quarta-feira, 17 de junho de 2015

Paróquia de Cristo Rei: Testemunho do P. José Vicente Martins, S.J.



Quando a 10.01.1993 tomei posse do cargo de Pároco do Pragal, vindo da Paróquia de S. João Evangelista, onde estivera desde 03.03.1974, não entrava em terreno completamente desconhecido, por conhecer bem o P.Norberto Martins S.J. que fora meu Companheiro de Noviciado da Companhia de Jesus durante algum tempo.

Como “Comunidade de Fiéis”, a Paróquia de Cristo Rei partia de uma realidade já bastante trabalhada e prometedora, acompanhada por diversos Sacerdotes, que por passaram e por ordem recordamos:

- Pe. José do Carmo Vicente, que foi o pioneiro da reconstrução da “Ermida” totalmente degradada depois de 1910 e finalmente devolvida ao Culto em 1957.

- Pe. Camilo Neves Martins, que alugou na Rua Fernão Lourenço um armazém, para funcionar como “Salas das Torcatas”.

- Pe. Norberto Martins S.J nomeado 1º Pároco em 1976 e que já em 1973 começara a fazer diligências para conseguir um lugar de Culto na Qtª de S. Francisco de Borja, anexa à Igreja Matriz, a Igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens.

- Pe. José Afonso Marques Pinto S.J.- 2º Pároco do Pragal, nomeado a 23.10.1983 que deu início ao Centro Social Paroquial, instalado na R. da Bela Vista, em lojas cedidas pelo IGAPHE em regime de comodato.

- P.José Vicente Martins S.J. nomeado como o 3º Pároco a 22.11. 1982.


A Paróquia de Cristo Rei do Pragal, com a Igreja Matriz da “Ermida”, começou extraordinariamente pobre em estruturas e equipamentos, com 3 lugares de Culto muito escassos e distantes, embora a cedência da Qtª de S. Francisco de Borja pelo IGAPHE em 1989, tivesse melhorado significativamente a situação quanto aos espaços disponíveis. No entanto, na minha maneira de ver, havia muito que trabalhar, e convencer pessoas responsáveis quanto a tornar possível a acelerar o projecto da divisão da Paróquia, logo que estivessem reunidas condições para isso, assunto que foi apresentado ao Bispo com a força que tinha quando a Paróquia cumpria já os seus 25 anos de existência. Cinco anos depois, quando se completava o 30º aniversário da Paróquia de Cristo Rei - Pragal, estava finalmente criada a Paróquia de S. Francisco Xavier da Caparica, por decreto de D. Gilberto Bispo de Setúbal, datado de 29 de Julho de 2006 na Solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, tomando posse da nova Paróquia o seu 1º Pároco a 15 de Outubro desse mesmo ano o P. José Pires S.J.  

     Podia respirar-se um pouco melhor na Paróquia do Pragal. A dignificação e recuperação da pequena Igreja Matriz impunham-se como primeiríssima preocupação, mas tudo o que nessa altura de concreto se conseguiu após mais de dois anos de diligências para se obter o terreno e a execução da obra, foi o Largo Fronteiro à fachada da Ermida a que se deu o nome de “Largo Armindo dos Santos”, Excelente Autarca Presidente da Junta Pragal e inesquecível amigo que a morte levou cedo.

Com a aprovação da Câmara, estava assim aberto finalmente e em definitivo o caminho para podermos concorrer a um subsídio de apoio à construção. Com o custo orçamentado em 335.000€ + Iva; pedia-se o subsídio de 225.000€, ficando a importância de 110.000€ que a boa vontade de todos ajudaria a conseguir.

Não deixava de pairar uma forte suspeita de a Paróquia estar a ser empurrada para um ciclo infindável de agravamento sucessivo de custos. Foi assim que em desespero de causa, cansados de esperar agarrados a falsas expectativas, desenganados de quem tudo adiava sem ao menos inquirir sobre as reais necessidades vendo os custos a aumentar exageradamente, a Paróquia resolveu enfrentar a obra endividando-se com um empréstimo bancário, prescindindo de subsídios governamentais que melhor fora tivessem sido negados logo à partida.




Mas... que se pretendia fazer (ou melhorar)  no Pragal?



1. Ampliação do interior da Igreja: não em profundidade mas em largura a duplicar o espaço, com um arranjo da Capela - Mor a condizer com o Sacrário e com a Cruz, de maneira que o Sacrário ficasse à vista de toda a Assembleia, atraindo a sua atenção.

2. Criação de duas Capelas Mortuárias: dispondo de todos os requisitos de higiene, salubridade, iluminação, ventilação e funcionalidade requeridos para o bom desempenho da sua finalidade.

3. Criação de uma Residência Paroquial: Com hall de entrada, quarto, sala de estar, cozinha e instalações sanitárias.

4. Criação de uma sala de estar; ao nível do piso da Igreja e outra em nível superior, ambas com superfície bastante desafogada e com sentido de aproveitamento funcional.

5. Sala-Cave: Aproveitamento do desnível exterior como sala-multiusos para convívio. Festas, etc. com acesso exterior.

6. Gabinete e Secretaria: ao nível de entrada na Igreja e com casa de banho para acesso público, com acesso exterior.

7. Escada de acesso ao coro: Escada em caracol a partir do interior da Igreja sem lhe diminuir a capacidade, e ampliado o côro a capacidade da Igreja.



Não foi obra simples. Não foi também a grande solução para o Pragal de hoje, porque não houve a capacidade (30 anos antes) com a preocupação de futuro, quando tudo era possível. Mas foi a obra possível e inadiável nas condições já descritas, tendo-se conseguido um ganho bastante significativo relativamente ao aspecto funcional e ao aproveitamento dos espaços que se criaram.

Não foi também obra barata, para as fracas posses da Paróquia, porque a transformação a fazer era muito grande e necessariamente cara. Mas foi uma obra feita com amor e sacrifício que muitos julgavam impossível,



Concluída a obra no tempo previsto, fez-se a inauguração solene no dia 18 de Outubro de 2005 em cerimónia presidida pelo Sr. Bispo de Setúbal acompanhado por oito Padres Concelebrantes e uma grande assistência que o espaço não conseguiu conter na totalidade, e a presença da Ex.ma Presidente da Câmara de Almada, Presidentes das Juntas de Freguesias de Almada, pessoal da Empresa Construtora (Alves Ribeiro) e muitas outras pessoas gradas do meio.



Nem só o dinheiro era necessário. Quantos anónimos depositaram as suas economias para que tudo ficasse pago como ficou. Valeu a pena? O Coração diz-me que sim! E os amigos que tanto ajudaram com o seu testemunho e o seu dinheiro, dizem-me o mesmo. Ficou tudo feito? Claro que não, porque nada é perfeito. Mas valeu a pena o esforço e até a saúde que por lá foi ficando. O que nesta altura me dá imensa alegria é o Pragal ter sido entregue a quem foi. O Padre Horácio Noronha que na minha invalidez me substituiu, é a pessoa certa para estimular a população do Pragal, a viver em sintonia com o Amor que Deus espera de cada um, aquele Amor que S. Paulo nos diz que não acaba nunca e que está acima de tudo.

Obrigado P, Horácio e que a população do Pragal acompanhe sempre o seu trabalho como acompanhou o meu, de maneira que hoje eu sinta uma Saudade que não sei descrever! 



P. José Vicente Martins S.J.
 

domingo, 14 de junho de 2015

Movimento da Mensagem de Fátima



O Movimento da Mensagem de Fátima (MMF) é um movimento de formação e apostolado essencialmente constituído por leigos. Este Movimento tem sido sucessivamente aprovado pela Conferências Episcopais Portuguesas.


A criação do secretariado diocesano do MMF contou com o apoio do então, Reitor do Santuário de Fátima, Monsenhor Luciano Guerra, da Fátima Lages, da Isabel Greck Torres, do Padre Gusmão e do Padre Lobato.
Os seus membros vivem e difundem  a Extraordinária Mensagem que, de Fátima, começou a ressoar pelo mundo todo desde o dia 13 de maio de 1917 e que se prolongou, durante 5 meses, até ao dia 13 de outubro do mesmo ano. “Se a Igreja aprovou a Mensagem de Fátima é porque ela contem uma VERDADE e um CHAMAMENTO que são a verdade e o chamamanto do próprio Evangelho”( in Homilia do Papa João Paulo II em 13/05/1982 no Santuário de Fátima). Nem outra coisa poderia vir de Nossa Senhora “Aquela que, na Santa Igreja, ocupa o lugar mais alto depois de Cristo, e o mais perto de nós”. (Papa Paulo VI, Allocutio in Concilio,4/12/63).


Foi com o Reverendíssimo Bispo D. Gilberto Canavarro dos Reis que se formou o primeiro secretariado diocesano do MMF em Setúbal.


O primeiro secretariado dicesano foi composto pelo Presidente Reis Marques, Eugénia, Maria Arménia Santos e Maria Isabel de Almeida Bugarim.
Com o objetivo de desenvolver a formação e preparação apostólica dos seus membros, o Secretariado Nacional em articulação com os Secretariados Diocesanos organiza cursos a nivel nacional, diocesano e paroquial.


Os encontros do MMF em Setúbal contaram com a presença do Bispo D. Gilberto, do padre Antunes (assistente nacional do MMF), padre José Maria Furtado (assistente diocesano do MMF) e a então presidente do secretariado diocesano Maria Isabel Bugarim.


As áreas de apostolado do MMF são a Oração, Peregrinações e Doentes.


PASTORAL DA ORAÇÃO

As orações ensinadas em Fátima pelo Anjo e Nossa Senhora ajudam a viver a Mensagem, que, como disse João Paulo II, em Fátima em 1982, é  a conversão e a vivência na graça de Deus.
A Oração é “expressão do desejo que o homem tem de Deus”(São Tomás de Aquino, in Santificados em Cristo). É Deus, porque nos ama, nos atrai a Si, que inicia o caminho, que deseja o dialogo connosco, que pede a nossa oração e o nosso coração. Na pastoral de Oração, a mensagem de Nossa Senhora leva-nos a centrarmo-nos na Eucaristia nos seus três polos: Celebração, Comunhão e Sacrário.
Adoração das crianças.


PASTORAL DAS PEREGRINAÇÕES

Na pastoral das Peregrinações dá apoio aos peregrinos a pé que caminham até ao Santuário de Fátima. Organiza a peregrinação anual ao Santuário de Fátima, bem como peregrinações a outros Santuários Marianos. A experiência de caminho transforma o peregrino,despojando-nos do superficial dirigimo-nos para o sagrado, sentimos o Amor que Deus tem por nós  e por isso, quando O encontramos podemos responder ao Seu Amor.
 
Peregrinação do jovens ao Santuário de Fátima. Encontro com o Frei Carlos Furtado.

PASTORAL DOS DOENTES

“A mensagem de Fátima e a vida dos Pastorinhos trazem até nós uma forma muito concreta de abraçar a Cruz com amor e transformar o sofrimento em luz capaz de redimir a humanidade. Fazer da cruz à semelhança de Jesus matéria prima de salvação é o caminho que nos apnta o Evangelho e a mensagem do Anjo e de Nossa Senhora de Fátima.”(in Santificados em Cristo, MMF, 2015). Esta pastoral dirige-se aos doentes, doentes acamados ou hospitalizados e às suas famílias. São realizadas visitas de acompanahmento dos doentes, organização de encontros a nível paroquial e retiros no Santuário de Fátima.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

João Francisco Pires: Um grande apóstolo da Paróquia de Cristo Rei!



CARAVAGGIO, "As sete obras de Misericórdia".
João Francisco Pires nasceu a 15 de agosto de 1923 em Vale de Lamas, freguesia de Baçal, Diocese de Bragança e faleceu a 4 de junho de 1999 na Paróquia de Cristo Rei da Diocese de Setúbal.

Viveu discretamente uma vida de santidade na família, no emprego, na paróquia.

Casado, pai de 3 filhos, avô de 3 netos, a todos deu uma boa educação. Amigo da esposa Maria José Lopes, dos filhos, dos netos, das crianças, dos pobres, dos doentes…

Rezava muito com a esposa desde o casamento, pedindo a Deus um filho padre e Deus concedeu-lhes essa graça. Foi a primeira Ordenação Sacerdotal da Diocese, Padre António de Luís Pires, na Solenidade da Imaculada Conceição em 8 de Dezembro de 1982. Atualmente é pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição na Costa de Caparica.

Foi catequista na Paróquia de Cristo Rei desde 1975, deu catequese na antiga Capela das Torcatas e quando a Paróquia se estendeu para os bairros, nas primitivas instalações na Rua do Lago e depois na Quinta de S. Francisco de Borja, atualmente sede da Paróquia de S. Francisco Xavier de Caparica. Quando alguma criança faltava, ia às casas saber ou telefonava. Levou um dos seus catequisados a ser catequista.

Trabalhava em Lisboa nos Correios e no intervalo do almoço evangelizava, dava catequese, às crianças da rua, que juntava à sua volta, ficando muitas vezes sem almoçar porque lhes dava a merenda que levava de casa, muitas vezes já acrescida para distribuir.

A todos cumprimentava e dizia” Deus esteja consigo” ou “ A paz esteja consigo”.

Era o amigo dos pobres, visitava-os, às vezes levava-os a sua casa para lhes dar uma refeição. Colaborava no apoio fraterno da Paróquia, chamava as famílias carenciadas e dava-lhes o aviado, outras vezes ia levar-lhes a casa. Uma vez tinha comprado um fato, porque precisava, mas na rua encontrou um homem pobre, levou-o a sua casa, deu-lhe almoço e depois entregou-lhe o seu fato novo e disse à esposa, também muito boa ” Deixa lá, porque aquele senhor está a precisar mais do que eu… “ Era pobre em tudo em favor dos outros, chegou mesmo a vender a sua aliança para ajudar…

Dava sempre uma palavra de esperança aos pobres e uma ajuda a quem necessitava. Conhecia os problemas das famílias, e não falava deles a outros, mas quando nos grupos ouvia alguém criticar dizia que se averiguassem o que as pessoas estão a passar não falariam assim…Outras vezes ajudava a fazer as pazes, dizendo que quando nos confessamos também temos de pedir perdão.

Tinha uma grande devoção a Nossa Senhora, muitas vezes chegava-se lá a casa e estava a rezar o terço com a esposa. Todas as noites ia depois do jantar à Capela das Torcatas rezar o terço e fazer adoração diante do Santíssimo ou sozinho ou com alguém que convidava, sobretudo com o Sr. Luís, para quem foi um marco espiritual, assim como para muita gente. Falava do amor de Deus e do amor aos outros, era grande o seu amor à Igreja. Os dois encarregaram-se da limpeza da capela. Depois de reformado ia também todas as manhãs rezar diante de Jesus no Sacrário.

Aos domingos depois da missa de manhã na Paróquia, ia à tarde ao Santuário de Cristo Rei, preparava o altar para a Eucaristia e ajudava como leitor e acólito.

Preocupava-se com os doentes, visitava-os várias vezes, informava outras pessoas para que os visitassem. Em 1983 foi o primeiro a ser instituído ministro extraordinário da comunhão na paróquia, cargo que exerceu sempre com muito zelo, levando a comunhão a muitos doentes e a alguns mais que uma vez por semana. Um dia a pedido do pároco Padre Norberto Martins batizou um doente em casa e deu-lhe Jesus como viático.

No final quando por causa da doença, já não podia sair, recebia diariamente a comunhão em casa com muita gratidão a Jesus. Nunca se queixava que estava mal, dizia” Estamos como Deus quer”. No dia do Corpo de Deus fez um esforço por ir à Igreja, foi a sua última comunhão na Missa. Agora no céu continua a interceder por nós, ele que aqui na terra por todos rezava.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Quaresma 2015 - 40 Horas de Adoração e Reconciliação


«Participa na Adoração Eucarística que vai unir a Diocese, durante 40 horas, em 12 e 13 de Março. Sairemos da Adoração de Jesus capazes de realizar gestos de ajuda fraterna que revelem o amor de Deus a nossos irmãos.» 
D. Gilberto (Nota Pastoral)


40 HORAS de Adoração e Reconciliação: 
das 09h do dia 12 (5ª-feira), às 02h do dia 14 (Sábado).




VIGARARIAS

Almada:
    Igreja do Feijó

Barreiro:
    Quinta das 9h a Sexta às 4h: Santa Maria do Barreiro
    Sexta das 4h a Sábado às 2h: Alhos Vedros
    Confissões das 17h às 22h quinta e sexta na Igreja respectiva

Caparica:
    Em cada Igreja Paroquial.
    Cada Padre na sua Paróquia estará disponível para atender confissões o tempo que puder, mas no dia 12, das 17h às 23h, concentramo-nos na Igreja do Monte de Caparica e, no dia 13, no mesmo horário, na Igreja da Charneca de Caparica.

Montijo:
    Quinta das 9h às 18h: Igrejas de Alcochete, Pinhal Novo e Pegões.
    Quinta das 17h a Sexta às 8h: Igreja dos Pastorinhos
    Sexta das 7h às 19h: Igreja Matriz do Montijo
    Sexta das 18h às 2h Sábado: Santuário da Atalaia
Palmela-Sesimbra:
    Quinta das 9h00 às 24h00: Santiago em Sesimbra
    Quinta das 22h00 às 2h00 de Sábado: S. Lourenço de Azeitão

Seixal:
    Igrejas da Amora e Corroios

Setúbal:
    Igreja do Bonfim

sábado, 21 de fevereiro de 2015

EM MEMÓRIA: Padre Ricardo Gameiro

A paróquia da Cova da Piedade, respondendo à solicitação do Sr. D. Gilberto para que, no quadragésimo aniversário da criação da nossa Diocese de Setúbal, se celebrasse a MEMÓRIA de alguém que a tenha marcado, decidiu lembrar o senhor Padre Ricardo Gameiro no dia 19 de Fevereiro, dia em que faria 86 anos de idade, se o Senhor o não tivesse chamado.

O senhor P. Ricardo nasceu em 19 de Fevereiro de 1929 na aldeia de Carvalhal da Aroeira, Torres Novas, então Patriarcado de Lisboa. Nasceu no seio de uma família profundamente cristã e, desde muito cedo, sentiu que Deus o chamava para o sacerdócio. Aos 14 anos ingressou no Seminário patriarcal de Almada, e aos 17, no Seminário Maior dos Olivais, tendo sido ordenado sacerdote em 29 de Junho de 1954. Em 1 de Janeiro de 1955 iniciou a sua vida pastoral na paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, como Vigário Paroquial. Em 29 de Novembro de 1959 tomou posse como pároco de Olaia, Torres Novas, onde passou 7 anos. Em Outubro de 1966 tomou posse da paróquia da Baixa de Banheira, um meio operário, onde viveu intensamente o seu sacerdócio semeando a “boa nova” do Evangelho. Neste meio operário foi-se aproximando e dando a conhecer a todos os que com ele se cruzavam e a mensagem do Evangelho foi tocando aquela boa gente que o Senhor lhe tinha confiado e da qual ele nunca se esqueceu. Já na Cova da Piedade, certo dia disse: “foram uma simpatia para comigo, de facto extraordinária, que me fez ver como o convívio, como a experiência humana na Baixa da Banheira, foi do melhor que eu tive na minha vida neste aspecto”.

Em 1 de Junho de 1975 tomou posse desta paróquia da Cova da Piedade e celebrou, a seguir, a 1ª missa.

No ano seguinte, a Santa Sé criou a diocese de Setúbal, para gáudio do clero que nestas terras anunciava o Evangelho e destas gentes.

O senhor Padre Ricardo abraçou, com muita alegria, esta graça que Deus concedeu às gentes desta nova diocese, sendo um arauto do Evangelho, não só na sua paróquia, mas estando sempre disponível, junto do seu Bispo, para as tarefas que este lhe solicitasse.

Nas Bodas de Prata de pároco na Cova da Piedade o Senhor D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal, deu-nos este testemunho: “Fomos companheiros de viagem e de aventuras, durante 23 anos. Eu sei, mas Deus sabe melhor, como este Homem me ajudou a ser, a estar e actuar. Deus sabe também como lhe estou obrigado pela disponibilidade generosa e indiscutida que nele sempre encontrei.

O senhor D. Gilberto, nesta mesma data, escreveu: “Este ser servo de todos, está bem presente nas construções materiais; nas instituições pastorais; nas iniciativas no sector da Palavra, da Liturgia e da Caridade; na vivência das alegrias, sofrimentos e esperanças do seu povo, no amor da diocese; na atenção aos problemas de hoje; no dinamismo pastoral que se mantém vivo (ou cresce), passados 25 anos…”.

O senhor Padre Ricardo dedicou-se, de alma e coração, à evangelização destas gentes através da palavra, cimentando-a com a oração e o exemplo. As gentes da Cova da Piedade assimilaram a boa nova do seu pastor, que pedia incessantemente que o Senhor mandasse operários para a Sua Messe. O Senhor da Messe ouviu estas preces, de tal maneira que, na paróquia da Cova da Piedade, desabrocharam e desenvolveram-se três vocações sacerdotais e outras vocações religiosas. O senhor Padre Ricardo pela oração, pelo exemplo e pela palavra amiga foi-as amparando e hoje Setúbal tem três padres oriundos da Cova da Piedade.

O senhor Padre Ricardo faleceu no dia 19 de Dezembro de 2011. Foi um pastor solícito e incansável que viveu plenamente para as gentes da Cova da Piedade, em especial, para os mais desfavorecidos. O Bom Semeador, na pessoa do senhor padre Sobral, tinha semeado um pequeno “grão de mostarda” nesta paróquia, o Jardim Infantil do Bairro. O senhor Padre Ricardo, como bom agricultor, foi-o regando, acarinhando e sonhando de tal maneira que essa pequena planta foi crescendo, crescendo até se tornar na árvore frondosa de que fala o Evangelho, que hoje é o Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro, uma das maiores IPSS do país.

Hoje, o Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro acolhe, acompanha e educa centenas de crianças e jovens e dá carinho e amor a dezenas de idosos, dando trabalho a centenas de trabalhadores.

Tudo isto é fruto do amor de Deus que concedeu à nossa Diocese na grande alma sacerdotal com um coração imenso, repleto de amor a Deus e aos homens, em especial aos mais desprotegidos, que foi o senhor Padre Ricardo. Bendigamos ao Senhor.


Cova da Piedade, 19 de Fevereiro de 2015.


Ramiro Rodrigues

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Paróquia do Lavradio: A Catequese na Igreja Paroquial Santa Margarida e Capela Pastorinhos de Fátima (Fidalguinhos)



  • Crianças Inscritas na Catequese  -  200
  • Jovens Catequese (CRISMA)  -  50 Jovens
  • Catequistas 2014/2015  -  18 Catequistas
Pontos Marcantes na Catequese:
  • 1974 – Construção da Igreja do Lavradio e integração na Diocese de Setúbal
  • 1997 – Envangelização no Bairro das Palmeiras com grupos da Catequese no Bairro 
  • 2013 – Inauguração da Capela dos 3 Pastorinhos Fidalguinhos


Nestes 41 anos de existência da Catequese têm participado em diversas atividades que fortalecem o crescimento na fé Cristã dos mais novos: 
- Ações de Solidariedade (Banco Alimentar, Recolha de Alimentos / Cáritas / Visita a Lares Idosos, Jantar Solidário)
- Participação / Organização do encontro de Taizé (2004)
- Dinamização de Orações / Reflexões / Virgílias / Procissões / terço Humano
 


ORAÇÃO
Somos como um simples tijolo, humilde, mas tão necessário na construção da vida, do mundo e do Teu reino celeste, um reino de paz e de amor.
É tão bom ser chamado por Ti para colaborar e ajudar os meninos a crescerem na Fé, a serem adultos responsáveis e a fazerem de Ti o pilar das suas vidas.
Ilumina-me, fortalece a minha Fé e faz com que eu consiga difundir e transmitir os Teus ensinamentos, e fazê-los entender que só Tu és exemplo de vida.
Tu chamaste-me a ser Catequista na Tua Igreja, na Tua comunidade que afinal é também a minha. Confiaste a missão de anunciar a Tua palavra e de testemunhar com o meu exemplo, os Teus valores.
Às vezes, tenho medo de não saber corresponder e de não estar à altura do que esperas de mim. Mas, se me escolheste lá sabes porquê e eu só terei de olhar para o lado, ver que caminhas comigo e apoiar-me em Ti.
Não me deixes sozinho. Confio em Ti.