não
atendendo a quem é, mas a Quem ele represente, Jesus pobre e
necessitado.
Pedimos-te
a graça de crescer como
comunidade,
onde cada um se sinta amado
e se torne pedra viva e lugar de
acolhimento.
= A graça de crescer como
comunidade
Desde logo
vale a pena
ver a composição desta palavra: comum – unidade, isto é,
tentarmos viver na
comum unidade de irmãos na mesma fé a partir do mesmo Cristo em
Igreja… Embora
se possa dizer muito esta palavra, ela é, antes de tudo, uma
dinâmica que se
alicerça num coração convertido a Jesus e aos outros. Pois, os
outros são a
nossa componente de caminhada para crescermos – claro com
atritos e diferenças
– e não para nos ofendermos ou melindrarmos…
‘Crescer’
implica vida e
dificuldade e, por vezes, esse crescimento traz crises, tendo em
conta a
etimologia desta palavra: momento de decisão, faculdade de
distinguir, decisão…
Todos nós temos de passar por crises de crescimento – na idade,
na personalidade,
na maturidade – e, se acontece nas pessoas, também acontecerá na
convivência
com outros.
Temos
consciência de
crescer como comunidade? Ou será que vivemos num certo ambiente
tão pacato que
mais parece um cemitério?
Crescer como
comunidade
implica conversão contínua e humilde… e precisamos de pedi-lo a
Deus.
= Onde cada um se sinta amado
Ninguém se
sente bem,
seja onde for ou com quem for, se não se sentir amado, que é
muito mais do que
tolerado ou aturado… Ora, nós pedimos que, em comunidade, vamos
crescendo em
atitude de estima e acolhimento e ainda onde cada pessoa seja
vista como é e
não a partir dos adereços sociais, de instrução ou até de
pretensão.
O desafio é
alto e
urgente, mas as etapas estão-nos acessíveis e à nossa
disposição: à semelhança de
Jesus temos de amar e de ser amados, ou como tem dito o Papa
Francisco: cuidar
e deixar-se cuidar… aprendendo a perdoar os erros e falhas dos
outros para
sermos também nós perdoados pelos outros, sobretudo pelos que
nos conhecem (ou
vão conhecendo) melhor.
= E se torne pedra viva…
Ser pedra
viva do templo
do Senhor, que é Igreja, é estar consciente da sua vocação e
missão na Igreja e
mesmo no mundo, pois só assim nos sentimos parte uns dos outros
e criadores de
comunhão à nossa volta. Não pode haver cristãos-sanguessuga,
isto é que vivem à
custa dos outros, nada fazem e quase tudo e todos criticam.
Temos de descobrir
e exercer os carismas que Deus nos concedeu para o crescimento
da
comunidade-Igreja.
=… e lugar de acolhimento
Tendo sido
acolhido,
agora se reveste a mesma atitude: mais do que retribuir o que
nos deram,
devemos estar de coração aberto para acolher como Jesus. As
figuras do
samaritano (Lc 10,29-37) e da samaritana (Jo 4,1-42) podem
servir-nos de
modelos para viver este exercício contínuo de acolhimento: como
cuidado pelos
mais frágeis e como anunciadores do encontro com Jesus, que nos
mudou a nossa
vida.
Pedimos-te
que, guiados pelo Espírito de
Jesus,
sejamos ‘Igreja em saída’
a anunciar a todos a alegria do
Evangelho.
= Guiados pelo Espírito de Jesus
Ungidos,
somos enviados.
Com efeito, o evangelho está contido entre duas palavras de
Jesus: ‘vinde’ e
‘ide’… vinde após Mim e farei de vós pescadores de homens…E Eu
envio!
Novamente
pedimos ao Pai
que, por Jesus, vivamos a dinâmica do envio, isto é, da missão.
Não podemos ser
cristãos só do templo, pois poderemos ser encurralados na
sacristia, mas,
partir da celebração da eucaristia, partimos para a missão. Nas
palavras do
Papa João Paulo II: da missa para a missão, isto é, a missa
começa quando acaba
a celebra-ção da eucaristia, esta faz-se presença e testemunho.
Quem nos faz
viver isso é o Espírito de Jesus, esse mesmo que O conduziu na
sua vida pública
de anúncio do Reino messiânico.
= Sejamos ‘Igreja em saída’
Esta
expressão tem sido
muito difundida pelo Papa Francisco. Diz-se na ‘Alegria do
Evangelho’ : «Na
Palavra de Deus, aparece constantemente este dinamismo de
‘saída’, que Deus
quer provocar nos crentes (…) Que a pastoral ordinária em todas
as suas
instâncias seja comunicativa e aberta, que coloque os agentes
pastorais em
atitude constante de ‘saída’ e, assim, favoreça a resposta
positiva de todos
aqueles a quem Jesus oferece a sua amizade» (EG 20.27).
Desta forma
estar em
saída faz com que deixemos as amarras de segurança rotineira e
as certezas duma
fé cristalizada, para podermos entrar na aventura de novos
horizontes e
diferentes campos de intervenção… sem o cheiro a cera ou a
pescar no aquário.
= A anunciar a todos a alegria do
Evangelho
Este pedido
é muito mais
do que entender o que o Papa nos diz na exortação que nos faz
ler e meditar com
o mesmo nome. Este pedido é fazer com que o Evangelho seja isso
que significa:
boa nova para todos… sem anátemas nem excomunhões, tanto para
fora como para
dentro do espaço eclesial.
Há tantos
campos e
esferas de intervenção que só pela alegria d Evangelho poderemos
penetrar com
confiança e verdade. Como dizia recentemente o Papa: ‘nunca um
santo teve uma
cara de enterro. Os santos sempre tiveram o rosto da alegria,
ou, pelo menos, o
rosto da paz’!
Pedimos-te, com Maria,
um coração orante e tão cheio do
teu amor
que encha de alegria as pessoas
que encontramos.
Ámen.
= Pedimos-te com Maria
À boa
maneira das mais
recentes intervenções dos Papas, o nosso Bispo coloca, o final
desta oração,
aos cuidados de Nossa Senhora. Com efeito, Ela é a mãe, a
protetora e a
intercessora da nossa caminhada em Igreja e como Igreja
diocesana, as famílias
e as pessoas… tanto as crentes como todas as outras que vivem
neste espaço
diocesano.
= Um coração orante…
Depois de
pedirmos um
coração santo, um coração acolhedor e um coração ungido pelo
Espírito Santo,
queremos viver tudo isto com um coração orante, isto é, que vê,
acolhe, aceita
e contempla a presença de Deus nas coisas, nos acontecimentos,
nas pessoas e na
história… Rezamos com tudo e rezamos por tudo o que nos
acontece.
= …e tão cheio do teu amor
É Deus quem
preenche as
nossas lacunas e infidelidades pela fidelidade Maria, com Ela,
por Ela e n’Ela.
A cheia de graça derrama sobre nós as graças e bênçãos divinas,
hoje e para
sempre.
= Que encha de alegria as pessoas
que encontramos
Do trono da
graça – que é
por excelência Jesus e por participação especial Nossa Senhora –
se derramam as
bênçãos do Céu sobre a Terra, como lugar de provação, de anúncio
e de
testemunho. A paz e a alegria se derramem na nossa vida e
através de nós, como
portadores da bênção, se irradiem onde quer que se encontre um
cristão.
Amen!
António Sílvio Couto
(10.janeiro.2015)
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Seminário de São Paulo de Almada
O Seminário de São Paulo de Almada foi fundado como seminário do Patriarcado de Lisboa no ano de 1935, mas já antes a casa contava com um rico historial, de grande relevo na vida de Portugal e de toda a zona circundante de Lisboa. Assim, a vida desta belíssima casa começa no já longínquo ano de 1569, com a fundação do Convento Dominicano de São Paulo de Almada por Frei Francisco Foreiro, insígne teólogo que se distinguiu no Concílio de Trento, e então Provincial da sua Ordem no nosso país, que nele viria a falecer e ser sepultado em 1581, onde ainda hoje se encontra.
Em 1755, o Convento sofre grandes danos, e só a Igreja é restaurada quase de imediato, motivo pelo qual passa a sede da paróquia de Nª Sª da Assunção do Castelo, cuja igreja havia caído com o sismo. Dez anos depois, e porque as condições nunca mais foram as mesmas desde aquele catalismo, os Frades Pregadores abandonam o Convento de São Paulo.Começa aqui o rol das muitas tribulações e mãos pelas quais o Convento passou. Em 1775, os Dominicanos vendem a quinta a um industrial francês, François Palyart, e a casa conventual, em 1776 aparece já na posse das Ordens Militares, que por sua vez, e ainda no mesmo ano, a tornam a vender, desta feita ao mesmo francês que já tinha comprado a quinta. A igreja e uma das alas do convento ficaram para a paróquia.Com o decreto de extinção das Ordens Religiosas de 1834, os bens dessas instituições passam a fazer parte do património estatal, mas isso em nada afecta a Igreja de São Paulo, que era paroquial e não de ordem religiosa. Mas no ano seguinte, perde esse carácter, pois a paróquia de Nª Sª da Assunção do Castelo foi definitivamente incorporada na de Santiago de Almada, ficando a igreja entregue aos cuidados de uma das suas irmandades, a do Rosário. Segue-se uma fase extremamente confusa, com vendas e contravendas, falências e casos mal esclarecidos.
Em 1755, o Convento sofre grandes danos, e só a Igreja é restaurada quase de imediato, motivo pelo qual passa a sede da paróquia de Nª Sª da Assunção do Castelo, cuja igreja havia caído com o sismo. Dez anos depois, e porque as condições nunca mais foram as mesmas desde aquele catalismo, os Frades Pregadores abandonam o Convento de São Paulo.Começa aqui o rol das muitas tribulações e mãos pelas quais o Convento passou. Em 1775, os Dominicanos vendem a quinta a um industrial francês, François Palyart, e a casa conventual, em 1776 aparece já na posse das Ordens Militares, que por sua vez, e ainda no mesmo ano, a tornam a vender, desta feita ao mesmo francês que já tinha comprado a quinta. A igreja e uma das alas do convento ficaram para a paróquia.Com o decreto de extinção das Ordens Religiosas de 1834, os bens dessas instituições passam a fazer parte do património estatal, mas isso em nada afecta a Igreja de São Paulo, que era paroquial e não de ordem religiosa. Mas no ano seguinte, perde esse carácter, pois a paróquia de Nª Sª da Assunção do Castelo foi definitivamente incorporada na de Santiago de Almada, ficando a igreja entregue aos cuidados de uma das suas irmandades, a do Rosário. Segue-se uma fase extremamente confusa, com vendas e contravendas, falências e casos mal esclarecidos.
Chegamos, entretanto, a 1855 com uma situação no mínimo caricata: a quinta e a casa eram de um proprietário, mas o corredor da Sacristia era de outro. E assim se foi caminhando, com tudo a ameaçar derrocada total. A irmandade da Assunção, para não deixar que a igreja se danificasse, fez restauros em 1897. Em 1913 está danificada grandemente, tendo sido as imagens atiradas pela ravina ou queimadas. Alguma coisa escapou, mas nada ficou incólume.Em 1934, o Patriarcado de Lisboa adquire a Quinta e o Convento, por intermédio do Cónego José Falcã, para instalação do Seminário Menor, sendo este inaugurado no ano seguinte, a 20 de Outubro de 1935, pelo então Patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira, com 41 seminaristas. O seu primeiro Reitor foi Monsenhor Francisco Félix, e o primeiro Vice-Reitor, o Padre António de Campos, mais tarde ordenado Bispo. Por o espaço ser relativamente exíguo para o que se necessitava, logo em 1936 começam obras de ampliação, que foram terminadas e inauguradas em 1938.Cumpridas que foram, em 1960, as Bodas de Prata do Seminário, este preparava-se para atravessar o Concílio Vaticano II. No fim deste, em 1965, surgiu uma novidade: o Patriarcado de Lisboa iria criar três zonas pastorais - Santarém, Oeste e Setúbal - com vista à sua elevação a Dioceses. O Seminário de Almada ficou assim plenamente integrado na Zona pastoral de Setúbal. Os acontecimentos, no entanto, não tomaram um rumo linear: nas conversações e nas reuniões havidas no seio da Conferência Episcopal Portuguesa sobre a criação e os limites das novas dioceses, o Cardeal Cerejeira opôs-se a que o Santuário do Cristo-Rei e o Seminário de Almada fossem integrados no território da nova Diocese de Setúbal. A votação então havida foi inconclusiva, com a diferença de um voto a separar os bispos secundantes desta opinião e os seus opositores, para quem tudo o que estava abaixo da linha do Tejo no território do Patriarcado devia fazer parte da nova Diocese de Setúbal. E assim, a 16 de Outubro de 1975, pela Bula Studentes Nos, do Papa Paulo VI, era criada a Diocese de Setúbal, sem o Seminário de Almada e o Santuário de Cristo-Rei. No entanto, mercê das insistências do Cónego João Alves, antigo Vice-Reitor do Seminário, que viria a ser Bispo de Coimbra e Presidente da Conferência Episcopal, a Bula trazia a clausula de que as duas instituições só ficariam em administração do Patriarcado «enquanto não se pode providenciar doutro modo».Enquanto isso, na nova diocese de Setúbal, nascia o Seminário Diocesano logo a 2 de Fevereiro de 1976, pela mão do seu primeiro bispo, D. Manuel Martins. Este seminário, no entanto, não teve outra existência senão a formal durante cerca de quinze anos, com os seminaristas de Setúbal a fazerem a formação fora do território da diocese, na sua maior parte nos seminários de Almada e Olivais, do Patriarcado. Ao mesmo tempo que, em 1986, o Seminário de São Paulo comemorava as suas Bodas de Ouro, ia nascendo e crescendo o desejo em D. Manuel Martins de poder fazer a formação dos seus seminaristas numa instituição que tivesse a ver com a realidade da sua diocese. E foi assim que, em 1991, nasceu com três seminaristas que o iniciaram, na cidade episcopal, o Seminário de Santa Maria Mãe da Igreja, dando finalmente corpo ao Seminário Diocesano de Setúbal. Deixou-se então de frequentar o Seminário de São Paulo, completando-se somente a restante formação no Seminário dos Olivais. Mesmo este estado de coisas viria a terminar no ano de 1997, com D. Manuel Martins a chamar todos os seminaristas a Setúbal, devido ao facto de entender estarem reunidas todas as condições para a formação ser feita integralmente na Diocese.Neste intervalo de tempo, nunca a situação do Seminário de Almada e do Cristo-Rei surgiu como «natural» aos olhos dos diocesanos de Setúbal, que olhavam com alguma estranheza a sua continuada situação de enclave dentro da nova Diocese, sem resolução definitiva à vista. Pela conjugação de diversos factores, no ano de 1998 foi possível às duas dioceses começarem a encarar a hipótese da transferência, o que, depois de algumas conversações, se veio a realizar a 16 de Julho de 1999, XXIV Aniversário da criação da Diocese de Setúbal, já então presidida pelo seu segundo bispo, D. Gilberto D. G. Canavarro dos Reis. Os seminaristas que estavam em Setúbal vieram então para o Seminário de Almada, mantendo-se os responsáveis: como o Reitor, Mons. Alfredo Brito, e como primeiro Vice-Reitor, o Padre Carlos Rosmaninho. Em 15 de Agosto de 2002, para dar continuidade e renovar tão importante obra diocesana, o Senhor Bispo de Setúbal, como é tradição, assumiu pessoalmente o papel de Reitor, nomeou Vice-Reitor o Padre José Rodrigo da Silva Mendes F.C. e Prefeito e Ecónomo o Padre João Rosa José, sendo este último substituído, em 2005, pelo Padre Fernando Maio de Paiva. No presente ano mantendo-se como Reitor da casa, O Sernhor Bispo nomeou o Padre Fernando Paiva como Vice-Reitor e Ecónomo e o Padre Rui Gouveia como Perfeito.
A instituição Seminário de S. Paulo foi assim plenamente assumida, com a sua história e tradição já longas, pela Diocese de Setúbal, que deseja torná-la coração e viveiro de muitas vocações, para a Diocese e para tudo aquilo que o Senhor pede à Sua Igreja. Procura não desdizer o passado das duas instituições que lhe deram origem: o Seminário Patriarcal de S. Paulo e o Seminário de Santa Maria, Mãe da Igreja. Estes foram como que os «progenitores» desta nova situação do Seminário Maior de S. Paulo: um «pai» ardente no zelo do Apóstolo de quem tomou o nome, e uma «mãe» pobre e simples que toma d'Aquela que lhe deu a existência a fé confiante e a vontade de servir até ao fim, «até à morte e morte de cruz» e «guardando sempre tudo no coração».
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Santa Maria da Graça: Padroeira da Diocese de Setúbal
Confirmação da escolha de Nossa Senhora como Padroeira da Diocese de
Setúbal com o título de SANTA MARIA DA GRAÇA e aprovação da respetiva
celebração litúrgica
(tradução)
JOÃO PAULO II
para perpétua memória
Considerando que o clero e os fiéis da diocese de Setúbal, em tempos mais recentes, têm honrado e continuam a honrar a Bem-aventurada Virgem Maria com o título de Santa Maria da Graça com um culto particular e constante; o Venerável Irmão Manuel da Silva Martins, Bispo de Setúbal, acolhendo os pedidos comuns do presbitério e do povo católico, aprovou de acordo com o seu poder a escolha da Bem-aventurada Virgem Maria com o título corrente de Santa Maria da Graça como Padroeira da diocese de Setúbal junto de Deus.
Visto, porém, que o mesmo Venerável Irmão pediu com todo o empenho que a escolha e a aprovação fossem confirmadas de acordo com a norma n. 30 (da Instrução acerca dos Calendários particulares e dos Ofícios e Missas Próprios que carecem de aprovação), Nós, com o parecer da Sagrada Congregação para o Culto Divino, de bom grado concordámos com o seu pedido e com a Nossa suprema Autoridade Apostólica confirmamos como Padroeira da diocese de Setúbal Santa Virgem Maria com o título que acima referimos, com todos os direitos e privilégios em conformidade com as rubricas.
Na verdade, firmemente esperamos que esta escolha faça crescer o culto à Bem-aventurada Virgem em toda a diocese de Setúbal e também em cada um dos fiéis e dele nasçam não poucos frutos de piedade cristã e de bons costumes. Além disso, determinamos que estas Nossas Letras sejam devotamente conservadas e alcancem no presente e no futuro o seu pleno cumprimento, não obstante qualquer coisa em contrário.
Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o Anel do Pescador, no dia 18 de Março de 1980, segundo do Nosso Pontificado.
Augustinus Card. Casaroli
a publicis Eccl. negotiis
(texto original)
JOANNES PAULUS PP. II
Ad perpetuam rei memoriam
Cum Beatam Mariam Virginem sub titulo - Santa Maria da Graça - clerus atque christifeles diocoesis Setubalensis recentioribus temporibus peculiari necnon assiduo cultu prosecuti sint e adhuc prosequantur, Venerabilis Frater Emmanuel da Silva Martins, Episcopus Setubalensis, presbyterii et populi catholici communia excipiens vota, electionem Beatae Mariae Virginis sub titulo vulgo dictu -Santa Maria da Graça - in Patronam apud Deum dioecesis Setubalensis poteste sua rite approbavit. Quoniam autem idem Venerabilis Frater enixe rogavit ut electio e approbatio huiusmodi ad normam - , Instructionis de Calendariis particularibus atque Officiorum et Missarum Propriis recognoscendis - n. 30, confirmaretur, Nos ex setentia Sacrae Congregationis pro Culto Divino eius precibus libenter annuimus et suprema Nostra Apostolica auctoritate Sanctam Virginem Mariam diocoesis Setubalensis Patronam apud Deum sub titulo, quem supra memoravimus, confirmamus, cum omnibus iuribus et privilegiis iuxta rubricas consequentibus. Profecto Nos confidimus fore ut hac electione et cultus Beatissimae Virginis in tota diocoesi Setubalensi et in singulis fidelibus augeatur, et inde non pauci pietatis christianae et bonorum morum fructus oriantur. Ceterum decernimus ut hae Litterae Nostrae religiose serventur suosque nunc et in posterum habeant effectus, contrariis quibuslibet non obstantibus.
Datum Romae, apud Sanctum Petrum , sub Anulo Pescatoris, dia XVIII mensis Martii, anno Domini millesimo nongentesimo octogesimo, Pontificatus Nostri secundo.
Augustinus, Card. Casaroli A publicis Eccl. negotiis
sábado, 8 de novembro de 2014
Memória dos Diáconos e Presbíteros já falecidos
Memória dos Diáconos
e Presbíteros já falecidos que serviram a Igreja Diocesana de Setúbal, desde a
criação da Diocese (1975)
“Os Apóstolos nunca
mais esqueceram o momento em que Jesus lhes tocou o coração: «Eram quatro horas
da tarde» (Jo 1, 39)” (Papa Francisco, EG, 13)
No passado
dia 6 de Novembro– mês das “almas”, em que somos convidados a fazer memória
daqueles que nos precederam na fé implorando para eles a plenitude da vida do
Céu – foi feito o sufrágio dos padres e diáconos que serviram a diocese de
Setúbal, na Sé e nas Paróquias.
Eles foram –
serão sempre – padres e diáconos chamados por Cristo, por meio da Igreja, que
viveram, amaram, serviram, em nome de Jesus, como cooperadores do ministério
apostólico, a Igreja de Setúbal.
Terminaram
já a sua “função” de serviço. Dizemos deles que são “defuntos”. Continuam,
porém, vivos em Deus e na nossa memória, como testemunhas da fé e do serviço ao
Evangelho.
Neste ano,
em que nos preparamos para a celebração dos 40 anos da criação da nossa
Diocese, esta memória/sufrágio adquire um especial significado. A Igreja, por
vontade de Cristo, não pode existir sem este ministério, pelo Ele se faz
presente na Sua Igreja e a santifica. Lembramos especiais testemunhas da fé,
não só vivida, mas também comunicada através do ministério ordenado, nos
sacramentos, na pregação e na edificação da comunidade.
Fazemos
deles uma memória agradecida a Deus pelo dom das suas vidas e do seu
ministério, de que tantos e tanto beneficiaram. É a memória que fazemos de
irmãos que escutaram o chamamento de Cristo que lhes tocou o coração, tal como
aos primeiros discípulos. Memória que nos toca também a nós – padres, diáconos,
religiosos, religiosas, fiéis leigos – para que, volvidos quase 40 anos sobre o
momento inicial da nossa Diocese de Setúbal, renovemos com redobrado vigor o
encanto, a alegria, a disponibilidade de, como discípulos missionários,
servirmos Cristo, a Igreja, o Evangelho.
É a memória
a que o Papa Francisco chama “deuteronómica”: uma memória agradecida e
estimuladora de novo fôlego na fé e na missão, porque que nos faz presente uma
«nuvem de testemunhas» (Heb 12, 1)” (cf. EG 13).
Quem são aqueles de quem, no dia 6, iremos
fazer memória e sufrágio?
São dois
diáconos permanentes, dos primeiros ordenados em Portugal após o Concílio
Vaticano II: António Godinho e Inácio Silva.
São os dois
primeiros vigários gerais: Padres Manuel Marques e Alfredo Brito.
São padres
diocesanos a quem estavam confiadas paróquias em 1975: Agostinho Gomes (Castelo
de Sesimbra); António Sobral (Barreiro); Jaime da Silva (Almada); José
Gonçalves (Alcochete e Samouco); Manuel Frango (Azeitão); Manuel Gonçalves
(Montijo); Mário Lopes (Costa da Caparica e Trafaria); Ricardo Lopes (Cova da
Piedade). E também o P. João da Cruz, vindo de Lamego e que foi incardinado em
Setúbal.
São padres
de Institutos Religiosos: Capuchinhos (Alípio Quelhas, Daniel Ferreira, Manuel
Belo); Jesuítas (Amadeu Pinto, Duarte Teixeira, Honório Santos, José dos
Santos, Norberto Lino, Norberto Martins, Roberto Sequeira); Claretianos
(Américo Faria, José Gonçalves, José Seixas, Manuel Leal); Scalabrinianos
(Antonio Benetti, Attilio Barichello, Giuseppe Magrin, Luigi Tacconi, Luigi
Vaghini); Filhos da Caridade (Joseph Poiron); Franciscanos (João Magalhães).
São padres
diocesanos de outras dioceses: Camilo Martins, José Esteves e Júlio Nogueira,
de Évora; Joaquim Sampaio, do Porto.
Estimulados por esta “nuvem de testemunhas”, somos a Igreja de Setúbal
que, com Maria, se ALEGRA e EVANGELIZA!
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