quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Nota Pastoral: "Igreja de Setúbal, com Maria, Alegra-te e Evangeliza"


Caro diocesano e irmão,

A nossa Diocese foi criada em 16 de Julho de 1975 e, como sabes, estamos a preparar este acontecimento ajudados por este lema:

"Igreja de Setúbal, com Maria, alegra-te e evangeliza".

Desejo que este lema seja bem assumido por cada um de nós para nos envolver na celebração destes primeiros 40 anos de Diocese.
Para isso, te envio esta Nota bem como a todos os diocesanos incluindo os baptizados não praticantes, pois que também fazem parte da Igreja. É um comentário breve a cada palavra do lema: "Igreja de Setúbal, com Maria alegra-te e evangeliza." Escrevo na véspera do “Dia dos Consagrados” em homenagem à sua presença e missão, na Diocese.


Diocese de Setúbal, chamada à alegria e à evangelização. Quem és?
• Sou o Povo de Deus que vive na Península de Setúbal. Reunido ao bispo que Deus me deu no Espírito Santo pelo Evangelho e a Eucaristia, constituo a Igreja particular onde está e actua a Igreja de Cristo una, santa, católica e apostólica. Não sou, por isso, uma simples divisão administrativa da Igreja Católica.
• Sou Povo de baptizados, nascido de Deus, que tem por cabeça Cristo, por alma o Espírito Santo, por condição a dignidade e a liberdade dos filhos de Deus, por lei o Amor de Cristo e por finalidade o Reino iniciado por Jesus e que será perfeito no Céu.
• Sou comunhão e sua fonte, em Deus Pai, Filho e Espírito Santo; sou a luz de Cristo para os povos; sou companhia do homem na busca da alegria e liberdade, incarnando suas alegrias, dores e esperanças. Sou povo santo em busca da santidade e carecido de conversão. Sou povo visível, fácil de fotografar e invisível que só na fé se conhece!
Irmão, a Igreja de Setúbal és tu, sou eu e todos os baptizados. Dá graças pela Igreja que és e revelas e torna-te o que és pelo baptismo.


Alegra-te, porquê?
Porque a par de muita pobreza e de cristãos não praticantes, tens imensas razões de alegria.
• Lembra a tua criação em 1975 por Paulo VI e a ordenação e o ministério de D. Manuel, nosso primeiro bispo; a organização da Cúria, Seminário e Paróquias; a edificação de igrejas, Centros Sociais, Caritas, Vale d'Acor...; a recepção do Cristo Rei e do Seminário; a ordenação de novos padres e diáconos; os consagrados...
• Lembra a catequese de adultos, as assembleias diocesanas, e a acção dos movimentos e obras.
• Lembra milhares de fiéis, muitos no Céu, que por Jesus têm servido a comunidade na palavra de Deus, na liturgia e na caridade...
• Lembra os casais que revelam a beleza da família cristã e os fiéis que testemunham Jesus Cristo numa cultura indiferente a Deus.
• Lembra Santa Maria da Graça, a nossa querida e solícita padroeira...
A memória destas e de muitas outras coisas permite saborear e fazer memória agradecida a Deus pelo Seu Amor imenso. Amor que nasce e culmina no dom total de Jesus morto e ressuscitado. D'Ele jorra vida e amor em abundância!

Evangeliza, Igreja de Setúbal.
Evangelizar é envolver alguém no amor de Deus de modo que possa dizer com encanto: Deus ama-me e livra-me do pecado!
O desejo de partilhar o Amor de Deus, vem da alegria de O viver.
Foi assim com Jesus: do Amor do Pai levava-O aos pobres e a enviar os discípulos a pregar o Evangelho. Foi assim no caminho de Emaús. É assim hoje: quem o vive quer oferecê-lo...
Igreja de Setúbal, irmão, como vês em tantos sinais, estás envolto no Amor de Deus. Envolve nele os teus irmãos, com palavras e com obras apropriadas. Com o teu grupo e a tua paróquia, leva-lhes o Amor que dá sentido e encanto à vida. Há gente à espera. Não tardes.
Queres força para evangelizar?
Contempla na oração o Amor de Deus visível em tantas pessoas e acontecimentos da tua e nossa vida... Para isso, organiza o dia para teres tempo suficiente para rezar bem. E aceita o desafio seguinte: Participa na Adoração Eucarística que vai unir a Diocese, durante 40 horas, em 12 e 13 de Março. Sairemos da Adoração de Jesus capazes de realizar gestos de ajuda fraterna que revelem o amor de Deus a nossos irmãos.
Alegramo-nos e evangelizamos, com Maria. Porquê e como?
Porque Jesus nos confiou a Ela na cruz e porque Ela é modelo da Igreja e de cada discípulo. Porque o final da nossa celebração coincide com a visita da Imagem Peregrina, em Outubro, à nossa Diocese, para preparar o centenário das Aparições de 1917. Porque contemplando a Virgem é mais fácil exultar de alegria, pois que nela Jesus se revela de forma única.
Alegramo-nos e evangelizamos, com Maria,
dizendo a Deus que nos chama: 'eis a serva do Senhor'; cantando, diante do amor de Deus: 'Magníficat'; acolhendo no coração, com o seu jeito, a Palavra; aproximando-nos dos pobres e dos pecadores para lhes dar Jesus Cristo; rezando e convertendo-nos do pecado como Ela pediu em Fátima.
Irmão, confio a Diocese à tua oração e ao teu sim generoso. Reza dia a dia a oração deste “ano jubilar” e conta com a minha oração para que a nossa Igreja se alegre e evangelize "com Maria".

01.02.2015
+ Gilberto, Bispo de Setúbal

P S.
Dá esta nota a ler a pessoas que não vêm à missa. Comenta-a com elas e convida-as a darem o seu parecer para que a nossa Diocese leve à gente boa da nossa Península a alegria do amor de Deus. Convida-as também para a missa dominical.
Pensa num gesto que te propões, fazer – mesmo que pequeno vai ser muito importante! – para que alguém encontre paz e alegria e para que tu cresças em santidade.
Além disso, pensa em algo que te pareça que se deva fazer para que a nossa Diocese seja mais e mais o rosto de Cristo e envia a tua sugestão para: bispodesetubal@sapo.pt ou para Bispo de Setúbal- Casa Episcopal Largo S. Domingos 2910-092 Setúbal.
Anota na tua agenda a tarde de 16 de Julho e o dia 25 de Outubro deste ano.
Obrigado.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

40 ANOS A ANUNCIAR JESUS NA ALEGRIA DO EVANGELHO - SECRETARIADO DIOCESANO DA CATEQUESE DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA DE SETÚBAL


AS ORIGENS

O então chamado Secretariado Regional da Catequese da Península de Setúbal, foi inaugurado no dia 28 de Dezembro de 1966. Ficou com sede numa sala da Capela de Nossa Senhora da Conceição na Avenida 5 de Outubro em Setúbal. Presidiu à primeira reunião o que era então Vigário Episcopal, o Rev.do Cónego Dr. João Alves. Nesta altura, era Responsável Regional da Península Maria Virgínia de Sousa Fialho, sendo as Irmãs Susana do Menino Jesus e Maria Cristina Amélia Responsáveis Vicariais de Setúbal. A Responsável Vicarial de Almada era Maria Teresa Rodrigues Piteira e a da Moita-Montijo Alcina de Jesus Oliveira.
De início, as reuniões trimestrais destes catequistas eram feitas em conjunto com os Responsáveis da Obra das Vocações Sacerdotais. Por sugestão do senhor Vigário Episcopal, elas passaram a realizar-se só com a participação dos Coordenadores das Catequeses Paroquiais, ficando a Obra das Vocações Sacerdotais de promover uma reunião com os Dirigentes de todas as Obras Paroquiais nas três Vigararias desta Região. O visitador da Vigararia de Setúbal era o Rev.do Padre José do Carmo Vicente e o de Almada o Rev.do Pe. Rodrigo Gouveia de Paiva. A Vigararia da Moita-Montijo ainda não tinha visitador nomeado.
Com o tempo, cada Vigararia foi dividida em zonas, ficando à frente de cada zona um Coordenador que colaborava com o Responsável Vicarial. Tentava-se implementar uma orgânica Vicarial para dar resposta aos problemas concretos locais. Assim, a Vigararia de Almada ficou dividida em três zonas, a saber, Almada, Seixal e Costa, cada qual com um Coordenador local. As Vigararias de Moita e Montijo também ficariam divididas em três áreas. Uma centrada no Barreiro, outra na Moita e outra no Montijo. O mesmo aconteceu à Vigararia de Setúbal, segmentada na Anunciada, S. Julião e Santa Maria.
No mês de Julho de 1967 o Vigário Episcopal, Rev.do Cónego Dr. João Alves, comunicou a criação, para breve, de uma equipa missionária, formada por casais, que poderia atuar também no apostolado da Catequese.
Os Responsáveis de Catequese participavam nas reuniões Diocesanas em Lisboa. Já então se estudava a possibilidade da realização de Cursos de Iniciação, do Curso Elementar e do Estágio.
Em Outubro do mesmo ano o Secretariado Regional da Catequese desta Região tem como assistente o Rev.do Padre Adriano Nunes.
Também no ano seguinte teria início o Catecumenado como resposta à necessidade da organização da Catequese e Batismo de adultos.
Em Janeiro do ano 1970 foi nomeado Assistente Regional o Rev.do Pe. José Cordeiro a quem se seguiu o Pe. Manuel Pinheiro da Silva Ramalho (atual pároco da Paróquia do Pinhal Novo). Serviço importante para a organização da catequese na região devido ao trabalho de coordenação promovido entre os Assistentes Vicariais e, destes, por sua vez, com as Paróquias. Nas reuniões do Secretariado Regional da Catequese participavam o Assistente Regional e todos os Responsáveis Vicariais. Dava-se conta de como se ia trabalhando nos vários locais, quais as dificuldades a resolver, sugestões e planificação de ações de Formação e de Encontros, de Reuniões, de Cursos e de Retiros...

Pe. Manuel Ramalho

NASCE A DIOCESE E O SECRETARIADO DE CATEQUESE

Em 16 de Julho de 1975 com a criação da Diocese, o secretariado regional da Região Pastoral de Setúbal passou a ser Secretariado Diocesano de Catequese da Infância e Adolescência da Diocese de Setúbal.
Em substituição do Pe. Ramalho, em 1977 toma posse como novo Assistente Regional o Pe. Álvaro de Magalhães Teixeira, (CMF, padre Claretiano, atual pároco da Paróquia de São Sebastião de Setúbal). Foram constituídas Equipas de trabalho e Responsáveis de Zona a trabalhar sempre de acordo com os párocos e em contacto com o Secretariado.
Pe. Álvaro Teixeira CMF
Foi, assim, sentida a necessidade de descentralização do Secretariado Diocesano da Catequese para facilitar mais o trabalho e a corresponsabilidade dos dirigentes nas diversas Zonas.
Segundo as informações encontradas, no período entre 1983 e 1992 esteve como Responsável do Secretariado da Catequese a Irmã Ilda Fontoura (FMNS, Franciscana Missionária de Nossa Senhora) que tinha como auxiliar a Irmã Maria Arminda Pimenta de Castro (FMM. Franciscana Missionária de Maria). No ano 1992 foi substituída nesse trabalho pela Irmã Matilde Morgado (FMM) que durante doze anos, juntamente com uma equipa de colaboradores, levou para a frente com entusiasmo, sabedoria, criatividade, dedicação e amor à Igreja esta missão, como Diretora deste Secretariado. 
Irmã Matilde Morgado
Em Julho de 2004 foi nomeada para este serviço a Irmã Maria Zélia da Cunha Aires FMA (Salesiana, FMA). Iniciou funções no dia 7 de Setembro do mesmo ano e exerceu-as durante sete anos, até ao verão de 2011. Durante este tempo a Irmã Zélia sentiu o ardor missionário da Diocese e tentou dar continuidade ao trabalho anterior. A Formação dos Catequistas foi prioridade. Apostou-se no Curso de Iniciação, no Curso Geral e na realização de Estágios de Catequese. Continuou e empenhou-se no trabalho conjunto do Interdiocesano, do qual fazem parte as cinco Dioceses da Zona Centro do País: Dioceses de Leiria/Fátima, Lisboa, Portalegre/Castelo Branco, Santarém e Setúbal. Foi atenta aos problemas do Secretariado Nacional de Educação Cristã e tudo fez para dar resposta aos seus apelos e orientações. A Irmã Zélia foi ainda uma das dinamizadoras do A3 Jovem, onde parte dos seus participantes era jovens do 10º ano de catequese.
No Ano Pastoral 2011-2012, foi dada ao Secretariado como nova tarefa a dinamizar o Despertar da Fé das crianças dos 0 aos 6 anos. Desde então tem assumido a formação diocesana dos educadores e auxiliares de infância das Instituições Diocesanas de Solidariedade Social com Jardim de Infância.


Irmã Zélia Aires

Desde Setembro de 2011, o diretor do Secretariado é o Pe. Rui Augusto Jardim Gouveia.

MEMÓRIA DE DEUS
Nestes quase 40 anos da Diocese, o Secretariado recorda, pelo coração de Jesus, tantos catequistas que esta terra viu nascerem na fé e descobrirem a sua vocação missionária, que guiou e alimentou pela formação e sacramentos, que cresceu em santidade e graça pelo seu anúncio fervoroso.
Os catequistas são uma porção considerável do Povo de Deus de Setúbal que, generosamente, cada um ao serviço desta Igreja, sabe, nas palavras do nosso Papa Francisco, que «é pessoa da memória de Deus, se tem uma relação constante, vital com Ele e com o próximo; se é pessoa de fé, que confia verdadeiramente em Deus e põe n’Ele a sua segurança; se é pessoa de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se é “hypomoné”, pessoa de paciência e perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provas, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é pessoa gentil, capaz de compreensão e de misericórdia» (homilia aos catequistas, 29 de Setembro 2013).
Há uma «nuvem de testemunhas» de catequistas que fazem parte da nossa história de Salvação, porque cada um «guarda e alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-lo nos outros. É belo isto»! Ao fazer esta «memória do coração», que é hino de vida e de ação de graças, pedimos a Jesus que toda a nossa vida seja «memória de Deus».















domingo, 1 de fevereiro de 2015

ESCOLHIDA POR DEUS PARA SER SUA SERVA



 No dia 16 de Fevereiro de 1935, em Lisboa, na freguesia de Penha de França, nasce uma criança do sexo feminino, com o nome muito especial e com um significado muito forte, FLORINDA DEOLINDA DE SOUSA,
Flor+linda, Deo+linda, significa «FLOR LINDA DE DEUS». A mãe não podia ter escolhido outro nome, porque esta flor tinha sido escolhida por Deus para ser sua serva, se não vejamos.
A pequenina flor logo aos cinco anos de idade fica órfã de mãe e o pai abandonou-a. Sem lar e sem família, foi para o Orfanato de Santa Isabel em Lisboa, sem carinho de pai e de mãe, com a sua deficiência, começa o seu calvário. Deste orfanato transita para a casa de recolhimento da D. Sílvia Cardoso, na Amadora, aqui recebeu o baptismo, esteve até aos oito anos.
Dia do Baptismo de uma sua catequizanda.
Novamente muda de “casa“, faz a caminhada para o Albergue da Mitra. Todas estas passagens são feitas sem o calor humano de uma família, sem o beijo de um pai e de uma mãe, sem poder brincar como deveria ser, mas esta pequenina flor de aparência frágil, consegue ultrapassar com sorrisos, agradecendo ao seu Pai e à sua Mãe Nossa Senhora. Novamente muda de casa, vai para casa de uma tia, mas a sua frágil saúde atira-a para uma cama do Hospital da Misericórdia de Lisboa, daqui para o Sanatório da Parede, sendo submetida a várias operações para poder andar. Aos dezoito anos de idade, fez a 4ª classe por iniciativa própria, porque até aqui não pode iniciar os estudos, mas a vontade de estudar era tão grande, contra tudo e contra todos, conseguiu completar o secundário.
Esta flor delicada já com 21 anos, parte para Angola, lá consegue o primeiro trabalho no Colégio das Irmãs Doroteias, dando aulas no primário e preparatório e ao mesmo tempo também estudava.
Neste colégio começa a dedicação da sua vida ao Pai, fazendo trabalhos para a igreja, fazendo parte das diversas irmandades, fez-se 3ª Carmelita, bem como noutras ordens.
Casa-se em 1973, com Lionilde Luis, viveu feliz até ao ano de 1982, ficando viúva.
Voltando ao ano de 1975, dá-se a independência de Angola, vem para Portugal com o seu marido, ingressou na paróquia de S. Paulo, sendo membro activo dos movimentos bíblicos e outras actividades.
Mais tarde, vem viver para Palmela nos anos 83/84, aqui fixou a sua vida, casando-se com João Jacinto no ano de 1986, sendo novamente feliz. Continuou sempre com muita força, com muito amor e a palavra não, não existia no seu vocabulário, mas sempre o Sim.
Aqui, começa o trabalho na paróquia da Quinta do Anjo, onde assume diversas actividades, fazendo formação cristã de jovens e adultos, pertenceu ao movimento da Mensagem de Fátima, faz o secretariado geral da paróquia e ao mesmo tempo ajuda a comunidade do Bairro Alentejano durante 24 anos, formando muitos jovens e adultos na caminhada cristã.
Mais tarde, a comunidade de Santo António de Aires, vem pedir-lhe o seu auxílio e mais uma vez não consegue dizer não.
Nesta comunidade assumiu as catequeses, formações de crismas, formações de adultos para o baptismo, bem como em Pegões, durante 8/9 anos.
Entretanto nesta caminhada, ainda há lugar para tirar o curso de Teologia = estudos de Deus=, e como esta flor delicada era insaciável, não ficou por aqui, inicia outro curso = Antropologia Filosófica =, este curso é interrompido porque no dia 3 de Novembro de 2014, o Pai vem busca-la para a companhia dele.
É o resumo possível de uma lição de vida que esta Grande Senhora nos deixou, onde a falta de amor, o brincar quando somos crianças, a incapacidade, a dor, o abandono, o não ter casa, família, andar de orfanato em orfanato, nunca foram barreiras para ser uma vencedora, com uma formação humana extraordinária, com uma doçura e com muito amor para dar, sempre com um sorriso nos lábios e com um sim no coração.
A flor delicada fez um percurso de vida dedicada a Deus e ao próximo.

25º Aniversário do Matrimónio
  Não posso deixar de incluir a despedida que nos deixou escrita no seu computador pessoal, não pode ficar só para alguns, porque ela, ao escreve-la seria para conhecimento geral, aqui vai a sua transcrição:

UMA DAS MINHAS HIEROFANIAS
Recordo-me com saudade, dos tempos em que vivia em Angola, numa terra situada no interior da Província da Huila, Jamba, assim se chamava essa terra.
Era costume, afastar-me do povoado e ir junto de uma lagoa que ficava um pouco afastada da Jamba e, aí, apreciar o maravilhoso pôr-do-sol. Era deslumbrante, porque o Sol descia pelo morro e, ia espraiar-se nas águas da lagoa, dando-lhes tons de oiro e de prata.
Era o meu lugar predilecto! Sozinha, ouvindo o chilreio dos pássaros que recolhiam aos seus ninhos, não podia deixar de pensar no Mistério que, dentro do meu peito, ardia como Sol que desaparecia por detrás do morro e me trazia uma serenidade, como água da lagoa que se deixava “ abraçar “ pelo Sol, num adeus de despedida.
Assim me preparo para ir para o Pai, pois está a chegar o fim da jornada, levo todos no coração, as minhas comunidades, os meus grupos de catequese, os meus Padres assistentes e em especial o meu JOÃO.
Adeus a todos que fique convosco a paz e o amor de Deus.
Deolinda

Com esta despedida só posso dizer Obrigada minha Grande Amiga do fundo coração e um até Sempre.

Odete Rodrigues