terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

40 ANOS A ANUNCIAR JESUS NA ALEGRIA DO EVANGELHO - SECRETARIADO DIOCESANO DA CATEQUESE DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA DE SETÚBAL


AS ORIGENS

O então chamado Secretariado Regional da Catequese da Península de Setúbal, foi inaugurado no dia 28 de Dezembro de 1966. Ficou com sede numa sala da Capela de Nossa Senhora da Conceição na Avenida 5 de Outubro em Setúbal. Presidiu à primeira reunião o que era então Vigário Episcopal, o Rev.do Cónego Dr. João Alves. Nesta altura, era Responsável Regional da Península Maria Virgínia de Sousa Fialho, sendo as Irmãs Susana do Menino Jesus e Maria Cristina Amélia Responsáveis Vicariais de Setúbal. A Responsável Vicarial de Almada era Maria Teresa Rodrigues Piteira e a da Moita-Montijo Alcina de Jesus Oliveira.
De início, as reuniões trimestrais destes catequistas eram feitas em conjunto com os Responsáveis da Obra das Vocações Sacerdotais. Por sugestão do senhor Vigário Episcopal, elas passaram a realizar-se só com a participação dos Coordenadores das Catequeses Paroquiais, ficando a Obra das Vocações Sacerdotais de promover uma reunião com os Dirigentes de todas as Obras Paroquiais nas três Vigararias desta Região. O visitador da Vigararia de Setúbal era o Rev.do Padre José do Carmo Vicente e o de Almada o Rev.do Pe. Rodrigo Gouveia de Paiva. A Vigararia da Moita-Montijo ainda não tinha visitador nomeado.
Com o tempo, cada Vigararia foi dividida em zonas, ficando à frente de cada zona um Coordenador que colaborava com o Responsável Vicarial. Tentava-se implementar uma orgânica Vicarial para dar resposta aos problemas concretos locais. Assim, a Vigararia de Almada ficou dividida em três zonas, a saber, Almada, Seixal e Costa, cada qual com um Coordenador local. As Vigararias de Moita e Montijo também ficariam divididas em três áreas. Uma centrada no Barreiro, outra na Moita e outra no Montijo. O mesmo aconteceu à Vigararia de Setúbal, segmentada na Anunciada, S. Julião e Santa Maria.
No mês de Julho de 1967 o Vigário Episcopal, Rev.do Cónego Dr. João Alves, comunicou a criação, para breve, de uma equipa missionária, formada por casais, que poderia atuar também no apostolado da Catequese.
Os Responsáveis de Catequese participavam nas reuniões Diocesanas em Lisboa. Já então se estudava a possibilidade da realização de Cursos de Iniciação, do Curso Elementar e do Estágio.
Em Outubro do mesmo ano o Secretariado Regional da Catequese desta Região tem como assistente o Rev.do Padre Adriano Nunes.
Também no ano seguinte teria início o Catecumenado como resposta à necessidade da organização da Catequese e Batismo de adultos.
Em Janeiro do ano 1970 foi nomeado Assistente Regional o Rev.do Pe. José Cordeiro a quem se seguiu o Pe. Manuel Pinheiro da Silva Ramalho (atual pároco da Paróquia do Pinhal Novo). Serviço importante para a organização da catequese na região devido ao trabalho de coordenação promovido entre os Assistentes Vicariais e, destes, por sua vez, com as Paróquias. Nas reuniões do Secretariado Regional da Catequese participavam o Assistente Regional e todos os Responsáveis Vicariais. Dava-se conta de como se ia trabalhando nos vários locais, quais as dificuldades a resolver, sugestões e planificação de ações de Formação e de Encontros, de Reuniões, de Cursos e de Retiros...

Pe. Manuel Ramalho

NASCE A DIOCESE E O SECRETARIADO DE CATEQUESE

Em 16 de Julho de 1975 com a criação da Diocese, o secretariado regional da Região Pastoral de Setúbal passou a ser Secretariado Diocesano de Catequese da Infância e Adolescência da Diocese de Setúbal.
Em substituição do Pe. Ramalho, em 1977 toma posse como novo Assistente Regional o Pe. Álvaro de Magalhães Teixeira, (CMF, padre Claretiano, atual pároco da Paróquia de São Sebastião de Setúbal). Foram constituídas Equipas de trabalho e Responsáveis de Zona a trabalhar sempre de acordo com os párocos e em contacto com o Secretariado.
Pe. Álvaro Teixeira CMF
Foi, assim, sentida a necessidade de descentralização do Secretariado Diocesano da Catequese para facilitar mais o trabalho e a corresponsabilidade dos dirigentes nas diversas Zonas.
Segundo as informações encontradas, no período entre 1983 e 1992 esteve como Responsável do Secretariado da Catequese a Irmã Ilda Fontoura (FMNS, Franciscana Missionária de Nossa Senhora) que tinha como auxiliar a Irmã Maria Arminda Pimenta de Castro (FMM. Franciscana Missionária de Maria). No ano 1992 foi substituída nesse trabalho pela Irmã Matilde Morgado (FMM) que durante doze anos, juntamente com uma equipa de colaboradores, levou para a frente com entusiasmo, sabedoria, criatividade, dedicação e amor à Igreja esta missão, como Diretora deste Secretariado. 
Irmã Matilde Morgado
Em Julho de 2004 foi nomeada para este serviço a Irmã Maria Zélia da Cunha Aires FMA (Salesiana, FMA). Iniciou funções no dia 7 de Setembro do mesmo ano e exerceu-as durante sete anos, até ao verão de 2011. Durante este tempo a Irmã Zélia sentiu o ardor missionário da Diocese e tentou dar continuidade ao trabalho anterior. A Formação dos Catequistas foi prioridade. Apostou-se no Curso de Iniciação, no Curso Geral e na realização de Estágios de Catequese. Continuou e empenhou-se no trabalho conjunto do Interdiocesano, do qual fazem parte as cinco Dioceses da Zona Centro do País: Dioceses de Leiria/Fátima, Lisboa, Portalegre/Castelo Branco, Santarém e Setúbal. Foi atenta aos problemas do Secretariado Nacional de Educação Cristã e tudo fez para dar resposta aos seus apelos e orientações. A Irmã Zélia foi ainda uma das dinamizadoras do A3 Jovem, onde parte dos seus participantes era jovens do 10º ano de catequese.
No Ano Pastoral 2011-2012, foi dada ao Secretariado como nova tarefa a dinamizar o Despertar da Fé das crianças dos 0 aos 6 anos. Desde então tem assumido a formação diocesana dos educadores e auxiliares de infância das Instituições Diocesanas de Solidariedade Social com Jardim de Infância.


Irmã Zélia Aires

Desde Setembro de 2011, o diretor do Secretariado é o Pe. Rui Augusto Jardim Gouveia.

MEMÓRIA DE DEUS
Nestes quase 40 anos da Diocese, o Secretariado recorda, pelo coração de Jesus, tantos catequistas que esta terra viu nascerem na fé e descobrirem a sua vocação missionária, que guiou e alimentou pela formação e sacramentos, que cresceu em santidade e graça pelo seu anúncio fervoroso.
Os catequistas são uma porção considerável do Povo de Deus de Setúbal que, generosamente, cada um ao serviço desta Igreja, sabe, nas palavras do nosso Papa Francisco, que «é pessoa da memória de Deus, se tem uma relação constante, vital com Ele e com o próximo; se é pessoa de fé, que confia verdadeiramente em Deus e põe n’Ele a sua segurança; se é pessoa de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se é “hypomoné”, pessoa de paciência e perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provas, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é pessoa gentil, capaz de compreensão e de misericórdia» (homilia aos catequistas, 29 de Setembro 2013).
Há uma «nuvem de testemunhas» de catequistas que fazem parte da nossa história de Salvação, porque cada um «guarda e alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-lo nos outros. É belo isto»! Ao fazer esta «memória do coração», que é hino de vida e de ação de graças, pedimos a Jesus que toda a nossa vida seja «memória de Deus».















domingo, 1 de fevereiro de 2015

ESCOLHIDA POR DEUS PARA SER SUA SERVA



 No dia 16 de Fevereiro de 1935, em Lisboa, na freguesia de Penha de França, nasce uma criança do sexo feminino, com o nome muito especial e com um significado muito forte, FLORINDA DEOLINDA DE SOUSA,
Flor+linda, Deo+linda, significa «FLOR LINDA DE DEUS». A mãe não podia ter escolhido outro nome, porque esta flor tinha sido escolhida por Deus para ser sua serva, se não vejamos.
A pequenina flor logo aos cinco anos de idade fica órfã de mãe e o pai abandonou-a. Sem lar e sem família, foi para o Orfanato de Santa Isabel em Lisboa, sem carinho de pai e de mãe, com a sua deficiência, começa o seu calvário. Deste orfanato transita para a casa de recolhimento da D. Sílvia Cardoso, na Amadora, aqui recebeu o baptismo, esteve até aos oito anos.
Dia do Baptismo de uma sua catequizanda.
Novamente muda de “casa“, faz a caminhada para o Albergue da Mitra. Todas estas passagens são feitas sem o calor humano de uma família, sem o beijo de um pai e de uma mãe, sem poder brincar como deveria ser, mas esta pequenina flor de aparência frágil, consegue ultrapassar com sorrisos, agradecendo ao seu Pai e à sua Mãe Nossa Senhora. Novamente muda de casa, vai para casa de uma tia, mas a sua frágil saúde atira-a para uma cama do Hospital da Misericórdia de Lisboa, daqui para o Sanatório da Parede, sendo submetida a várias operações para poder andar. Aos dezoito anos de idade, fez a 4ª classe por iniciativa própria, porque até aqui não pode iniciar os estudos, mas a vontade de estudar era tão grande, contra tudo e contra todos, conseguiu completar o secundário.
Esta flor delicada já com 21 anos, parte para Angola, lá consegue o primeiro trabalho no Colégio das Irmãs Doroteias, dando aulas no primário e preparatório e ao mesmo tempo também estudava.
Neste colégio começa a dedicação da sua vida ao Pai, fazendo trabalhos para a igreja, fazendo parte das diversas irmandades, fez-se 3ª Carmelita, bem como noutras ordens.
Casa-se em 1973, com Lionilde Luis, viveu feliz até ao ano de 1982, ficando viúva.
Voltando ao ano de 1975, dá-se a independência de Angola, vem para Portugal com o seu marido, ingressou na paróquia de S. Paulo, sendo membro activo dos movimentos bíblicos e outras actividades.
Mais tarde, vem viver para Palmela nos anos 83/84, aqui fixou a sua vida, casando-se com João Jacinto no ano de 1986, sendo novamente feliz. Continuou sempre com muita força, com muito amor e a palavra não, não existia no seu vocabulário, mas sempre o Sim.
Aqui, começa o trabalho na paróquia da Quinta do Anjo, onde assume diversas actividades, fazendo formação cristã de jovens e adultos, pertenceu ao movimento da Mensagem de Fátima, faz o secretariado geral da paróquia e ao mesmo tempo ajuda a comunidade do Bairro Alentejano durante 24 anos, formando muitos jovens e adultos na caminhada cristã.
Mais tarde, a comunidade de Santo António de Aires, vem pedir-lhe o seu auxílio e mais uma vez não consegue dizer não.
Nesta comunidade assumiu as catequeses, formações de crismas, formações de adultos para o baptismo, bem como em Pegões, durante 8/9 anos.
Entretanto nesta caminhada, ainda há lugar para tirar o curso de Teologia = estudos de Deus=, e como esta flor delicada era insaciável, não ficou por aqui, inicia outro curso = Antropologia Filosófica =, este curso é interrompido porque no dia 3 de Novembro de 2014, o Pai vem busca-la para a companhia dele.
É o resumo possível de uma lição de vida que esta Grande Senhora nos deixou, onde a falta de amor, o brincar quando somos crianças, a incapacidade, a dor, o abandono, o não ter casa, família, andar de orfanato em orfanato, nunca foram barreiras para ser uma vencedora, com uma formação humana extraordinária, com uma doçura e com muito amor para dar, sempre com um sorriso nos lábios e com um sim no coração.
A flor delicada fez um percurso de vida dedicada a Deus e ao próximo.

25º Aniversário do Matrimónio
  Não posso deixar de incluir a despedida que nos deixou escrita no seu computador pessoal, não pode ficar só para alguns, porque ela, ao escreve-la seria para conhecimento geral, aqui vai a sua transcrição:

UMA DAS MINHAS HIEROFANIAS
Recordo-me com saudade, dos tempos em que vivia em Angola, numa terra situada no interior da Província da Huila, Jamba, assim se chamava essa terra.
Era costume, afastar-me do povoado e ir junto de uma lagoa que ficava um pouco afastada da Jamba e, aí, apreciar o maravilhoso pôr-do-sol. Era deslumbrante, porque o Sol descia pelo morro e, ia espraiar-se nas águas da lagoa, dando-lhes tons de oiro e de prata.
Era o meu lugar predilecto! Sozinha, ouvindo o chilreio dos pássaros que recolhiam aos seus ninhos, não podia deixar de pensar no Mistério que, dentro do meu peito, ardia como Sol que desaparecia por detrás do morro e me trazia uma serenidade, como água da lagoa que se deixava “ abraçar “ pelo Sol, num adeus de despedida.
Assim me preparo para ir para o Pai, pois está a chegar o fim da jornada, levo todos no coração, as minhas comunidades, os meus grupos de catequese, os meus Padres assistentes e em especial o meu JOÃO.
Adeus a todos que fique convosco a paz e o amor de Deus.
Deolinda

Com esta despedida só posso dizer Obrigada minha Grande Amiga do fundo coração e um até Sempre.

Odete Rodrigues

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

FAZENDO MEMÓRIA DO CASAL SOUSA RAMA

Altar do Santuário Real de Nossa Senhora da Atalaia.


Mário Miguel e Maria Cecília nasceram em Aldeia Galega do Ribatejo, hoje cidade de Montijo nos anos de 1920 e 1921.

Unidos pelo matrimónio, celebrado no Santuário de Nossa Senhora da Atalaia, também lá celebraram as bodas de ouro do mesmo.

Ambos tiveram uma caminhada de vida bonita, tanto a nível civil como cristão.

Mário Miguel foi militar, passando à reserva ingressou no Instituto de Engenharia Civil, foi provedor da Santa Casa da Misericórdia do Montijo, foi durante a sua vigência que decorreu a construção do atual edifício.

Fizeram parte das primeiras Equipas de Casais da nossa Paróquia, lembro–me que cada reunião era em casa de um casal, onde jantavam com o que cada um levava, eu algumas vezes ficava em casa deles a fazer companhia à sua única filha.

Os dois foram Ministros Extraordinários da Comunhão.

Participaram em cursos de cristandade, Maria Cecília de um curso que frequentou em 1966, ofereceu-me um livro com esta dedicatória «Para nós e para vós vivei a vida como deve ser vivida, no Amor de Cristo e em Cristo».

A preocupação pelos outros vem da mais tenra idade, no seu primeiro Novo Testamento, que eu guardo com muito carinho, escreveu:

« Aldegalega dia 28 dagosto (é assim que escreveu) de 1928, Maria Cecília Vasconcelos Farreu, Quero muito bem a menina Balbina». Pela data teria então sete anos (a menina Balbina seria a empregada).

Dedicou grande parte da sua vida aos mais carenciados, como responsável pelo Grupo Sócio Caritativo, quando foi homenageada, dedicou o prémio com que foi agraciada, à instituição e a quem com ela colaborava.

Presença serena, delicada e doce, de uma espiritualidade fortalecida na fé e na caridade vivida no amor de Cristo, de que deu sempre testemunho com espírito de missão.

Muito teríamos para recordar da longa vida deste casal, dou graças a Deus por eles terem sempre acompanhado o meu crescimento de fé e de vida.

Que o Senhor os tenha na Sua Santa Glória.



A afilhada

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

UM PROCESSO DE CONVERSÃO NA DIOCESE DE SETÚBAL


 

Não consigo indicar uma data, nem tão pouco um ano em que se tenha verificado o início da minha conversão, ou dizendo melhor, o início dos meus “contatos com Cristo”.



Mas para facilidade de descrição vou apontar para o ano de 1961, terá sido por volta deste ano que a minha avó materna, católica empenhada e convicta, procurou batizar-me.

Correu todas as igrejas da região de Almada, comigo e com a minha mãe, a falar com os sacerdotes para que algum se dispusesse a batizar-me, mesmo sem autorização do meu pai.

 O meu pai não deixava que me batizasse porque era de opinião que o batismo é um acto de muita responsabilidade e eu ainda com 4, ou 5 anos não tinha condições para assumir essa responsabilidade, ele próprio não estava disponível para fazer esse acompanhamento, nem reconhecia nos padrinhos, propostos, essa capacidade.

Como não conseguiu em Almada, nenhum padre, disponível para tal, então fomos para Lisboa tentar a “sorte” também não conseguiu.

Entretanto foi-me ensinando as orações (Pai Nosso, Avé Maria e Glória) ou seja o Terço. Também me foi apresentando Cristo como o meu melhor amigo, alguém sempre disposto a ajudar-me e a proteger--me.

Este terá sido o meu primeiro contacto com a religião católica e com Jesus Cristo.

Depois já no liceu D. João de Castro, secção de Almada, voltei a contatar com a Religião Católica através de aulas de religião e moral, cujo professor era o Pe. Sobral, deixei de o ver antes do final do ano letivo porque a PIDE foi lá buscá-lo ao liceu, estava justamente a ter aula com ele. Isto terá sido em 1966 /1967.

Só voltei a contatar com a Igreja já com 25 anos de idade, em 1982, quando necessitei de tratar das coisas para o meu casamento.

A minha mãe e a mãe da minha mulher gostavam que o casamento se realizasse na igreja.

Então surge a questão de eu não ser batizado, como fazer?

Fui falar com o Pe. Ricardo Gameiro, na Cova da Piedade, onde ia morar depois de casar.

Pus-lhe a questão “será que tenho de me batizar só por causa de puder casar? Ou quando me batizar que seja por verdadeira convicção?” entretanto contei-lhe também as peripécias com a minha avó materna.

Lembro-me do Pe. Ricardo olhar para mim, como que a avaliar a situação, depois de refletir um pouco diz-me “… talvez se encontre uma outra solução, vou verificar isso depois digo alguma coisa.”

Passados uns dias, talvez duas ou três semanas, recebi um contacto da igreja da Piedade para ir falar com o Pe. Ricardo. Fui e ele tinha encontrado uma solução, uma escusa do Bispo D. Manuel Martins.

Mas o sr. Bispo queria um compromisso meu em como não impediria as minhas filhas de serem batizadas e de seguirem a religião católica.

Assumi esse compromisso por escrito, numa carta que enviei e mais tarde quando as filhas nasceram preocupei-me em batizá-las e quando tiveram idade inscrevi-as e levei-as à catequese.

Entretanto eu continuava sem ser batizado.

A minha avó morreu e no ano seguinte a sr. Bispo D. Manuel Martins jubila-se e é substituído pelo atual Bispo, D. Gilberto Canavarro dos Reis.

No ano de 2001, em Outubro, por uma série de acontecimentos repentinos e por intervenção da minha mulher resolvi (em poucas horas) procurar o batismo falei com o Pe. António de Sousa Oliveira, na paróquia do Feijó, que aceitou fazer ele mesmo a minha preparação para o batismo e para o crisma.

No dia 30 de Maio de 2002 fui finalmente batizado.

Daí em diante foi toda uma caminhada em Igreja, até porque como eu disse ao Pe. António “… ser batizado não pode ser só vir à missa ao domingo … preciso de um curso para aprender a ser cristão …” o Pe. António falou-me nos cursilhos de cristandade e em Março de 2004 fui viver essa magnifica experiência de Cristo vivo. Daí em diante tem sido uma autêntica “correria” para Cristo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Comemoração dos 40 anos da restauração da Paróquia de Corroios

Celebrou-se, no passado dia 13 de Outubro na Igreja de Nossa Senhora da Graça de Corroios, uma eucaristia presidida pelo nosso Pároco, Pe. Casimiro Henriques, assinalando os 40 anos da restauração da Paróquia de Corroios.

Há quarenta anos, o Cardeal D. António Ribeiro, voltava a separar as Paróquias de Amora e Corroios, que depois do terramoto tinham sido anexadas, devido ao estado de ruína em que se encontro a igreja do "Termo de Almada".

Nesta eucaristia foram lembrados todos os sacerdotes que passaram pela Paróquia, em particular o Pe. António Benetti e o Pe. Norberto Lino que já partiram para a casa do Pai. Foram igualmente recordados muitos leigos que animaram e ajudaram a reconstruir a Igreja de Corroios.

A celebração da Eucaristia terminou no exterior da igreja, com a bênção de uma imagem, colocada na parede lateral à Igreja, em honra de Nossa Senhora e da autoria do escultor Hugo Maciel. Esta imagem, lembrou o Pàroco, serve fundamentalmente para abençoar, todos é cada um que por ela passar, de forma particular as famílias, e ainda mais particularmente as mães, que tal como Maria têm a função de proteger cada filho.

Foi igualmente lançado, nesta celebração, o livro "40 anos... 40 Ecos" da autoria do Pe. Casimiro Henriques. Esta obra é composta por uma compilação de 40 artigos escritos no boletim paroquial "Ecos da Paróquia". As verbas provenientes da venda desta obra revertem para a construção do Centro Pastoral S. Nuno de Santa Maria e para fazer face à aquisição da obra exposta na fachada lateral da Igreja.